Finlândia Informa: Ovo não faz bem, mas não te ferra. Ou sim, sei lá, ninguém sabe

Deixe-me checar aqui. Cura do Alzheimer? Não. Novo tratamento do autismo? Também não. Dá pra substituir remédios pela alimentação? Não, nad disso. O que estaremos publicando hoje. AH, SIM!

Bem, uma nova pesquisa mostra que o consumo de até um ovo por dia não está associada a um risco elevado de acidente vascular cerebral. Não é que ovo faça bem, mas não faz mal. Sim, esta é a nossa notícia de hoje: você não estará ferrado comendo um ovo por dia!

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Seres Supremos pesquisam analgésicos melhores e que não viciam. De nada!

Sentir dor não é uma coisa legal. Ninguém gosta de sentir dor (nem mesmo sado-maso, pois eles escolhem o tipo de dor que querem sentir). Sendo assim, tomar analgésicos é uma excelente pedida; mesmo porque, sentir dor não é normal. O problema começa quando você toma o analgésico mas não investiga a causa da dor. Dor não é doença, é sintoma, e sinal que algo está errado. O segundo problema é que as pessoas escalonam o uso de analgésicos até aqueles pancadões que causam dependência, mesmo quando a pessoa já não tem mais a doença, mas mantém o hábito de tomar os remédios.

Quem poderia nos ajudar? Quem dos seres mágicos e superiores teriam condições de usar seus poderes supremos para nos livrar desse pérfido mal? Continuar lendo “Seres Supremos pesquisam analgésicos melhores e que não viciam. De nada!”

Crente tosco anti-vaxxer processa escola. Perde e ainda ganha catapora. Valeu, Darwin!

Jovem é um grupo de seres que só farão algo que preste no Universo quando acabarem. Anti-vaxxers são criaturas imbecis. Fanáticos religiosos são criaturas retardadas. Quando junta tudo, temos o supra-sumo da estupidez em níveis galácticos. Um exemplo é um retardado chamado Jerome Kunkel. Esta cavalgadura é jovem, crente fanático, anti-vaxxer e… bem, é crente fanático e anti-vaxxer. Não tem como piorar! (ter, tem, mas aí ele teria que ser o Carlos Bolsonaro). A toupeira se recusou a tomar vacinas, foi suspenso da escola em que estudava e, por causa disso, foi suspenso, ficou putinho e meteu a instituição no pau. Ele perdeu.

Agora, é jovem, crente fanático e anti-vaxxer. Tem como piorar? Claro que tem! Este boçal contraiu catapora.

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Vacina contra câncer a caminho. Você fica quieta, fosfoetanolamina

O câncer de intestino é um câncer bem sério (para padrão câncer, já que todos os casos de câncer são sérios). Ele abrange tumores no intestino grosso, nas regiões do cólon, reto e ânus; e, por isso, também é conhecido como câncer de cólon e reto ou colorretal. É um matador severo, sendo a estimativa de novos casos de 36.360 (17.380 homens e 18.980 mulheres), ficando o número de mortes na casa de 16.697; sendo 8.163 homens e 8.533 mulheres (Fonte). É uma doença muito séria, principalmente (mas não exclusivamente) por ser difícil de se diagnosticar com antecedência, os tratamentos atuais são pouco eficazes e quase metade dos pacientes que passam por cirrugia (mesmo mais de uma) não sobrevivem devido à propensão do câncer para a recorrência.

Enquanto ficou um bando de idiots enchendo o saco com fosfoetanolamina, cujas pesquisas apresentaram eficácia pouco inferior a beber água, pesquisadores de veradde estão com os resultados iniciais da primeira fase de testes em humanos para uma vacina única contra o câncer colorretal; e eles estão bem animadores!

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A volta do osso misterioso sumido nos tempos de antigamente

Fabela é um nome que dificilmente você ouviu falar. Trata-se de um osso sesamóide, isto é, com formato de uma semente de gergilim, e daí vem o seu nome, que em latim significa “feijãozinho”. Ossos sesamóides são pequenas estruturas de formato esférico localizadas próximo à articulação do dedão com o metatarso, e a função deles é ajudar no impulso, além de auxiliar na absorção de impactos. Só que a fabela é um caso particular, pois o lugar dela é na articulação do joelho e estava praticamente desaparecida nas pessoas há alguns séculos.

Ou, pelo menos, era o que se achava.

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Antibiótico demais faz mal. De menos faz mal. Quando tá bom?

Infecções não são brincadeira, mas do jeito que andam as coisas, é pior ainda quando pessoal usa antibiótico como, bem, como brincadeira. Já falamos várias vezes como o uso indiscriminado de antibióticos acarreta em superbactérias, aquelas bactérias hiper-resistentes do mal que não são mortas facilmente com algo mais fraco que uma GAU-8 Avenger. O problema então é saber: QUANTO dar de antibiótico e QUANDO é hora de parar?

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Como o gene ORAl1 pode dar ruim e detonar com seus dentes

Dê um sorrisão. Gosta dos seus dentões, hein? Esses grandes amigos ajudam a mastigar, triturar, esmagar, rasgar e transformar sua comida, junto com a saliva, numa massa disforme inrreconhecível, embora ainda apetitosa, pronta para ser engolida. Legal, né? Dentão saudável este seu, né? Bem, agradeça aos seus genes por estarem lá em perfeito estado, principalmente o ORAI1. Uma mutação neste sem-vergonha não vai te dar poderes x-men. A não ser que você considere um poder x-men a perda de cálcio nas células do esmalte e mineralização defeituosa do esmalte dentário.

Em outras palavras. O projetão inteligente poide derrapar, ocorrer uma mutação e você ter grandes chances de ficar banguela.

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Bactéria já é ruim, quando auxiliado por sistema imunológico é pior ainda

O Clostridium difficile já traz no nome que não é brincadeira. Este bacilo (uma bactéria mais sacana que as outras) é que nem o seu cunhado. Assim como aquele inútil está se servindo do conteúdo da sua geladeira, a C. difficile é um comensal do trato gastrointestinal. Assim como o seu cunhado, que só lhe traz dor de cabeça, o Clostridium é responsável por doenças gastrointestinais, que variam desde uma diarreia até uma colite pseudomembranosa. Você não quer contrair uma colite polimembranosa, a infecção mais comumente adquirida em hospitais.

Agora, uma pesquisa aponta como alguns pacientes são altamente suscetíveis a infecções por cauda do C. difficile, fornecendo aos médicos uma maneira de prever a gravidade da doença e apontando para uma nova maneira de tratar essa desgraça. Já pro seu cunhado fica difícil e médicos recomendam tratamento à base de ferro. De preferência sob a forma de barra, na cabeça dele.

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Combinação de remédios ajuda a controlar convulsões graves em crianças

Se eu perguntar para vocês quais as principais ocorrências em crianças que requerem carregar para o hospital, vocês citarão acidentes de vários tipos de natureza. Já em termos de emergência neurológica, possivelmente vocês não saberão, mas efetivamente são as crises epiléticas. As crises epilépticas podem se apresentar ou sob a forma de crise convulsiva (o que chamamos de “ataque epiléptico”) e a crise do tipo “ausência”, que é como se puxassem a tomada da criança e ela desligasse, ficando com o olhar fixo, nem sempre facilmente percebível.

No caso das convulsões, temos um problema seríssimo, pois cerca de 5% das crianças afetadas morrem ou podem escapar com vida, mas com complicações a longo prazo causadas por danos cerebrais. Não, convulsões não são brincadeira.

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Pesquisadores revivem um cérebro de porco sem reviver o cérebro de porco. Quero meu zumbi bacon!

Imagine que seu parente muito o do ricaço estivesse para morrer. No seu suspiro final, ele ergue a mão para você e diz “e… para você… vou dizer… onde está… meu… meu… tesouro secr….” +_+. Como num filme de comédia de humor negro, você iria querer um jeito de reavivar o defunto para que ele lhe desse a localização de sua maior fortuna. Bem, isso ainda não é possível e daria em muita coisa péssima: zumbis e um filme ruim. Mas uma pesquisa estuda como restaurar a atividade biológica de células de um cérebro. Infelizmente (ou felizmente), não de cérebros humanos, mas de porcos.

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