França se rende à Ciência e corta reembolso de remédios homeopáticos

O Brasil é um país tosco que vive na Era Pré-Científica. Aqui rezadeiras ganham comendas, índios mágicos são contratados para controlar o tempo, universidades têm departamentos paranormais e Homeopatia é especialidade médica reconhecida. A França, assim como vários países de verdade, vai num caminho contrário do Brasil, por motivo intrínseco óbvio. A nova resolução do Ministério da Saúde é, de forma resumida, Homeopatia é o cacete, e eles não vão mais financiar ninguém vendendo água com açúcar em pílulas.

Mas você vai querer saber mais, né?

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Cirurgia faz tetraplégicos voltarem a ter movimentos nas mãos. Manda a sua aí, sociologia

Eu sou um cara que me sinto afortunado. Por não ser da área de Filosofia, eu tenho muitas vantagens; não só e ser uma pessoa normal, com todos os cromossomos funcionando adequadamente, como posso ficar feliz de ver paraplégicos andarem, sem arrumar alguma bobagem para justificar que eles têm que ficar presos para sempre em suas camas, do contrário seria eugenia. Os paraplégicos também ficam felizes por boçais filosóficos não serem levados a sério fora de sua caixinha de eco.

Como Jesus já chegou na fama e não atende mais pedidos de fãs, restou à Ciência resolver isso, usando técnica de transplante de nervos.

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Cérebros de brancos não processam direito rostos de negros. Pesquisador não quis testar cérebros de negros

Em tempos de problematização, uma das formas que pessoal lacrador implica é quando alguém diz que outra etnia é composta por indivíduos todos iguais. Eu tive um colega de trabalho japa (na verdade, era descendente, mas é japa. Que se dane se você não gostou) nos sacaneava dizendo, com sotaque, que “ocidental é tudo igual, né?” (o miserável nunca tinha ido ao Japão). Hoje isso é mal-visto, tido como racismo. Bem, até poderíamos aceitar como racismo, mas isso porque somos programados para identificar gente como nós. “Pessoas como nós” é garantia que não seremos atacados pela tribo vizinha, o que faz sentido num mundo com alguns milhares de seres humanos totalmente espalhados, mas é o tipo de informação gravada em nosso cérebro.

Então, temos o sentimento que quem não é igual a nós, é tudo a mesma coisa, mas será isso preconceito que se aprende? Pois, uma pesquisa mostra que não é tão simples assim.

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Proteína filha da mãe relacionada com agressividade de câncer de pele

Câncer de pele é uma bosta. Quase 300.000 pessoas em todo o mundo desenvolvem melanoma maligno a cada ano. No Brasil, o câncer da pele soma 33% de todos os diagnósticos, cujo registro anual (2018) apontou 6.260 novos casos, sendo 2.920 homens e 3.340 mulheres. O número de mortes aqui soma 1.794, sendo 1.012 homens e 782 mulheres.

Pesquisadores suecos resolveram examinar o avanço dos casos de câncer de pele e o que poderia a ele estar relacionado. Eles descobriram que uma desgracenta de uma proteína tem um belo papel nesse processo.

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Como damos o nomes às coisas que vemos, em nível cerebral?

Você sabe que enxerga (estou supondo que você não é cego). Você vê algo e já sabe do que se trata, salvo que seja algo que você nunca viu na vida ou no caso de sofrer de alguma doença neurológica que o impede de fazer este tipo de processamento. O processamento que pessoas sadias fazem instantaneamente sem saber como, nem é preciso saber. Seu cérebro opera no automático, mas como é essa operação?

É simples e complicada ao mesmo tempo. São várias regiões envolvidas que interagem entre si de forma a dar nome aos bois (ou qualquer utra coisa que você esteja vendo, mas vamos chamar de “bois”, mesmo. Ou “trem”, se você for mineiro).

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Crianças pequenas consomem cerca da metade da energia total do corpo. Por que tem criança obesa?

Como eu já falei, o consumo de calorias e proteína nos fez o que é ao longo dessa longa estrada evolutiva. Nosso incrível e gigantesco cérebro consome mais de 20% de toda energia. Mas isso se você for adulto. O cérebro de crianças está em formação e precisa consumir mais energia ainda (cerca da metade). Então, temos que encher a criança de alimento, certo? Pois é, nada na Natureza fica sem punição. Se não tomamos cuidado, os índices de obesidade infantil começam a disparar. E é isso o que está acontecendo.

Aí, como faz?

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Vai usar um patinete motorizado? Trate de se proteger!

Começou uma cruzada contra os patinetes motorizados. Sendo sucinto, é uma espécie de Uber em que você anda com um patinete que você desbloqueou via aplicativo. O valor do percurso é debitado no seu cartão. Está sendo proibido em várias cidades… por que sim. O prefeito de São Paulo mandou recolher 557 patinetes, alegando que tinha que ter registro junto à prefeitura, além de não poder trafegar na calçada e exigir capacete. No Rio de Janeiro, lei estadual determinou que para conduzir um patinete, a pessoa terá que acessar o site do Detran e se inscrever para fazer um exame (quem tem carteira de motorista está isento). Os políticos estão muito ocupados em taxar as pessoas e mandá-las para fazer exames para usar os patinetes elétricos. Só não se preocuparam que assaltantes estão usando os patinetes.

O problema do patinete, que ninguém deu bola, é que ele é maravilhoso em país civilizado, com largas calçadas ou ruas em que motoristas obedecem as leis. Sem falar que pessoal é tosco e não consegue se equilibrar naquela bagaça (eu incluso, mas nunca fiz questão de usar, de qualquer forma). Isso levou a pesquisadores pesquisarem numa pesquisa que pesquisou a tendência das pessoas se machucarem usando patinetes (mas não os que escrevem termos repetidos para ser engraçadinho).

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Pesquisadores desenvolvem cola biocompatível para fechar os seus buracos

Eu preciso colar coisas de vez em quando. Minhas colas preferidas são superbonder, óbvio, e cola de isopor. Cola de PVA meleca tudo. Cola de bastão nem sempre cola direito. Cola de isopor é o ideal. Não, nem cola quente, aquela merda só serve para queimar os dedos e soltar a cola depois.

Colas são muito importantes. Que o diga a dona Joana Woitas, que em 1997 estava numa mesa de operações e o dr. Francisco Gregori Júnior lutava para salvar a sua vida, mas não conseguia costurar o coração, pois a cada sutura, outro buraco abria. Daí, Gregori meteu superbonder no coração da paciente. Apesar de criticado depois, ele conseguiu salvar a vida dela.

O uso de colas para fechar ferimentos é uma constante pesquisa, e está chegando mais uma opção, uma espécie de cola quente biológica, mas com material biocompatível, que seria, em tese, facilmente absorvido pelo corpo.

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Pesquisadores estudam mutantes para melhorar a vida do Homo sapiens

A vida de mutantes não é fácil. Os Homo sapiens estão de frente para pessoas (podemos dizer que mutante é gente?) com diferentes características, capacidades e habilidades. Muitos deles só querem viver em paz com os chamados “normais”, mas quando seus genes mutantes se apresentam, e fica evidente a sua diferença, muitas pessoas chegam a ficar com medo. Alguns acham que uma simples cirurgia resolve a parte diferente. Será mesmo? Eu acho que podemos aprender muito com nossos irmãos mutantes.

Como os que possuem polidactilia.

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Apps de namoro causam DST em idosos acima de 65 anos, ou algo assim

Diz que a vida começa aos 40. Depois dos 40 eu só faço trabalhar mais. Ou será que foi depois dos 20? Bem, deixa pra lá. O mundo dos idosos (tem quem chame de “melhor idade”, mas isso só pode ser uma ironia, ainda mais se for idoso no Brasil) não é como antigamente, em que no início do século XX a expectativa de vida era de quarenta e tantos anos. Hoje vive-se mais e melhor (sim, ainda é melhor do que o que se tinha antigamente).

Agora, com a medicina e farmacologia do século XXI, você, vovô e vovó, não tem mais essa de ficar em casa cuidando de neto remelento ou aqueles tricôs. Capaz das avós de hoje sequer saberem fazer tricô! A vovozada nem mais fica no “até que a morte os separe”. Partem pro divórcio e depois pro app de pegação (não necessariamente nessa ordem). Resultado? Está aumentando os índices de gonorreia em idosos acima dos 65 anos.

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