Então, amigos, vocês que nos acompanharam durante o 1º (e único) Vale-Tudo de Deus (vulgarmente conhecido como Porradaria Divina), temos um novo espetáculo. Aqui veremos representantes de muitas crendices, digo, defensores de teorias alternativas. Veremos quem se sai melhor.
Coloquem um copo d’água com um olho-de-boi, joguem um balde de água no canto da sala para alterar o Feng-Shui e preparem-se para a peleja.
IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIT’S SHOWTIME!

Eu vivo dizendo que o Brasil está na Era Pré-Científica. Nós não voltamos à Idade Média. A bem da verdade, nunca saímos dela. Antes, Andreas Vessalivs tinha que pegar corpos escondido para estudar anatomia, porque o tosco do Galeno teve que usar cadáveres de animais, pois estudar o corpo humano era proibido, tabu, sujeito a pena de morte. Daí, Galeno escreveu um monte de bobagens que duraram séculos, como os humanos terem fêmures curvos, mandíbulas divididas em duas etc.
O "Efeito Cheerleader" foi cunhado pelo personagem Barney Stinson, da sitcom "How I met your mother". É uma expressão muito legal e uma sitcom que deve ser excelente, mas que meus neurônios se recusaram a ver (a bem da verdade, não gosto de sitcoms, por insistirem em colocar disco de risadas, duvidando que eu seja inteligente o suficiente para entender quando devo rir). De acordo com o personagem, cheerleaders só parecem ser bonitas porque estão em um grupo, mas se fôssemos examinar uma a uma, veríamos os defeitos de cada uma delas. Será verdade?
Existem muitas regras na Internet. A mais famosa, é a Regra 34, que diz "Para qualquer coisa na Internet, existe uma versão pornô". A Regra Crental é uma derivativa: "Se algo existir — e não for da minha igreja — é coisa de Satã". 
Nosso mundo é chato, sem graça, sem mistérios ocultos ou corporações malignas. Queremos ter explicações para tudo, e quando se recorre à Ciência, do alto de sua humildade ela não tem medo de dizer quando não sabe.
Para ser sincero, não estava esperando algo muito diferente. O Brasil está mergulhado na Idade Média, na era pré-científica. Vibra-se com os heroicos cavaleiros, digo, jogadores de futebol. Acompanhamos intriga palacianas e beldades famosas que desfilam peladas em cima de cavalos (ou vice-versa). Mas o mundo é politico e políticos farejam oportunidades assim que a veem, pois o político não vive para ajudar o povo. O político existe para manter o político lá (versão revisitada do Cap. Nascimento).
Em qualquer reunião com pedagogos eu tenho desgosto. É uma dor que corrói a alma, e eu não posso me livrar dela. Numa reunião hoje, eu vi soltarem a seguinte pérola "O senhor tem um projeto de ensinar computação aos alunos. Acho que eles são muito novos pra mexer com computador".
Todo vegan que se preza precisa ter um leque de respostas para defender sua religião posição frente ao mundo. Com tanta gente tentando acabar conosco, Ó Adoradores do Brócolis Sagrados, temos que nos resguardar em argumentos de forma que possamos mostrar a estes carnívoros filhos das unhas que nossa consciência democrática é mais importante e temos que fazer com que todos pensem como a gente.
Eu já falei que adoro ilusões de óptica. Elas mostram como nosso cérebro foi montado por algum mecânico de subúrbio, quando não estava com nenhum fusca-68 para consertar. Nossa visão estereoscópica foi um grande diferencial em nosso processo evolutivo. De saltar de árvore em árvore até poder fugir melhor de um predador. O problema é que cada olho capta uma imagem e o cérebro é quem monta tudo e traduz para si mesmo o que está vendo e é aí que a bagaça desanda, pois na verdade o cérebro inventa a informação, indo para o que lhe é mais familiar, como é o caso da ilusão do filme a seguir: