Os exoplanetas pontilhados nos céus amigos do Universo

A todo momento estão divulgando novos exoplanetas nos confins do Universo. Alguns bem, bem longe. Já está até deixando de ser divertido postar quando novos exoplanetas são divulgados, quando não há algo, digamos, especial (mas muito amado) neles. Eles já somam mais de 4000. Sim, isso tudo. Não, não divulgam sempre. Motivo pelo que já disse: já está sendo muito usual, e enquanto um exoplaneta não morder um cachorro, não será notícia.

Mas você já parou para pensar nestes exoplanetas todos, como um conjunto? É o que o vídeo a seguir se propõe. Mostrar pontinhos num céu à medida que estes longínquos mundos foram descobertos ao longo dos anos.

Continuar lendo “Os exoplanetas pontilhados nos céus amigos do Universo”

NASA AVISA: Vem pedregulhão aí, dizem jornaleiros

O que vende? Vende a notícia espalhafatosa, terrível, mundo cão e, melhor de tudo, o mundo vai acabar de forma horrível, numa catástrofe saem precedentes (mentira, tem precedentes), em que toda a vida na Terra será varrida do mapa, da Terra e de tudo mais, pois a própria Terra vai pro saco numa explosão cósmica quando um pedregulhão maior que a minha pilha de boletos acerta um porradão bem no meio de nossa fuça.

E isso porque a NASA informou que um asteroide pra lá de fodástico pode atingir a Terra em outubro e ceifar a vida na Terra. Sim, o jovem também. Já não parece tão ruim, não é mesmo?

Continuar lendo “NASA AVISA: Vem pedregulhão aí, dizem jornaleiros”

Renderização mostra como era tatatatataravô das cobras

Era uma vez uma cobra com 4 patas que conseguia ficar ereta. Não apenas isso, ela falava e mandou umas ideias de jerico pra uma dona burra feito uma porta, casada com um zé ruela mais burro que ela. Aí veio o chefe da milícia e expulsou todo mundo do condomínio construído de forma irregular.

Assim diz a mitologia Tropa de Elite 3, o Inimigo é Javé. No mundo das pessoas normais, cobras evoluíram de um ancestral que até pouco tempo não se tinha certeza de como era o formato. Só que uma equipe de pesquisadores conseguiu reconstruir como o ancestral das peçonhentas marvadas possa ter parecido.

Continuar lendo “Renderização mostra como era tatatatataravô das cobras”

Os nuvens brilhantes que pairam sobre o negrume da terra

Eu gosto de nuvens. De todos os tipos! Como simples vapor d’água condensado em altitudes superiores podem ser fantásticas? Assumindo diferentes formas, é claro. Elas nunca são as mesmas, nunca parecem iguais, mesmo quando estão enquadradas no mesmo tipo. O vento, a umidade, o fluxo de ar ascendente, o ângulo da luz que bate nelas… tudo faz com que cada nuvem seja mágica, única.

Uma das nuvens que eu mais gosto são as nuvens noctilucentes. São nuvens interessantes, pois enquanto está de noite aqui em baixo, ainda é dia lá em cima por efeitos de geometria e óptica.

Continuar lendo “Os nuvens brilhantes que pairam sobre o negrume da terra”

Reino Unido manda bem e a maior parte da geração de energia tem emissão zero de carbono

Geração de energia é algo muito complicado. Um país industrializado precisa de uma política de geração de energia bem planejada. Como o Brasil não é uma coisa, não pode ter a outra. O Brasil tem momentos que sofre picos de consumo de energia e, por isso, precisa ativar as usinas termelétricas. Sendo majoritariamente uma produção de energia por meio de hidrelétricas, a quantidade de carbono lançado na atmosfera sobe muito quando precisa ligar as esquentadinhas. As usinas nucleares seriam uma melhor pedida, mas os silvícolas deste país ainda têm medinho de isso aqui virar Chernobyl, sendo que nem somos tão incompetentes assim.

Já a Inglaterra e o restante do Reino Unido (não são a mesma coisa) estão no caminho contrário. Sendo sua geração elétrica por meio de combustíveis fósseis, pela primeira vez desde a Revolução Industrial, a geração de energia com emissão zero de carbono ultrapassa a geração por meio de carvão e gás no final de maio.

Continuar lendo “Reino Unido manda bem e a maior parte da geração de energia tem emissão zero de carbono”

Como damos o nomes às coisas que vemos, em nível cerebral?

Você sabe que enxerga (estou supondo que você não é cego). Você vê algo e já sabe do que se trata, salvo que seja algo que você nunca viu na vida ou no caso de sofrer de alguma doença neurológica que o impede de fazer este tipo de processamento. O processamento que pessoas sadias fazem instantaneamente sem saber como, nem é preciso saber. Seu cérebro opera no automático, mas como é essa operação?

É simples e complicada ao mesmo tempo. São várias regiões envolvidas que interagem entre si de forma a dar nome aos bois (ou qualquer utra coisa que você esteja vendo, mas vamos chamar de “bois”, mesmo. Ou “trem”, se você for mineiro).

Continuar lendo “Como damos o nomes às coisas que vemos, em nível cerebral?”

Peixe-robô siliconado é sangue bão!

Peixes-robôs nem são mais novidade. A não ser site de notícias brasileiros que acharão isso aqui o supra-sumo da inovação, quando o que é realmente destaque são os detalhes, e não o peixe em si. Agora, imaginem um peixe-robô com algo semelhante a sangue. Aí é uma bela inovação, certo? Não, não é sangue-sangue, mas algo que em princípio seria bem semelhante, se os detalhes não diferissem. Mas quem quer um sistema robótico 100% semelhante a um ser vivo?

Continuar lendo “Peixe-robô siliconado é sangue bão!”

Você tá engolindo plástico equivalente a um cartão de crédito. Mas a coisa é mais complicada

Agora, há uma guerra pelos plásticos. Todo mundo se preocupa com plásticos. Plásticos são o mal do mundo. Plásticos vão dar cárie nas pessoas, fazer você ter impotência, trará sua sogra pra morar consigo e matará as tartaruguinhas. De acordo com um relatório ainda não publicado pela WWF (a ONG do pandinha), cada pessoa ingere cerca de 5 gramas de plástico por semana, e jornaleiros correram para estabelecer a ligação com cartões de crédito (o meu pesa 5,85g).

Continuar lendo “Você tá engolindo plástico equivalente a um cartão de crédito. Mas a coisa é mais complicada”

Pesquisadores desenvolvem cola biocompatível para fechar os seus buracos

Eu preciso colar coisas de vez em quando. Minhas colas preferidas são superbonder, óbvio, e cola de isopor. Cola de PVA meleca tudo. Cola de bastão nem sempre cola direito. Cola de isopor é o ideal. Não, nem cola quente, aquela merda só serve para queimar os dedos e soltar a cola depois.

Colas são muito importantes. Que o diga a dona Joana Woitas, que em 1997 estava numa mesa de operações e o dr. Francisco Gregori Júnior lutava para salvar a sua vida, mas não conseguia costurar o coração, pois a cada sutura, outro buraco abria. Daí, Gregori meteu superbonder no coração da paciente. Apesar de criticado depois, ele conseguiu salvar a vida dela.

O uso de colas para fechar ferimentos é uma constante pesquisa, e está chegando mais uma opção, uma espécie de cola quente biológica, mas com material biocompatível, que seria, em tese, facilmente absorvido pelo corpo.

Continuar lendo “Pesquisadores desenvolvem cola biocompatível para fechar os seus buracos”

Pesquisa encontra sal em Europa. Pesquisadora surta e diz que pode ter vida lá

Eu gosto das associações que costumam fazer. Algumas, totalmente despropositadas. Outras, têm até um motivo para a associação e esse motivo é simplesmente ser notado. Tive um belo vislumbre disso ao ler uma pesquisa científica que determinou a presença de cloreto de sódio (o sal de cozinha, você sabe) em um lago de Europa (o satélite de Júpiter e não o continente).

Uma das conclusões da pesquisadora é que isso podia ser indício de ter seres vivos lá.

Continuar lendo “Pesquisa encontra sal em Europa. Pesquisadora surta e diz que pode ter vida lá”