Não há natureba que se preze que não enalteça as maravilhas da soja. Soja é excelente e, assim como o grafeno, serve pra tudo. Soja é uma maravilha culinária que substitui a carne, aquela coisa odiosa pros vegans, que criam múltiplas receitas usando soja para criar comida que se pareça com carne, pois, comida vegan é tão horrível que nem vegan gosta.
Obviamente, aqui é Ceticismo.net e se você é leitor assíduo já está esperando pela revoiravolta. Bem, aqui vai ela: uma nova pesquisa mostra que o óleo de soja não apenas leva à obesidade e ao diabetes, mas também pode afetar condições neurológicas como autismo, doença de Alzheimer, ansiedade e depressão.
Sim, você está rindo que eu sei. Ou está espumando de raiva, já correndo para me dizer que quem come carne vai morrer de diabetes e obesidade.

A todo momento, imprensa corre para noticiar novas maravilhas dos “medicamentos à base de maconha”, que não necessariamente é da Canabis sativa, e sim outras espécies, daquelas sem altas concentrações de tetrahidrocanabinol, também conhecido como THC (a molécula que deixa doidão), de preferência focando em substâncias específicas, como as do grupo canabdiol. Não, fumar o jererê não lhe fará mais saudável, e agora vem aquela pesquisa que vão esbravejar dizendo que é financiada pela Big Pharma (a Big Pharma que pesquisa os canabdióis, tão amados pelo pessoal que odeia a Big Pharma).
Assessoria de imprensa é uma coisa triste em todos os lugares, mesmo em universidades e órgãos não-governamentais. A gente vai ler uma informação e dá de cara como algo que envelhecimento afeta a saúde de pessoas mais velhas, e em outro lado dizendo que isso é preconceito. Eu fico confuso.
Quem já se machucou, tendo que colocar bandagem ou apenas um esparadrapo com algodão sabe o que é o terror na hora de tirar o curativo, encharcando tudo de soro fisiológico ou rezando para alguma enfermeira sádica, com pagamento atrasado, indo remover de uma vez, jurando de pés juntos que de uma vez não dói. Isso é verdade até a hora do WRAAAAAAAAAAP e você é capaz de ver Jesus dançando rumba com Satanás de tanta dor que está sentindo.
Para mim, uma das coisas mais fascinantemente ficcionais eram os tricorders médicos. Tipo. O dr. MacCoy passava o saleiro (sim, aquilo era um saleiro que a produção achou bem futurista para ser usado como algum dispositivo do século XXIII) e o tricorder lia o que a pessoa tinha. A não ser se estivesse usando roupa vermelha. Neste caso, já partia pro “He is dead, Jim”, a fim de economizar tempo de filmagem.
E chegamos a mais um fim de ano. 365 dias e 5 horas e uns quebrados, quase 365,25 dias. Algumas pessoas estão dando graças pelo ano ter terminado, mas praticamente falam a mesma coisa todos anos. Será que a vida dessa gente nunca melhora? Quanto a mim, eu parto do princípio que tudo pode melhorar e que nada é tão ruim que não possa piorar. Reclamar não adianta; prefiro olhar pra trás e só para rever os bons momentos que passei, mas aí é de cada um.
A todo momento estamos tomando decisões, ainda que inconscientemente. Pegamos o controle remoto para colocar no nosso programa favorito, e existe um longo processo neurológico para isso. Até mesmo o momento de decidirmos qual pé nós colocamos no chinelo primeiro é um processo de decisão.
Se comida vegan já é o tipo de coisa tão insuportável que nem vegan atura, precisando disfarçar aquela bosta de comida de verdade (vide as lasanhas vegans, churrasco vegan, hamburguer vegan e comida-de-gente-vegan), agora tem mais um probleminha que, para algumas pessoas, será uma bênção. Um artigo de um certo dr. James Stangle disse que o Impossible Whopper, uma iguaria vegan da rede de fast food Burguer King, estava tão ultraprocessada que estaria fazendo homens criarem seios.
Hoje em dia é um tempo que você não pode dizer para as pessoas serem saudáveis ou, pior ainda, largarem hábitos que as fazem doentes, pois isso de alguma forma desperta uma tendência imbecil de achar que você é preconceituoso. Inventaram o tal do fatofobia, digo, gordoshaming, digo, ah, quando você fala para alguma criatura de duzentos quilos que aquilo é que está ferrando a saúde dessa criaturinha que quando vai ao Zoológico, o tratador dos paquidermes vai correndo fazer a contagem dos bichos para saber se não é um fugitivo.