Depois de duas décadas on-line, estou perplexo. Não é que eu não tive um bom tempo na internet. Conheci grandes pessoas e até peguei um hacker ou dois. Mas hoje, estou desconfortável com essa comunidade mais moderna e supervalorizada. Os visionários veem um futuro de trabalhadores fazendo home office, bibliotecas interativas e salas de aula multimídia. Eles falam de reuniões eletrônicas de cidades e comunidades virtuais. Comércio e negócios mudarão de escritórios e shoppings para redes e modems. E a liberdade das redes digitais tornará o governo mais democrático.
Besteira. Os nossos especialistas em computadores não simancol? A verdade é que nenhuma base de dados on-line irá substituir o seu jornal diário, nenhum CD-ROM pode substituir um professor competente e nenhuma rede informática irá mudar a forma como o governo funciona.

Há um problema sério hoje em dia. É uma coisa séria e as pessoas estão ignorando. O Tio Bem ensinou há muito tempo: grandes poderes trazem grandes responsabilidades, mas as pessoas estão ignorando isso. Acham que não devem ser responsabilizadas por quaisquer burradas que por ventura venham cometer. Afinal, inventaram que não devemos culpar a vítima. Mas em muitos casos, a culpa É, SIM, da vítima.
É modinha muitos colégios fazerem Feira de Ciências. Modinha? Sim, apenas modinha. A verdade é que não se aprende nada de uma maneira geral. Isso está se generalizando, por sinal. Com o advento do YouTube e iniciativas como o Manual do Mundo, agora todo mundo acha que sabe fazer feira de Ciências. Inclusive, alguns professores também têm esta concepção. Direção de colégio só faz para ajudar a chamar a atenção de pais, num evento mais de marketing do que efetivamente aprendizado. 
Uma das bobagens mais densamente replicadas é que o Homem não pôde ir à Lua por causa do Cinturão de Van Allen, já que a radiação lá tostaria qualquer um. Obviamente, isso é de uma estupidez galopante e eu explico isso em meu vídeo. Claro, a radiação está lá, mas cientistas são um pouquinho mais espertos que um idiota que cursou um tosco Ensino Médio em colégio público de periferia, mas que se acha esperto porque viu um vídeo no YouTube. E se um vídeo no YouTube prova alguma coisa, o meu também serve como parâmetro e terá que ser aceito.
Comunicação sempre foi uma dor de cabeça, principalmente quando se tinha que lidar com gente de locais afastados, remotos e totalmente isolados. Mais ou menos como carioca tentando entender mineiro falando. Com paulistanos já se desistiu. Muito complicado falar com gente que confunde biscoito com tapa na cara. Agora imagine você ir para o interior de algum lugar esquecido por Hades, por onde Judas andava com e pé no chão, pois já tinha perdido as botas e as meias. É delicioso pro pessoal da Linguística encontrar novos povos com idiomas totalmente díspares do nosso, mas vem a dor de cabeça tentar entende-los. Guerras começaram por muito menos. Seria legal um sistema tradutor um pouquinho mais eficiente que o Google Translator, não é?
Eu gosto de supernovas. São a prova que a Natureza está pouco se lixando para você ou qualquer ridículo ser vivo, não importando se é um pedaço de proteína em alguma poça d’água ou kryptonianos. Uma supernova manda para a vala um sistema inteiro e muito mais. As grandes emanações de radiação correm por todo o Espaço, a ponto de iluminar uma noite aqui na Terra. Se você estiver no Espaço, sem uma camadinha reforçada de proteção, vai acabar fritando por causa das emanações energéticas.
O brasileiro tem sérios problemas em entender como a mais básica atividade humana funciona. Não, não estou falando de ir ao banheiro (se bem que larga maioria não sabe que é necessário dar descarga e lavar as mãos direito). Estou falando de política. Brasileiros ainda não entenderam como ela funciona, por isso, ainda ficam chocados com o que acontece nas notícias ou quando sai foto do Lula defendendo o Temer, PSDB se aliando ao PT etc.