Dez modos da tecnologia acabar com a humanidade

Vi uma manchete bombástica – escrita por um jornaleiro, óbvio – que relatava 4 maneiras da humanidade ser aniquilada pela tecnologia. Os cenários hipotéticos são risíveis, como qualquer histeria propagada pelo pessoal de jornais. Os algozes são os mesmos de sempre: Inteligência Artificial (porque, né?, Exterminador do Futuro), acidentes científicos (mas hein? Tipo o quê? Hulk?), mudança climática (sim, claro. Nós controlamos o tempo!) e nanotecnologia. Como se dentro de nos não habitasse trocentas bactérias doidas para me devorar por dentro.

Claro, eu também fiz o meu listão de como a tecnologia vai passar o rodo na gente. É a versão BuzzCETfeed!

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Resolução de fim-de-ano: O Sol em 4K

O Sol é estupidamente grande. Não, não quero saber de Canis Majoris. O Sol É grande e eu não dou a mínima pras outras estrelas. Só para vocês terem uma ideia, Júpiter é 70 vezes maior que a Terra. TODOS os demais planetas juntos (ok, pode incluir o chato do Plutão. Não fará diferença) não dão o tamanho de Júpiter. Ainda assim, esta fotinha aí que abre o artigo (clique para ampliar) e mostra uma mancha Solar, na região 2192. Gostaram dela? Ela tem mais de 100.000 km de largura. É uma estupidez, e mesmo assim é pequenininha perto do Sol. Abaixo, uma foto tirada pelo Phil Plait:

Só esta manchinha ridícula é MAIOR que o poderoso Planeta-Deus! O Senhor do Sistema Solar ri perante a insignificância de Júpiter. A Terra? Ele nem se ligou, porque daqui a 5 bilhões de anos ela será engolida sem dó nem piedade.

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Os maravilhosos olhos animados da Disney

Uma das coisas que me faz rir muito é o pessoal que fica chilicando dizendo que os novos filmes de Guerra nas Estrelas (Star Wars my ass!) serão um fracasso. Também disseram isso quando a Disney comprou a Marvel (e eu chamo carinhosamente de Disvel). Hoje, vemos o poderio que são os filmes baseados nos heróis da Marvel, que faturam infinitamente mais que os quadrinhos. O pessoal parece que esqueceu uma coisa simples: Disney INVENTOU o cinema de animação! Inventou a técnica que usava fundo amarelo e um prisma que separava a cor amarela das outras cores, podendo fazer um perfeito chromakey, que foi usado no filme Mary Poppins, de 1964.

Não só isso, a Disney esmaga, amassa, esmigalha, destroi, aniquila e cospe em cima de qualquer coisa que ouse fazer algo sequer semelhante com o que ela fez com Frozen, cujos algoritmos para renderizar neve estão mais para bruxaria, com Pai Walter de Ogum conclamando os antigos espíritos do mal. Agora, vemos a seguir como eles estão digitalizando e renderizando algo tão simples e tão complicado quanto… olhos!

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Errantes: Navegando por mares proibidos e adorando

Estou agora de pé, olhando para fora, pela janela de minha sala. Eu vejo um bonito céu azul, algumas nuvens e o vento balançando as folhas das árvores. Eu sei que está calor lá fora, mas estou com ar-condicionado ligado. Por causa das Leis da Física, a camada de ar que envolve a Terra refrata a luz do Sol. O ângulo de inclinação dos raios e absorção de energia faz com que o céu azul seja visto agora, ao invés do escuro firmamento, salpicado de estrelas. A luz do Sol, tão forte, me impede de ver essas mesmas estrelas. O Sol é um astro muito ciumento.

Fecho meus olhos e viajo pelos mundos, através de minha imaginação. Mas chega um ponto que imaginação não basta. Imaginação nunca foi melhor que o conhecimento. O conhecimento de viajarmos, de sermos criaturas errantes por todo o Universo.

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Sites legais de Ciência

Volta e meia me pedem sites de divulgação científica. Eu vi algumas dificuldades em alguns temas (já vi que terei que abordar vários temas no ano que vem). Encontrei muito lixo, mas encontrei coisas legais. Selecionei alguns, podendo listar outros, mas aí vai depender do meu humor.

Sites brasileiros, só blogs, mesmo. Um dia entenderemos que não precisamos odiar a ciência. Podemos nem mesmo amá-la de paixão, mas um respeitozinho é bom e nós gostamos.

Bem, vamos lá?

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Atrás do trem elétrico só não vai quem não sabe Ciência

Há muita coisa maneira à solta pela Internet. Vídeos, tutoriais, explicações, how-tos etc. Você aprende muitas coisas, como fazer nós, produzir doces, fazer maquiagens e como ser retardado com messes canais de "humor".

Um dos melhores canais é o Amazing Science, no qual você pode ver muitas coisas legais montadas, com nenhum blá blá blá, mas que até você pode fazer em casa. Uma delas é um trem eletromagnético!

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LIBERDADE! Nature abre seus arquivos para qualquer um poder acessar gratuitamente

Eu tinha escrito, há algum tempo, sobre o paywall de artigos científicos. Acho uma vergonha o conhecimento científico ficar restrito a quem pode pagar. As pessoas querem ler as coisas, divulgadores de Ciência querem ler, para traduzir muito daqueles jargão para o público leigo. Nem sempre fica viável pagar por eles, quando muitos de nós sequer temos um bom retorno financeiro, seja por doações ou publicidade. Acabamos contando com a liberação de press releases das Universidades e centros de pesquisa, sendo muitas vezes mal escritos, pois não foram redigidos pelos pesquisadores e sim por algum estagiário.

Um dos mais conceituados periódicos científicos é a Nature, e sua assinatura não era nada baratinha. Só que agora eles desbundaram, viram Buda dançar na porta do editor-chefe, Jesus apareceu em pessoa, Achmed disse que ia matar todo mundo e eles resolveram liberar todo o seu acervo digrátis.

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Como um smartphone pode ferrar sua coluna de vez

Muitos de vocês leem o Ceticismo.net em smartphones. Aproveitam o dão uma olhada no Facebook do desafeto, escrevem bobagens no twitter, mandam ZapZap, ficam cutucando os outros no Grindr e, muito esporadicamente, fazem e recebem ligações. Nossa coluna cervical não foi feita pra ficarmos olhando pra tela de um celular (a bem da verdade, não foi feita pra muita coisa que fazemos diariamente, mas quem se importa?). Vocês já pararam para pensar nas forças atuantes sobre ela ao usar um celular? Bem, a Ciência pensou.

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O estupendo mundo de Arthur Clarke

Arthur Clarke foi um dos marcos da literatura de Ficção Científica. Seu mundo de computadores, alienígenas, foguetes, flutuações quânticas era apenas uma pequena casca do que ele realmente foi. Engenheiro, especialista em radares e o cara que sentou e fez todos os cálculos provando a viabilidade do satélite geoestacionário.

Sua obra literária é vasta e bem conhecida. Graças ao seu argumento, tivemos o primeiro filme de ficção científica bem produzido: o pouso na Lua em 1969, digo, 2001, Uma Odisseia no Espaço, de 1968.

Neste episódio do SciCast, eu e grande elenco conversamos sobre a pessoa, o profissional, o soldado, o técnico, o autor.

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O caso da Melancia Azul, ou como é fácil enganar idiota

Não há nada mais fácil que separar um mané do seu dinheiro. Os dois parecem ser imãs com um único e igual pólo (dane-se o acordo ortográfico!) e, por isso, vivem se repelindo. Essa deve ser a mais perfeita explicação, pois não encontro outra. É muito fácil de engar gente burra, e quando falam que "hoje as pessoas têm mais acesso à informação, estão sabendo mais", só me faz rir descontroladamente.

Então, eu fico sabendo do caso da melancia azul – com uma polpa tão magnífica e fantasticamente azul, que ficamos com água na boca só de ver –, com gente vendendo até no Mercado Livre.

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