Por causa do Hélio, estrela perde as estribeiras e explode

Experimento de Conformidade de Asch
Com união, a Ciência pode, mas sem passear por rua vazia

Eu gosto de supernovas. São a prova que a Natureza está pouco se lixando para você ou qualquer ridículo ser vivo, não importando se é um pedaço de proteína em alguma poça d’água ou kryptonianos. Uma supernova manda para a vala um sistema inteiro e muito mais. As grandes emanações de radiação correm por todo o Espaço, a ponto de iluminar uma noite aqui na Terra. Se você estiver no Espaço, sem uma camadinha reforçada de proteção, vai acabar fritando por causa das emanações energéticas.

Uma supernova explode quando uma estrela muito massiva colapsa e implode, esmigalhando átomos, que os faz explodir de forma vilenta, muito violenta. Apocalipticamente violenta. Agora, uma pesquisa indica que há dados mostrando que uma supernova explodiu graças ao hélio. Não o seu vizinho chato que está treinando bateria, mas o elemento químico.

O dr. Mamoru Doi é professor da Faculdade de Ciências e diretor do Instituto de Astronomia da Universidade de Tóquio. Como ele desistiu de continuar procurando a cápsula Beta, Doi-San resolveu estudar supernovas. Para ele, “supernovas de tipo Ia é importante porque são uma ferramenta valiosa que os pesquisadores usam para medir a expansão do universo. Uma compreensão mais precisa de sua história e comportamento ajudará todos os pesquisadores a obter resultados mais precisos”.

Uma supernova tipo Ia é uma sub-categoria das estrelas variáveis cataclísmicas, resultado de uma violenta explosão de uma estrela anã branca. Normalmente se pensa que uma anã branca (não necessariamente a Adelaide) é o que resta de uma estrela que perdeu parte de sua massa, que é o que acontecerá com o nosso Sol daqui a 5 bilhões de anos. Só que algumas anãs brancas são deitas de carbono-oxigênio e algumas delas ainda podem ter reações internas de fusão. Uma anã branca é muito, muito densa (digamos que uma colherzinha de café cheia com a massa de uma anã branca pesa mais que um arranha-céu). Quando as reações internas perdem o controle, essa anã branca explode de forma colossal também, devida a grande energia acumulada, bem como massa em quantidade absurda. Daí ela faz um KABUM daqueles bem caprichados.

A pesquisa do dr. Doi e seus colaboradores aponta que a supernova do tipo Ia poderia ser o resultado de uma estrela anã branca que consumia o elemento hélio de uma estrela companheira. O revestimento extra de hélio da estrela desencadearia, então, uma reação violenta que acarretaria numa explosão, liberando um tantinho a mais que 1,21 GW.

Ao comparar os dados observacionais com o que foi calculado com a presença de hélio no início da perturbação até a explosão final, bem como a cor ao longo do tempo, os pesquisadores acharam que o modelo teórico estava condizente. A pesquisa foi publicada na Nature.

Mas pra que serve isso?

Cara, vai tomar um café com Luke Cage, vai!

Experimento de Conformidade de Asch
Com união, a Ciência pode, mas sem passear por rua vazia

Sobre André Carvalho

και γνωσεσθε την αληθειαν και η αληθεια ελευθερωσει υμας

Quer opinar? Ótimo! Mas leia primeiro a nossa Polí­tica de Comentários, para não reclamar depois. Todos os comentários necessitam aprovação para aparecerem. Não gostou? Só lamento!

  • Túlio Souza

    Bom artigo!

  • Neuton

    “Someday you will find me caught beneath the landslide in a champagne supernova in the sky”.
    Acho que morrer fritado pela explosão de uma supernova seria mais maneiro que morrer soterrado.