O mundo é estranho. Enquanto Deus do Impossível, em sua bondosa e misericordiosa presença odeia amputados a ponto de não fazer crescer membros de volta (“é impossível”, disse Deus), pessoal felózofo não só adora amputados, como acham que não nenhum amputado deve ficar nas mãos de eugenistas que tentam criar próteses e exoesqueletos. Se é amputado, tem que ficar largado num canto como qualquer amputado.
Enquanto isso, pesquisadores acham que quanto mais membros robóticos melhor (não necessariamente esse aí que você pensou, mas… por que não? Um dia, que sabe?). Um exemplo disso é o pessoal da Ecole Polytechnique Fédérale de Lausanne, na Suíça. Você é amputado e quer uma mão robótica? Pois segura essa aí!
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Ser surdo é um sério problema, e isso mesmo quando é apenas um ouvido só. Não, não é uma questão de “ah, vira a cabeça e usa a outra zoreia”. Uma pesquisa recém-saída do forno mostra que a perda auditiva condutiva crônica está associada a déficits no reconhecimento de fala, e que o tratamento inadequado de infecções ou outras condições que afetam cronicamente a orelha média pode levar a déficits neurais e a dificuldades de audição em ambientes barulhentos. Sim, isso mesmo. Condições que afetam a audição afeta a audição, eu sei que você leu e riu. Não me culpe. Mas isso piora quando começa a afetar a pessoa a ponto de causar demência. Está rindo agora? Pois, é, né?
Eu já escrevi várias vezes sobre cães. Cães são as melhores pessoas! Isso vai desde o garboso collie até o vira-latas caramelo. Não existe cão como o caramelão amigão! Já falei também como eles nos escolheram para sermos amigos deles numa simbiose de amizade em que eles cuidavam de nós em troca de uns petiscos que sobrava.
Há mitos que as pessoas propagam, independente do quanto já provaram ser apenas mito. Por exemplo:
Pessoal está afoito com o uso de maconha medicinal. Claro que maconha medicinal não é a mesma coisa que maconha de traficante, mas vai dizer isso pra essa gente que está até
Como vocês, eu também uso rede social. Para mim, Twitter está de excelente tamanho. Era fã do Orkut, mas ele não existe mais, enquanto Facebook é apenas um culto ao ego, com pessoas postando, mas dificilmente lendo, pois, a plataforma é péssima para encontrar conteúdo. O problema é que mesmo meu uso reduzido de rede social me faz entrar em contato com um mundaréu de gente esquisita, tola, burra e totalmente maluca, chegando ao ponto de achar que vagabundo está sob efeito de altíssimos alucinógenos.
Um dos experimentos clássicos da Neurociência é o “caixa da mão de borracha”. Trata-se de uma caixa dividida ao meio, com duas aberturas. Pelas aberturas, o voluntário coloca as mãos, sendo que uma delas não é vista, mas sim uma mão de borracha. O voluntário “sente” tato na mão de borracha, inclusive dores se espetar esta mão. Motivo? O cérebro é bugado e realmente leva a sério o “ver para crer”. Bem, ele vê uma mão sendo espetada. Claro que é a de seu dono, né?
Eu não sei qual o problema das universidades, em que a equipe de escrever os press-releases não conversam com os pesquisadores sobre o que eles trabalham, e que irá ser matéria da página da própria universidade. Por exemplo, a Universidade de Anglia Ruskin apareceu com uma matéria dizendo que há uma ligação entre autismo e indivíduos transgêneros e não-binários.
Eu gosto destes títulos genéricos que se você tem um comportamento saudável, esse comportamento será… bem, saudável. Estou adorando esta linha de títulos. Se G1 pode, eu também posso, e como G1 tem muito mais acesso, sei lá, o titulo deve ter uma participação nessa parte.
Eu sou um cara que me sinto afortunado. Por não ser da área de Filosofia, eu tenho muitas vantagens; não só e ser uma pessoa normal, com todos os cromossomos funcionando adequadamente, como posso ficar feliz de ver paraplégicos andarem, sem arrumar alguma bobagem para justificar que eles têm que ficar presos para sempre em suas camas, do contrário seria eugenia. Os paraplégicos também ficam felizes por boçais filosóficos não serem levados a sério fora de sua caixinha de eco.