Os sabores do solo marciano

Uma das principais pesquisas quando se estuda um planeta é saber do que é constituído seu solo. Saber da natureza mineralógica do lugar explica muito de sua formação e das forças atuantes nele. Com Marte não seria diferente, mesmo porque é mais fácil estudá-lo do que enviar para o planeta-de-TPM, Vênus.

O Deus-Guerreiro, vermelho de raiva, entrega muito a contragosto seus segredos a Roboy Curiosity, o robozinho amigo, de forma que possamos saber mais sobre a formação geológica de lá.

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A real virtualidade do deserto do real… ou algo assim

Quando eu vejo certas coisas, eu acho que as pessoas andam lendo, ou melhor vendo, ficção científica demais. Como cientista de uma disciplina puramente experimental, olho atravessado pesquisas de campo puramente teóricas E, não. Não existe Química Teórica. Pesquisar um novo composto baseado em propriedades físicas e químicas não é química até comprovar que este composto pode existir. Mendeleyev fez um bom trabalho prevendo elementos que ainda não tinham sido descobertos, mas isso ainda não era Química.

Então, eu vejo uma matéria na Popular Science – que mais parece a versão gringa da Superinteressante de hoje – onde questionava se não vivíamos numa simulação computadorizada. Um artigo muito bom e divertido… pelos motivos errados.

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Bem-vindos ao Antropoceno

Qualquer postagem sobre  mudanças climáticas acarretam sempre em algum mané perguntando como seria possível nós mudarmos o clima, que o Homem não é isso tudo e blábláblá Molion blábláblá Felício diz que não existe camada de ozônio blábláblá Jô Soares é melhor fonte de pesquisa que a Nature blábláblá. A verdade é que não só temos essa capacidade como já a fizemos com a invenção da agricultura, onde já no tempo do Império Romano a humanidade já vinha causando impacto ambiental e climático. Mas eu é que tenho fé, mesmo postando trezentas milhões de fontes, enquanto que a verdade é dita em programas de entrevista na TV.

As pessoas estudam muito, mas parecem nunca ter estudado que nossa marca no planeta é tão grande que nos tornamos um marco. Fomos o início de uma nova era geológica: o Período Antropoceno.

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Reciclar latinha é bom pro ambiente?

Caminhando pelos caminhos tortuosos desse mundo esquecido por Hades, me deparei com um artigo que questionava o impacto que a reciclagem de latinhas de alumínio traria em termos de redução de poluição atmosférica. Será mesmo que reciclar aquela latinha de refri ajuda o ambiente? Ou o problema está no nosso modo de vida?

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Como divulgar Ciência like a boss

Diz-se que a Ciência é feita de fatos, assim como uma casa é feita de tijolos. Mas assim como um punhado de tijolos não são uma casa, a Ciência não é apenas um punhado de fatos. Entretanto, o mundo tem suas peculiaridades e tais podem ser um chamariz para entender o mundo em volta. Foi o que o Museu de Ciências no Canadá fez para divulgar o seu trabalho.

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Romário cria Projeto de Lei beneficiando cientistas e é criticado. É do Brasiiiiiiiil!

Tudo bem, eu confesso: não achei que o Romário, eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro em 2010, fosse fazer algo digno de nota. Bem, eu mordo meus dedos já que, de fato, ele propôs algo bem legal: a facilitação de importação de materiais direcionados para a pesquisa científica.

Infelizmente, como vivemos numa pocilga repleta de silvícolas que mal conseguiram entender que o fogo queima e a água é molhada, o Romário foi criticado, afinal, ciência não serve pra nada.

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Suíços pesquisam tartaruga-robô. Skynet acha que dá um caldo

Imagine você descansando placidamente numa praia, observando as partes hipodérmicas alheias, quando de repente o futuro do passado do fim da humanidade tem início: o Apocalipse Robótico, onde várias criaturas se erguem do mar, com cascos de um brilho baço, murmurando "Morte aos humanos! Morte aos humanos! Morte aos humanos!". Imaginou? Então, vá tomar seu gardenal, essa palhaçada de apocalipse robótico é coisa de gente tosca sem imaginação

Robôs submarinos não são novidade. Mas agora pesquisadores da Suíça, cansados de fazer queijos e chocolates, resolveram construir um robô com características de tartarugas marinhas.

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Pesquisa aponta: Ação humana já afetava clima durante império romano

O problema das pessoas nem é a ignorância, que pode ser resolvida estudando. O problema é a burrice, em que mesmo vendo o ´[obvio à sua frente, insistem em desculpas esfarrapadas e "cientistas" de faculdade de esquina, sem um único artigo publicado num periódico decente. Enquanto os criacionistas negacionistas da evolução do aquecimento global esbravejam que não não há nenhuma evidência de especiação mudanças no clima. Não adianta postar fontes da NASA e do NOAA, que fazem parte da imensa conspiração Illuminati, ignorando que só a invenção da agricultura ajudou a mudar o clima [1] [1a PDF]

Agora, uma pesquisa indica que a subida da temperatura global não é tão recente quanto os criacionistas do clima, digo, os negacionistas do Aquecimento Global insistem em encher o saco como prova que ele não existe. Segundo a pesquisa, desde os tempos do Império Romano que o clima vem se alterando. Mas os romanos eram financiados pela indústria de carros elétricos, provavelmente.

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Os frutos dourados (e mais eficientes) do Sol

Células solares são excelentes, mas ao mesmo tempo ruins. São excelentes por não usarem nada mais que o poder de Helios como fonte de energia e ruim pela eficiência ser tão baixa. Ressalte-se que estamos falando de gerar energia elétrica, e não simplesmente esquentar água pro seu banho. Uma das saídas seria usar a energia solar para produzir hidrogênio para queima ou hidrocarbonetos à partir de gás carbônico.

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As viagens do Sol, meu querido Sol

O chato de brincar com o texto é que em 99% das vezes as pessoas não captam a brincadeira. Se bem que minha filha percebeu e achou muito engraçado o texto sobre a aparência do Sol. Bem, isso é o que vale. O viajante em chamas que não está em chamas brilha em nosso céu diariamente, todos os dias, salvo os nublados, por motivos mais que óbvios. Seu movimento aparente foi a base da contagem de tempo de muitos povos, pois até os egípcios dividiam o ano em 365 dias, mas os romanos acharam que eram mais do que a Natureza e apenas dividiam em 360 dias. Precisou Júlio César colocar ordem na bagunça.

Com o passar do tempo, vemos que o Sol nunca está na mesma posição à mesma hora, e os árabes sabiam disso, mas esqueceram de contar para alguns pobres coitados que ainda acham que a Terra não gira ao redor do Sol.

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