
A cada semana temos um comprometimento de trazer informação e divulgação científica de qualidade. Mas aparece tanta insanidade que não podemos deixar de mostrar. Seja malucos pulando em piscina com gás carbônico e sendo carregados por Darwin ou um grupo de moleques achando que são da Raça Superior quando não passam de um bando de remelentos zé-ruelas.
Bem, chega de lenga-lenga. Vamos aos artigos da semana!

Café é o líquido negro primordial que sustenta a Existência em todas as realidades. É um fato! Não existe pesquisa científica sem café. Não existe meios de resolver problemas sem café. Não há como você entrar em Alfa e ter todo o seu trabalho realizado de maneira eficiente sem café. O problema é que café ajuda otimamente bem na resolução de problemas, mas não dá help na criatividade.
E durante a semana do carnaval, tivemos muitas notícias. Algumas boas, outras ruins, outras nem tanto. Se bem que isso acontece todas as semanas, mas o importante mesmo é que eu pude tirar uns dias de folga. Não, não pulei carnaval. Fiquei em casa, sem risco de ser assaltado ou atropelado por um monte de gente, pagando caro em garrafa de água sem geosmina ou ser contaminado pelo coronga vírus.
Autismo não é uma doença. Isso você já sabe, se lê meu site. São várias doenças compreendidas dentro do mesmo espectro, e é difícil diagnosticar logo de saída. A saída é ter um diagnóstico genérico e dali ir refinando, ao invés de partir para determinar direto qual a doença que a pessoa está acometida, se é que é do espectro autista.
Vocês já devem ter notado que eu adoro noticiar coisas que envolvam novas tecnologias para a fabricação de próteses mais eficientes, mais baratas e, raramente, mais eficientes e mais baratas no mesmo pacote. Bem, toda tecnologia em seu estado inicial é cara, cujo preço só vai barateando ao longo do tempo. Ainda assim, é legal acompanhar o que se anda pesquisando por aí.
A todo momento, imprensa corre para noticiar novas maravilhas dos “medicamentos à base de maconha”, que não necessariamente é da Canabis sativa, e sim outras espécies, daquelas sem altas concentrações de tetrahidrocanabinol, também conhecido como THC (a molécula que deixa doidão), de preferência focando em substâncias específicas, como as do grupo canabdiol. Não, fumar o jererê não lhe fará mais saudável, e agora vem aquela pesquisa que vão esbravejar dizendo que é financiada pela Big Pharma (a Big Pharma que pesquisa os canabdióis, tão amados pelo pessoal que odeia a Big Pharma).
Assessoria de imprensa é uma coisa triste em todos os lugares, mesmo em universidades e órgãos não-governamentais. A gente vai ler uma informação e dá de cara como algo que envelhecimento afeta a saúde de pessoas mais velhas, e em outro lado dizendo que isso é preconceito. Eu fico confuso.
De onde vem a ideia que homens são superiores às mulheres? Claro, vai ter um monte de gente dizendo que é por causa do patriarcado opressor, numa confluência cultural estereotipada em países conservadores liderados pela Direita Religiosa. O problema é que, ao se examinar isso a sério, mediante crivo do Método Científico, chega-se a resultados não muito agradáveis para certos grupos.
A todo momento estamos tomando decisões, ainda que inconscientemente. Pegamos o controle remoto para colocar no nosso programa favorito, e existe um longo processo neurológico para isso. Até mesmo o momento de decidirmos qual pé nós colocamos no chinelo primeiro é um processo de decisão.
Hoje em dia é um tempo que você não pode dizer para as pessoas serem saudáveis ou, pior ainda, largarem hábitos que as fazem doentes, pois isso de alguma forma desperta uma tendência imbecil de achar que você é preconceituoso. Inventaram o tal do fatofobia, digo, gordoshaming, digo, ah, quando você fala para alguma criatura de duzentos quilos que aquilo é que está ferrando a saúde dessa criaturinha que quando vai ao Zoológico, o tratador dos paquidermes vai correndo fazer a contagem dos bichos para saber se não é um fugitivo.