Um dos experimentos clássicos da Neurociência é o “caixa da mão de borracha”. Trata-se de uma caixa dividida ao meio, com duas aberturas. Pelas aberturas, o voluntário coloca as mãos, sendo que uma delas não é vista, mas sim uma mão de borracha. O voluntário “sente” tato na mão de borracha, inclusive dores se espetar esta mão. Motivo? O cérebro é bugado e realmente leva a sério o “ver para crer”. Bem, ele vê uma mão sendo espetada. Claro que é a de seu dono, né?
Agora imagine este mesmo experimento só que com dentes ao invés de uma prótese de mão. Sim, o seu cérebro zoado também não sabe onde ficam os dentes do seu dono.

Estamos num mundo em que aparência é importante, e isso vem desde nossos ancestrais. Aqueles primeiros organismo sexuados que nadavam naquela poça de água suja já selecionavam qual era o que tinha menos pior aspecto. Qualquer babuíno escolhe pela aparência, por que seriamos diferentes? O problema é que isso leva a sérios problemas em que a pessoa achaque precisa melhorar o corpo cada vez mais. Entre várias doenças, uma das mais impressionantes é a anorexia, em que a pessoa se recusa a comer pois, para ela, ela está enorme de gorda.
Todo mundo sabe que americanos têm altas taxas de obesidade. Como comer feito um porco e se entupir com aquelas deliciosas e gordurentas porcarias sozinho não é divertido, o lance é descolar uma companhia para comer feito um porco e se entupir com aquelas deliciosas e gordurentas porcarias. Como nem sempre se tem um vizinho disponível, o lance é comer feito um celenterado junto com os pets. O resultado disso? Gatos domésticos nos EUA também estão apresentando altíssimos casos de obesidade. Um Garfield por casa, mais ou menos.
Eu não sei qual o problema das universidades, em que a equipe de escrever os press-releases não conversam com os pesquisadores sobre o que eles trabalham, e que irá ser matéria da página da própria universidade. Por exemplo, a Universidade de Anglia Ruskin apareceu com uma matéria dizendo que há uma ligação entre autismo e indivíduos transgêneros e não-binários.
Eu gosto destes títulos genéricos que se você tem um comportamento saudável, esse comportamento será… bem, saudável. Estou adorando esta linha de títulos. Se G1 pode, eu também posso, e como G1 tem muito mais acesso, sei lá, o titulo deve ter uma participação nessa parte.
Kwait, além de ser uma titiquinha de pais, só se salvando por ser muito rico graças ao petróleo, tem uma das mais altas taxas de obesidade do mundo. Sim, chocante; você estava pronto para dizer EUA,
O Brasil é um país tosco que vive na Era Pré-Científica. Aqui rezadeiras ganham comendas, índios mágicos são contratados para controlar o tempo, universidades têm departamentos paranormais e Homeopatia é especialidade médica reconhecida. A França, assim como vários países de verdade, vai num caminho contrário do Brasil, por motivo intrínseco óbvio. A nova resolução do Ministério da Saúde é, de forma resumida, Homeopatia é o cacete, e eles não vão mais financiar ninguém vendendo água com açúcar em pílulas.
Eu sou um cara que me sinto afortunado. Por não ser da área de Filosofia, eu tenho muitas vantagens; não só e ser uma pessoa normal, com todos os cromossomos funcionando adequadamente, como posso ficar feliz de ver paraplégicos andarem, sem arrumar alguma bobagem para justificar que eles têm que ficar presos para sempre em suas camas, do contrário seria eugenia. Os paraplégicos também ficam felizes por boçais filosóficos não serem levados a sério fora de sua caixinha de eco.
Em tempos de problematização, uma das formas que pessoal lacrador implica é quando alguém diz que outra etnia é composta por indivíduos todos iguais. Eu tive um colega de trabalho japa (na verdade, era descendente, mas é japa. Que se dane se você não gostou) nos sacaneava dizendo, com sotaque, que “ocidental é tudo igual, né?” (o miserável nunca tinha ido ao Japão). Hoje isso é mal-visto, tido como racismo. Bem, até poderíamos aceitar como racismo, mas isso porque somos programados para identificar gente como nós. “Pessoas como nós” é garantia que não seremos atacados pela tribo vizinha, o que faz sentido num mundo com alguns milhares de seres humanos totalmente espalhados, mas é o tipo de informação gravada em nosso cérebro.
Câncer de pele é uma bosta. Quase 300.000 pessoas em todo o mundo desenvolvem melanoma maligno a cada ano. No Brasil, o câncer da pele soma 33% de todos os diagnósticos,