Transplante de órgãos é uma das maiores conquistas da ciência médica. Se seu coração, fígado, rins, pulmões, medula etc. estão com problemas, um transplante pode ser a solução, e muitas vezes esta solução é uma questão de vida ou morte. O problema é que nem sempre há órgãos disponíveis para transplante.
De tudo e por tudo, o Brasil é uma referência em transplantes, sendo o segundo país em número de transplantes por ano, ficando atrás apenas dos EUA, enquanto seu amigo ancap retardado (desculpe o pleonasmo) acha um absurdo o país pagar por transplantes, achando que cada um deveria pagar pelo seu. No caso de fígados, por exemplo, em 2018 foram realizados 2182 transplantes (dados do Registro Brasileiro de Transplantes). É um número alto, mas a necessidade estimada também é alta: 5192 transplantes. Mais da metade não foi atendido. Deveria haver uma forma de ajudar as pessoas com lesões nos fígados a viverem mais, de preferência reparando os fígados. Não seria o máximo? Bem, pesquisadores do Hospital Universitário de Zurique conseguiram.
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Quem já se machucou, tendo que colocar bandagem ou apenas um esparadrapo com algodão sabe o que é o terror na hora de tirar o curativo, encharcando tudo de soro fisiológico ou rezando para alguma enfermeira sádica, com pagamento atrasado, indo remover de uma vez, jurando de pés juntos que de uma vez não dói. Isso é verdade até a hora do WRAAAAAAAAAAP e você é capaz de ver Jesus dançando rumba com Satanás de tanta dor que está sentindo.
Para mim, uma das coisas mais fascinantemente ficcionais eram os tricorders médicos. Tipo. O dr. MacCoy passava o saleiro (sim, aquilo era um saleiro que a produção achou bem futurista para ser usado como algum dispositivo do século XXIII) e o tricorder lia o que a pessoa tinha. A não ser se estivesse usando roupa vermelha. Neste caso, já partia pro “He is dead, Jim”, a fim de economizar tempo de filmagem.
E chegamos a mais um fim de ano. 365 dias e 5 horas e uns quebrados, quase 365,25 dias. Algumas pessoas estão dando graças pelo ano ter terminado, mas praticamente falam a mesma coisa todos anos. Será que a vida dessa gente nunca melhora? Quanto a mim, eu parto do princípio que tudo pode melhorar e que nada é tão ruim que não possa piorar. Reclamar não adianta; prefiro olhar pra trás e só para rever os bons momentos que passei, mas aí é de cada um.
A todo momento estamos tomando decisões, ainda que inconscientemente. Pegamos o controle remoto para colocar no nosso programa favorito, e existe um longo processo neurológico para isso. Até mesmo o momento de decidirmos qual pé nós colocamos no chinelo primeiro é um processo de decisão.
Se comida vegan já é o tipo de coisa tão insuportável que nem vegan atura, precisando disfarçar aquela bosta de comida de verdade (vide as lasanhas vegans, churrasco vegan, hamburguer vegan e comida-de-gente-vegan), agora tem mais um probleminha que, para algumas pessoas, será uma bênção. Um artigo de um certo dr. James Stangle disse que o Impossible Whopper, uma iguaria vegan da rede de fast food Burguer King, estava tão ultraprocessada que estaria fazendo homens criarem seios.
Hoje em dia é um tempo que você não pode dizer para as pessoas serem saudáveis ou, pior ainda, largarem hábitos que as fazem doentes, pois isso de alguma forma desperta uma tendência imbecil de achar que você é preconceituoso. Inventaram o tal do fatofobia, digo, gordoshaming, digo, ah, quando você fala para alguma criatura de duzentos quilos que aquilo é que está ferrando a saúde dessa criaturinha que quando vai ao Zoológico, o tratador dos paquidermes vai correndo fazer a contagem dos bichos para saber se não é um fugitivo.
O ato de engolir é algo para lá de comum que larga maioria não sabe que existem pessoas com dificuldade de fazer isso. Os distúrbios da deglutição são chamados de “disfalgia”, literalmente significando “dificuldade de engolir”. Estes distúrbios são péssimos e podem causar até mesmo deficiências nutricionais em alguns pacientes, sendo difíceis de se diagnosticar e requerem o uso de equipamentos especializados, não sendo nada baratos. Os exercícios podem ajudar aos que são diagnosticados com certas condições, mas mesmo esses exercícios exigem o uso de dispositivos caros.
Eu gosto quando algumas pesquisas são o puro óbvio ululante, como diria Nelson Rodrigues. Não que algumas delas não sejam necessárias. Até são, mas isso porque as pessoas são absurdamente estúpidas e insistem e fazer merda, como andar pela rua entretido com a fuça no celular.
A todo momento surgem tratamentos para devolver movimentos a paraplégicos e tetraplégicos, e quanto mais, melhor, já que cada caso é um caso. Entre cirurgias e exoesqueletos, Ciência tem provido bem novas tecnologias e tratamentos, que se tornaram baratos à medida que forem usados em larga escala, e o tempo de pesquisa e desenvolvimento for reduzido, o que acontecerá rápido se mais e mais técnicas aparecerem.