O complexo fenômeno linguístico

Eu já disse nos textos anteriores que a língua é um fenômeno supercomplexo. Já disse que há, pelo menos, dois jeitos diferentes de se expressar linguisticamente – pela fala e pela escrita. Também já disse que há níveis de formalidade na fala e na escrita, salientando a questão da adequação. Vou falar mais sobre isso agora.

Na linguística, costumamos falar que a língua é um diassistema: um sistema de sistemas. Como assim, tia Bárbara? Eu explico. Cada "nível" linguístico de variação é um sistema em si, e todos juntos formam o fenômeno da linguagem.

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El Niño pode ter sido mais forte do que sonha seus vãos computadores

Se você não está em nenhum buraco na Ucrânia, contando todos os soldados russos que efetivamente não estão lá (ou é isso que me contaram, ao menos), você já deve ter ouvido falar do El Niño, o fenômeno atmosférico-oceânico que é caracterizado por um aquecimento anormal das águas superficiais no oceano Pacífico Tropical. Esse aquecimento, que não é suficiente para fazer café ou cozinha rum ovo, afeta não apenas o clima local e sim do planeta todo, pois a Natureza dá um "que se dane" se você gosta ou não do que acontece.

Cientistas criaram vários modelos computacionais que procuram retratar e prever o que acontece durante o El Niño. Mas será que os modelos estão certos? É ora de usar uma tecnologia um pouco ais antiga: observação. E para isso se usa como ferramentas… conchas!

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Uma parda visão do futuro

O futuro é incerto, e ele não tem obrigação de ser gentil. Os governantes atendem (mais ou menos)a  vontade do povo, mas só quando fica evidente que isso ferrará o próprio povo.

A democracia pode não ser o pior sistema de governo, mas acaba se tornando perigoso quando pessoas usam seus direitos democráticos para espalhar ideias.

Dessa forma, tanto pediram que foram atendidos. E o que eles, os que estão no poder, fizeram foi…

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Químicos, para que vos quero? Para chutar a sua bunda!

Eu tenho muitos dissabores de vez em quando. Um deles é ter que ler besteira. E quando vemos que o título já promete pouco, vem à mente as sábias palavras do Barão de Itararé: "De onde nada se espera é que não sai nada, mesmo!"

O caso de hoje é uma… atriz? Meh, é assim que se intitula, é assim que a trataremos, mesmo eu não a considerando como algo que representasse a arte simbolizada por Melpomene e Tália. Assim, Denise Fraga será tratada como "atriz" e sua opinião será analisada? Qual opinião? Que aprender química não serve pra nada. Esta é uma resposta à altura dirigida a pessoas de baixa estatura!

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Decreta-se a língua portuguesa como fora-da-lei!

Sim, pois é só isso o que falta!

Estamos num caminho sem volta, rumo à ignorância. Estamos sem salvação frente à massa ignorante, apedeuta, débil mental, analfabeta e estúpida. Um povo que se recusa a aprender qualquer coisa. Um povo cuja maior ostentação foi ter um analfabeto na Câmara dos Deputados e um ignorante se sentir orgulhoso por ser ignorante e ter chegado à Presidência.

É o pais dos atoleimados, dos vis, dos pulhas, dos biltres, dos descompassados, dos torpes, dos pusilânimes, dos desclassificados, daqueles que me dão vergonha de possuírem características de Homo sapiens, mas deveriam ser enquadrados como Homo idiotens.

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Um crime contra a Educação!

Diz-se que nem só de pão vive o homem (pelo menos, um canapézinho vai bem!). Se a Bárbara Rocha já está fazendo sucesso com suas postagens, não custa nada ter outros colaboradores. O menino Jesus aprova! O Marcelo Rocket (ou algo assim), que é estagiário do SciCast, Também quis postar um artigo aqui. Sendo um homem de coração bom, puro e gentil (SQN), eu resolvi conceder a dádiva.

Espero que gostem!

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O que é gramática? (Segunda parte)

Continuando a nossa série de textos sobre estudos da linguagem, hoje vou falar um pouquinho sobre os estudos "tradicionais", ou seja, aqueles relacionados à primeira definição de gramática que eu dei no texto anterior (e se você não leu os textos anteriores, PARE AGORA! e só volte quando ler tudo. É importante seguir o raciocínio.)

Para falar dos estudos tradicionais, vou usar um texto do linguista britânico David Crystal, mais especificamente o segundo capítulo do livro A Linguística. Infelizmente não consegui uma versão digital do livro para linkar aqui (eu tenho um xerox desse texto que usei numa matéria na faculdade, traduzido para o português, aparentemente uma edição portuguesa.).

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O que é gramática? (Primeira parte)

Olá amiguinhos(as)!

Seguindo a nossa pequena série de introdução aos estudos linguísticos, agora que a gente já viu um pequeno panorama dos estudos da linguagem, o que é e como se define língua e o que é fala e escrita, está na hora de embrenhar ainda mais no espinheiro: o que é gramática? (Não é aquela da escola.)

Gramática vem do grego Γραμματικόσ [grammatikós], que significa aquele que sabe ler e escrever. Ou seja, o estudo da linguagem começou como um estudo da escrita, sobretudo da variedade escrita do grego antigo. Os primeiros gramáticos eram estudiosos que se debruçavam sobre a escrita do grego – e se preocupavam em "proteger" a língua das modernidades (é, Aldo Rebelo, não foi você o primeiro a ter a ideia de jerico de que a língua precisa de proteção). O Panini, que eu citei no meu primeiro artigo, também escreveu a gramática do sânscrito com o mesmo objetivo de preservar a língua (nesse caso por motivos religiosos).

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Grandes Nomes da Ciência: Otto von Guericke

Os cavalos de batalha estavam alinhados. Dois grupos, de oito cavalos. Seus mestres mal estavam conseguindo contê-los. Eles estavam ali, prontos! A um coando e o Rei veria o poder do homem à sua frente. A multidão estava ansiosa. Os cavalos relinchavam, batiam as patas, as correias retesadas, as correntes se esticando.

O homem balança a cabeça para os mestres dos cavalos. Os cavalos usam toda a sua força muscular, as correias ficaram mais retesadas ainda, as correntes. Os chicotes estalavam, mas nada acontecia, pois um imenso poder estava ali atuando, o poder invisível, o poder que nos esmaga diariamente, e mal percebemos. O poder da atmosfera.

Esta é a história de Otto von Gericke, o diplomata-cientista que dominou a atmosfera!

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O que é língua?

Nos textos anteriores da nossa pequena série introdutória aos estudos da linguagem, eu saí pela tangente no que diz respeito à definição de língua. Eu disse que língua é o "objeto" de estudo da linguística (aspas porque a coisa é mais complicada que isso; como eu disse na Introdução, a gente recorta várias coisas diferentes dentro do supra-fenômeno língua e cada um desses pedacinhos é o objeto de estudo de uma corrente de estudo diferente) e eu também disse que língua deveria ser mais associado à fala e não à escrita.

Pois, agora, eu vou me embrenhar no espinheiro e falar sobre como é difícil pra caramba definir o que raios é língua.

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