Viúva Negra bem que mostra sinal de perigo, mas bicho otário não liga

O problema dos descrentes é não ver como a Natureza é lindinha. O problema dos carnívoros antiéticos é não conseguir ver como o mundo natural é bonzinho e ético. O problema dos críticos da Luísa Mel é não entender que ela está lá pra proteger os animaizinhos fofos e indefesos. O problema da Natureza é ter algo tão FDP como a Viúva Negra.

Este ser das trevas, descendente de Ungoliant, serva de Morgoth, tenente de Sauron, devoradora de orcs e que tem quedinha por caras esverdeados tem cores que sinalizam na hora de peitar predadores, sem se descuidar de suas presas.

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Diferente de Soylent Green, Hobbits não eram gente

Nunca chegaram a um consenso com os hobbits, apelido dado a supostos ancestrais do Homem encontrados na Ilha das Flores e, por isso, chamados de Homo floresiensis. O anúncio de sua descoberta foi feito em 2004, embora sua descoberta tenha sido em 2003, mas isso deixou muita gente encucada. Seriam eles realmente nossos ancestrais. Eles eram baixinhos, num lugar onde a fauna era baixinha, também. Por isso os apelidaram de “Hobbits”. Se você conhece a obra de J. R. R. Tolkien, consegue imaginar o motivo.

De acordo com um novo estudo, baseado na análise dos ossos do crânio, ficou comprovado sem sombra de dúvidas  que o pessoal da Ilha das Flores podiam ser qualquer coisa, mas com certeza não pertenciam à espécie dos Homo sapiens.

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No início, nossas avós pré-históricas eram safadinhas e tiveram vários namorados

A Eva Genética (ou Eva Mitocondrial) é o mais recente de nossos ancestrais comuns. Praticamente, foi ali quie começou a humanidade. Ela tem esse nome porque nossas mitocôndrias vieram dela, pois a mitocôndria, este bacteriazinha que veio viver em simbiose com nossas células, é passada sempre de mãe para filhos (e filhas, claro). As mitocôndrias têm o seu próprio DNA, e esse DNA mitocondrial está agora presente em todas as pessoas. Claro, o pessoal que tem problemas mentais acha que isso significa que a historinha pra boi dormir de Eva & Adão é verdade, mas esqueceram a parte do Adão Genético, ou Adão-Y, o mais antigo ancestral de origem patrilinear. E, segundo a hipótese científica mais aceita, tem origem na África.

Agora, pesquisadores estudam cromossomos Y, herdado de pais, e o DNA mitocondrial de chimpanzés, bonobos, gorilas e orangotangos, de forma a contruir  árvores genealógicas para cada espécie. Essa pesquisa identificou o ancestral mais antigo do chimpanzé com cromossomo Y que viveu há mais de um milhão de anos atrás. Mas o que isso significa?

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Dona Aranha está feliz por ver vocês

O mundo é legal, mas seria mais legal se tivéssemos mais informações sobre todas as espécies que viveram ao longo desses 3 bilhões de anos. Infelizmente, não sabemos quais foram as espécies que viveram e morreram ao longo dos éons. Só uma ridícula parcela deixou evidência fóssil, seja através de impressão em rochas, permineralização ou preso em âmbar. Lembrou de Jurassic Park? É mais ou menos aquilo, fora a parte de clonar dinos.

O âmbar é uma secreção proveniente de antigos arbustos, sendo uma matéria viscosa, ou seja, é o que chamamos de “resina”. Praticamente, esta substância age como “antibiótico” para a planta, pois previne a invasão de bactérias e insetos na madeira. Com o passar do tempo, esta resina se polimetriza, tornando-se rígida, e se algum inseto ficou preso nela, já era, ficou para a posteridade, como esse foto aí de cima, que é uma parte morfológica de uma aranha de 99 milhões de anos.

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Chomsky estava certo? Existe uma gramática no cérebro?

Olá coleguinhas. Esse texto deveria ter sido publicado no início de dezembro/2015, mas por vários motivos pessoais (projeto de mestrado rolando, fiquei um tempinho sem computador, aí perdi a senha do site rs mais de uma vez rsrs…) só está saindo agora. Mas não tem problema, vamos lá.

Quem leu meus textos, sobretudo esse aqui, sabe que o Chomsky inaugurou uma teoria na linguística que propõe que a língua existe na mente do falante (em alguns textos ele até fala em "língua como um estado do cérebro" [CHOMSKY 1998]) e coloca a linguística na área de pesquisa em neurociência (sim, biologia, medicina e tal).

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Proteína que mata bactéria e arma contra o diabetes

Diabetes é uma doença séria. Mais de um quinto da população brasileira acima dos 65 anos sofre desse mal. Os índices sobem a cada ano, ou seja, mais e mais pessoas têm a doença. Não é só um probleminha de açúcar no café da dona Creozonilda. Várias pessoas se tratam com Homeopatia, florais e até benzedeiras. Qualquer relação com o aumento absurdo dos casos e de morte não é mera coincidência.

Enquanto isso, ciência de verdade pesquisa, se não a cura, um modo de minimizar os males, como um grupo de pesquisadores canadenses que estão pesquisando um remédio promissor, que nada mais é do que uma proteína capaz de matar bactérias.

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Cientistas colocam o bicho-pau na mesa para fazer robôs melhores

Muitas vezes as pessoas confundem camuflagem com mimetização. Camuflagem é quando seu padrão de cores se mistura com a do ambiente, como leões em plena savana africana. Já a mimetização é quando o animal mimetiza, isto é, imita algo ao seu redor, como aranhas que se parecem com formigas, como a Myrmarachne plataleoides. Mas o clássico mesmo é o chamado bicho-pau, um artrópode insecta da ordem Phasmatodea. Ele tem este nome por ser parecido com um graveto, não necessariamente um pau, dada as dimensões. E por isso é chamado de stick insect. Esta gracinha chega até a 18 cm e nessa altura você está fazendo mil e uma piadinhas a respeito do bicho. Quando parar com a infantilidade, eu continuo.

Cientistas adoram o bicho-pau (inclusive), pois ele tem uns segredinhos que podem ser bem úteis. Um desses segredinhos é como o bicho-pau anda. Saber como ele move suas longas pernas e mantém-se em perfeito equilíbrio pode ajudar a vencer desafios em termos de engenharia e robótica.

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Cientistas investigam as pistas de antigos assassinatos

O dia amanheceu nublado, escuro. A vítima estava se dirigindo a esmo, no máximo, procurando um lugar para fazer uma refeição ou, simplesmente, vagando, como seria seu direito, segundo pensava. Mas ela estava errada. O assassino frio e sanguinário estava à espreita. Começou a chover, mas a vítima pareceu não se dar conta disso. O que passava pela sua mente, não se sabe, jamais saberemos. Seu algoz estava pronto para atacar. Ele era mais rápido, mais forte, mais voraz. Foi tudo muito rápido; a vítima sequer teve conhecimento do que estava acontecendo, até o golpe final. A morte lhe veio rápido, como se a ira de algum deus caísse como uma tormenta, cujo assassino era um monstro impiedoso.

Hoje, nós conseguimos estudar o que houve. Evidências geológicas nos dão pistas fósseis de coo os queridinhos trilobitas eram maníacos psicopatas. Ou então é a Natureza, mesmo, que os vegans insistem em dizer que é perfeitinha e que os bichinhos são que nem os desenhos da Disney.

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O camarão que se comunica com corzinhas que não vemos

O camarão mantis também é chamado de “lacraia-do-mar”, sendo um crustáceo coloridão que vive no mar e é classificados na sub-classe Hoplocarida, ordem Stomatopoda. Existindo cerca de 400 espécies, caracterizadas principalmente pela morfologia de sua segunda pata torácica, que é modificada em apêndice subquelado, lembrando uma pata de louva-a-deus. Sim, li na Wikipédia. Me processe.

Duas coisas que eu queria saber sobre o mantis: 1) É gostoso? ; 2) Que história é essa de ele se comunicar entre os seus com mensagens cifradas?

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Picolé de tardígrado volta a vida depois de 30 anos

Tardígrados são animais muito legais, que sobrevivem em temperaturas infernais e em vácuos colossais. O que eles não são capazes é de escrever com rimazinha babaca, por pura falta do que fazer (CHUPEM, tardígrados!). Algumas dessas gracinhas foram encontradas em plena Antártida. Estavam bem dormindo (se é que estar com metabolismo super-reduzido é “dormir”) e quando foi tirado da geladeira, eles estavam vivinhos da Silva.

Na verdade, eles foram recolhidos lá pelos idos de 1983, congeladões num pedaço de musgo, e quando foram descongelados em 2014, estava lá, vivos, bem e sem dar a menor bola pra nada.

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