Primeiros apontamentos de uma aula de Química

Estou aqui hoje só para dizer como sou um afortunado. Digo, sem ter nenhum pudor quanto a isso, que sou um cara de muita sorte. Nossos avós, bisavós ou nossos mais antigos antepassados olhavam para o mundo que então conheciam e se perguntavam o que era aquilo. Os riscos no céu durante uma noite chuvosa era algo que eles não sabiam.

Ao longo de nossa história, buscamos perguntas e tivemos muitas respostas. De início, não eram as que esperávamos e muitas delas eram tão ou mais misteriosas que as perguntas feitas anteriormente. Durante todo este percurso, fomos adicionando mais e mais conhecimento, saber. E este conhecimento tinha um nome na Roma Antiga: Scientia, que hoje nós chamamos de Ciência.

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A termodinâmica e um problema no RSS

Alguns leitores me chamaram a atenção por uma coisa estranha que aconteceu no RSS. Como vocês sabem, vocês podem inscrever o Cet.net no leitor de RSS, de forma a ver na hora quando um artigo e postado e poder lê-lo de maneira rápida, com conteúdo integral, salvo quando são páginas, mas eu sempre deixo uma “chamada” para o artigo principal, de forma que vocês saibam quando conteúdo sob este formato aparece.

Pois bem, esta semana apareceu um fragmento de artigo sobre Termodinâmica que não apareceu no site. Na verdade, ele apareceu no site, mas eu o apaguei em seguida. Por quê? Simplesmente porque o imbecil aqui clicou no botão “publicar” ao invés de “salvar” do Windows Live Writer. Isso não significa, é claro, que não teremos este artigo, pelo contrário. Ele está em franca preparação, mas daí me surgiu um problema.

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Quando a Apple inventa algo melhor que livros

Eu sou um apaixonado por livros. Olho para a minha direita e vejo livros sobre a história de Roma, Química Orgânica, Mitologia Comparada, manuais de reagentes, os romances de Tom Clancy e Frederick Forsyth, dicionários, teologia do Novo Testamento, algumas apostilas (escritas por mim ou nem tanto), papéis avulsos e outras histórias. Às vezes, quando estou fora de casa, me pego numa questão que não tenho como responder na hora. Seja durante a aula, seja conversando com pessoas ou até mesmo respondendo a um comentário. Posso aprovar os comentários daqui quando estou no almoço, direto do celular. Sempre pensei em ter este acervo em ebook (que eu também possuo aos montes, a ponto de nem saber direito o que tenho no HD). A pesquisa online nem sempre me retorna o que eu quero, acabando por olhar nos meus livros.

Os livros estão ali, quietos, prontos para entrar em ação. Desde algumas obras bem velhas, do século XIX, até edições novinhas em folha (algumas ainda nem receberam a luz dos meus olhos). Eles estão ali, imutáveis e este é um dos grandes problemas dos livros: sua imexibilidade (salve, pai Magri de Ogum!). Eles são estáticos, parados, perfeitos na perfeição em que foram planejadas, mas muitas vezes isso é pouco, como num mundo de grandes mudanças que sempre precisa estar atualizado. Como se faz?

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Cientista culpa James Bond por aversão a energia nuclear

Nos meus memoráveis anos da infância/adolescência, eu sempre adorei os filmes do James Bond. Carros de luxo, cassinos, tiroteio, violência não muito violenta e 007 pegando tudo que era rabo-de-saia que aparecesse, enquanto tomava uma vodka-martini (batida e não misturada) e fumava um cigarro. Em anos politicamente corretos, o James Bond de Sean Connery não teria lugar. Tempo foi passando e eu preferi filmes mais dramaticamente profundos e com linguagem própria (Rambo, Comando para Matar, Braddock e etc). Outra coisa que eu apreciava muito eram os imensos cenários, rodados nos estúdios da Pinewood, onde o vilão parecia sempre viver num imenso hangar, armazém decoradíssimo ou coisa que o valha.

Uma das aventuras era contra Goldfinger, cujo plano diabólico (sim, vem um tenebroso spoiler) era explodir uma bomba atômica em Fort Knox, deixando toda a reserva em ouro dos EUA radioativo, fazendo o preço do metal ir às alturas (Nixon ainda nem sonhava em ser eleito presidente, se me compreendem). Enquanto vivíamos o pesadelo da 3ª Guerra Mundial ali na esquina, com uma chuva de ICBM caindo em nossas cabeças, James Bond lançou o medo do poder do átomo. Começou com a disseminação do cagaço e das críticas negativas no tocante da energia atômica. Bom, pelo menos é o que a Royal Society of Chemistry acha.

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A câmara venérea da NASA

Eu pensei em vários títulos quando eu vi a notícia sobre a qual falarei. Pensei também em "NASA traz o Inferno para a Terra", por exemplo. Mas vamos manter o título atual. Tudo porque a NASA procura entender como se dá o ecossistema venusiano (sem os incas). Os engenheiros do Centro de Pesquisa Glenn trabalham numa câmara que terá a missão de reproduzir as condições ambientais de um do mais violentos (senão "O" mais violento) dos planetas do Sistema Solar: Vênus, uma fornalha gigantesca em forma de planeta, com ácidos em suspensão em sua atmosfera densa, um efeito estufa que saiu de um pesadelo insano temperaturas que superam os 500 ºC.

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Aplicativos sobre Astronomia para tablets e smartphones

Esta eu vi no Twitter do Neil DeGrasse Tyson. Um compêndio de vários aplicativos (ou no português seboso, apps) para tablets e smartphones (ok, sejamos sebosos um pouquinho) sobre Astronomia.

Vocês poderão ver a ENORME lista de aplicativos num *.pdf disponibilizado no site da Astronomy Education Review, e vocês poderá baixá-lo AQUI. Só não coloquei a lista aqui pois são 9 (NOVE!) páginas só com aplicativos dos mais diversos tipos, desde o Google Skymap até o Stellarium, passando por imagens do Hubble, sonda Cassini entre muitas outras coisas.

Divirtam-se!

Cientistas italianos concluem que não sabem como o Sudário de Turim foi feito

Uma das maiores taras do catolicismo é o Sudário de Turim, que mais parece uma toalha de mesa de gosto duvidoso. Falar nele é o mesmo que mexer em vespeiro ou questionar a… cahan… virgindade da "Dona" Maria. Por causa disso, vivemos tocando no assunto (só no assunto, eu não tenho nenhuma tara na "Dona" Maria). A questão da vez é que o Império do Mal Vaticaniano ficou feliz como pinto no lixo ao saber de uma pesquisa que chegou a nenhuma conclusão a respeito do pano-de-chão-sacro e disseram que a Ciência não podia explicá-lo. E isso foi divulgado antes do Natal. Coincidência?

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Carapaça de insetos inspira a criação de novos materiais

Se um ser vivo pode se autodenominar o mais bem-sucedido na história da vida na Terra, com certeza, são os artrópodes. Desde o Anomalocaris, o monstro de milhares de olhos, até o tatuzinho de jardim, passando por insetos, aracnídeos, crustáceos etc, os artrópodes, com seu exo-esqueleto protetor, tem se dado muito bem neste mundo selvagem. Você pode se achar o máximo, mas só há uma espécie humana; se você pensa que isso o distingue dos demais animais, saiba que muitos animais possuem apenas uma espécie e um celacanto não parece um perfeito exemplo de espécie dominadora.

É tolice reinventar algo que já existe mediante os bilhões de anos de evolução biológica, selecionada todos os dias e resistindo bravamente por ter as melhores adaptações mediante os diferentes ambientes. Com este pensamento, cientistas olham pros artrópodes e buscam "dicas" de novos materiais mais resistentes.

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Ar da lata: Cocaína no ar da Itália está relacionada com índices de usuários da droga

Se você sempre achou que os italianos são muito metidos e sempre andam com o nariz em pé, talvez sua reclamação tenha algum fundamento cientifico (ou você é um mané, mesmo). Pesquisas indicam que nuvens não são o único "branco" à solta nos céus italianos. Suspensão de partículas de cocaína estariam voando pelo ar e seriam, em tese, responsáveis pelo uso de drogas cada vez crescente. De acordo com informações, Charlie Sheen foi visto voando de asa delta por lácitation needed, mas isso não faz parte da pesquisa.

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Batalha Aérea: Formigas atacam cupins em pleno voo, sem sair chão

Se tem um animal que eu admiro muito são as formigas. Elas são a que melhor guardam semelhanças com o ser humano. São ruins, depravadas, assassinas, escravagistas, psicopatas, maníacas, autocráticas e mais maus que os pica-paus (sim, foi intencional). Aquelas desgraçadas devorariam cada um de nós, mal deixando os ossos pra trás. E como toda elite guerreira, elas se armam de toda forma possível para destruir seu inimigo. Cupins que o digam, pois normalmente são atacados por uma versão insecta de uma bateria antiaérea.

Mas a Natureza é ética

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