As pessoas são burras, e eu canso de falar isso. Nos piores períodos da História aflora-se o pior das piores pessoas. De vez em quando, aflora o pior até das melhores pessoas. Voltando ao ponto da primeira frase: as pessoas são burras, extremamente burras. Num mundo que há festa do sarampo, com mães levando seus filhos para se contaminarem e criarem anticorpos, porque não querem pagar pelas vacinas (especificamente, nos EUA) alguém bem idiota acharia que esse tipo de gente ficaria mais inteligente no meio da pandemia de coronavírus.
Carsyn Davis, de apenas 17 anos, teve um vislumbre do quanto as pessoas podem se idiotas, mas não teve tempo de ser testemunha disso. Ela morreu. Morreu, não por causa do coronga, mas pela loucura alheia.

Estamos no Apocalipse Coronga. Alguns acham isso horrível e eu só na base do “teremos menos, mas melhores pessoas”. O Tennessee está com uma onda que o mundo vai acabar num ataque nuclear. Estamos com uma tempestade de areia e para variar os gafanhotos estão vindo aí. Só falta a maior catástrofe mundial: todos os brasileiros sobreviverem.
Os Estados Unidos é uma espécie de Brasil com dinheiro. Alguns poucos lugares desenvolvidos (não muito) e um monte de caipiras. Um exemplo clássico é o Tennessee, que é tipo São Paulo, mas com whisky que presta e sem a mania de colocar purê em cachorro quente, além de saberem a diferença entre biscoito e tapa na cara. Sim, o Tennessee não é um fracasso total.
Anteontem eu postei sobre o quebra-quebra geral, em que um bando de idiotas – que os russos chamariam de nekulturnyi – resolveram destruir monumentos históricos para apagar o passado. O tipo de coisa que o pior dos racistas daria graças a Deus, de forma que ninguém se lembraria mais das merdas que ele fez. Eu até sugeri alguns monumentos, por sinal. Hoje, chega a notícia que a HBO Max removeu do seu catálogo o filme “E o Vento Levou…”, por motivos que ele tem negros escravos e isso é errado, pois parece que negros são estereotipados como escravos num filme que se passa na Guerra de Secessão.
Mais um domingão, mais uma saraivada de insanidades para coroar a semana. São dados de saúde que somem, gene louca escrevendo asneiras, cidades agindo de maneira retardada… Tá tudo ótimamente bem, já que meu cinismo não espera mais nada de bom. E quem não espera nada que preste só terá surpresa positiva ou algo dentro das expectativas.
Como eu sempre digo, nada é tão pior que a religião não coloque o dedo e estrague de uma vez, levando tudo para as raias retardadas da insânia. Um exemplo é a atual crise mundial por causa do coronavírus, ou corona vírus ou COVID-19 ou a bactéria filha da puta, este micróbio do caralho! Como lidar com isso? Quarentena? Lockdown? Cloroquina? Tem coisa mais retardada que aplicar cloroquina? Acho que não, mas os indianos disseram “segura o meu lassi”.
Nada é tão ruim que a religião não possa piorar. Aconteceu um desastre? Deus está punindo. Aconteceu uma doença? Só pega em infiéis, pois Deus está punindo. Seu marido meteu o focinho na cachaça? Infiel fidaputa! Claro, o Santo Povo de Deus está imune a isso. Vocês sabem, aquela bobagem do “cai mil ao teu lado blábláblá”, do Salmo nº 91. O problema é que tio Darwin não liga pra Davi, e alguns pastores deveriam saber disso. Um desses pastores idiotas tinha o poder mágico de curar o COVID-19 das pessoas ao fazer imposição das mãos.
E seguindo mais uma vez o lema “nada é tão ruim que políticos metendo a religião no meio não possam piorar” temos o caso que está acontecendo no município de Ladário, situado na região pantaneira de Mato Grosso do Sul, com mais ou menos 17 mil habitantes, e que eu nunca ouvi falar (a bem da verdade, só conheço a capital de MS: Redmond). Em face à epidemia de coronavírus, o prefeito resolveu apelar para o combate apelando para o que ele considera ser mais efetivo contra o coronga: pensamentos e orações.
Eu adoro previsões de astrólogos. Esta incrível e maravilhosa ciência milenar e capaz de tudo, menos perceber que tinha dois planetas faltando no Sistema Solar, e que conta com um perfeito sistema de previsões que deveria funcionar para 1/12 avos da população, mas que se resume em coisas genéricas como evitar a raiva e se alimentar direito.