Você acha que sabe onde estão os seus dentes? Eles podem não estar dentro da sua boca

Um dos experimentos clássicos da Neurociência é o “caixa da mão de borracha”. Trata-se de uma caixa dividida ao meio, com duas aberturas. Pelas aberturas, o voluntário coloca as mãos, sendo que uma delas não é vista, mas sim uma mão de borracha. O voluntário “sente” tato na mão de borracha, inclusive dores se espetar esta mão. Motivo? O cérebro é bugado e realmente leva a sério o “ver para crer”. Bem, ele vê uma mão sendo espetada. Claro que é a de seu dono, né?

Agora imagine este mesmo experimento só que com dentes ao invés de uma prótese de mão. Sim, o seu cérebro zoado também não sabe onde ficam os dentes do seu dono.

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Pesquisa caça ligação entre autismo e transgêneros

Eu não sei qual o problema das universidades, em que a equipe de escrever os press-releases não conversam com os pesquisadores sobre o que eles trabalham, e que irá ser matéria da página da própria universidade. Por exemplo, a Universidade de Anglia Ruskin apareceu com uma matéria dizendo que há uma ligação entre autismo e indivíduos transgêneros e não-binários.

A referida pesquisa teria exposto que indivíduos transexuais e não-binários são significativamente mais propensos a ter autismo ou exibir traços autistas do que a população em geral. Isso faz sentido?

Resposta: não, claro que não. Motivo: Matemática.

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Não seja demente e procure ter uma vida saudável. Ela ajuda a evitar a demência

Eu gosto destes títulos genéricos que se você tem um comportamento saudável, esse comportamento será… bem, saudável. Estou adorando esta linha de títulos. Se G1 pode, eu também posso, e como G1 tem muito mais acesso, sei lá, o titulo deve ter uma participação nessa parte.

O pior é que é exatamente isso o que uma pesquisa procura correlacionar: será que ter hábits saudáveis ajuda a pessoa a ter menor risco de demência, tendo uma vida melhor? Puxa! Qual será a resposta?

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Cirurgia faz tetraplégicos voltarem a ter movimentos nas mãos. Manda a sua aí, sociologia

Eu sou um cara que me sinto afortunado. Por não ser da área de Filosofia, eu tenho muitas vantagens; não só e ser uma pessoa normal, com todos os cromossomos funcionando adequadamente, como posso ficar feliz de ver paraplégicos andarem, sem arrumar alguma bobagem para justificar que eles têm que ficar presos para sempre em suas camas, do contrário seria eugenia. Os paraplégicos também ficam felizes por boçais filosóficos não serem levados a sério fora de sua caixinha de eco.

Como Jesus já chegou na fama e não atende mais pedidos de fãs, restou à Ciência resolver isso, usando técnica de transplante de nervos.

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Cérebros de brancos não processam direito rostos de negros. Pesquisador não quis testar cérebros de negros

Em tempos de problematização, uma das formas que pessoal lacrador implica é quando alguém diz que outra etnia é composta por indivíduos todos iguais. Eu tive um colega de trabalho japa (na verdade, era descendente, mas é japa. Que se dane se você não gostou) nos sacaneava dizendo, com sotaque, que “ocidental é tudo igual, né?” (o miserável nunca tinha ido ao Japão). Hoje isso é mal-visto, tido como racismo. Bem, até poderíamos aceitar como racismo, mas isso porque somos programados para identificar gente como nós. “Pessoas como nós” é garantia que não seremos atacados pela tribo vizinha, o que faz sentido num mundo com alguns milhares de seres humanos totalmente espalhados, mas é o tipo de informação gravada em nosso cérebro.

Então, temos o sentimento que quem não é igual a nós, é tudo a mesma coisa, mas será isso preconceito que se aprende? Pois, uma pesquisa mostra que não é tão simples assim.

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Como damos o nomes às coisas que vemos, em nível cerebral?

Você sabe que enxerga (estou supondo que você não é cego). Você vê algo e já sabe do que se trata, salvo que seja algo que você nunca viu na vida ou no caso de sofrer de alguma doença neurológica que o impede de fazer este tipo de processamento. O processamento que pessoas sadias fazem instantaneamente sem saber como, nem é preciso saber. Seu cérebro opera no automático, mas como é essa operação?

É simples e complicada ao mesmo tempo. São várias regiões envolvidas que interagem entre si de forma a dar nome aos bois (ou qualquer utra coisa que você esteja vendo, mas vamos chamar de “bois”, mesmo. Ou “trem”, se você for mineiro).

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Pesquisadores estudam mutantes para melhorar a vida do Homo sapiens

A vida de mutantes não é fácil. Os Homo sapiens estão de frente para pessoas (podemos dizer que mutante é gente?) com diferentes características, capacidades e habilidades. Muitos deles só querem viver em paz com os chamados “normais”, mas quando seus genes mutantes se apresentam, e fica evidente a sua diferença, muitas pessoas chegam a ficar com medo. Alguns acham que uma simples cirurgia resolve a parte diferente. Será mesmo? Eu acho que podemos aprender muito com nossos irmãos mutantes.

Como os que possuem polidactilia.

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Simon diz: Usar campos magnéticos melhora a sua memória

Vamos ser honestos. Trabalhar é chato. Trabalhar cansa. Trabalhar impede de fazermos e termos aquelas que gostamos, mas que só podemos pagar por elas mediante o dinheiro que ganhamos com trabalho. O cansaço quando trabalhamos ou estudamos acaba deixando nosso cérebro zuado, com nossa memória indo pro ralo.

Para nossa sorte, alguns pesquisadores descobriram que a estimulação cerebral por meio de campos magnéticos pode ajudar a melhorar a memória de trabalho. Mas que diabos é isso?

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Pesquisadores revivem um cérebro de porco sem reviver o cérebro de porco. Quero meu zumbi bacon!

Imagine que seu parente muito o do ricaço estivesse para morrer. No seu suspiro final, ele ergue a mão para você e diz “e… para você… vou dizer… onde está… meu… meu… tesouro secr….” +_+. Como num filme de comédia de humor negro, você iria querer um jeito de reavivar o defunto para que ele lhe desse a localização de sua maior fortuna. Bem, isso ainda não é possível e daria em muita coisa péssima: zumbis e um filme ruim. Mas uma pesquisa estuda como restaurar a atividade biológica de células de um cérebro. Infelizmente (ou felizmente), não de cérebros humanos, mas de porcos.

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Células-tronco viram neurônios. Já sabemos o que você tem na cabeça (fora isso)

Teve época que se acreditou que as pessoas nasciam com determinada quantidade de neurônios, eles se reproduziam até certa idade e ba-bau. Já era. Eles só aumentavam de tamanho e só. Se você perdesse, problema seu. Sim, se acreditou nisso, mas Ciência não se baseia em crenças. Ciência se baseia em análise e revisão contínua do que se sabe. Ciência não é uma religião. Se alguém não prova algo em contrário, não é problema do conhecimento vigente.

O que se sabe agora é que, pelo menos, duas regiões do cérebro (os centros que processam o olfato e o hipocampo, responsável pela aprendizagem e memória) desenvolvem novos neurônios ao longo da vida.

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