Como um deserto pode nos ajudar a entender Marte

Como saber o que procurar em Marte? Como buscar sinais de vida lá? A resposta é simples e complicada ao mesmo tempo. Deve-se partir de algum parâmetro de comparação. Sendo assim, vamos tirar como exemplo aqui mesmo. Onde estão as mais antigas evidências de vida?

Pesquisadores foram para a Austrália buscar no seu deserto os primeiros sinais de vida na Terra. De repente, isso nos ajuda a identificar o que estamos procurando em Marte.

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Humanos malvados continuam ferrando com o planeta, mas ficou por isso mesmo

Saiu mais uma pesquisa que espécies estão ameaçadas pela chamada “pegada humana”, ou seja, pela simples presença de seres humanos, os quais deixaram marcas em todo o planeta. A rigor, não tem um só lugar do mundo que não tenha uma marca da passagem da humanidade, tendo o estudo avaliado 20 mil espécies terrestres, e descobrindo que 85% agora estão expostas a intensa pressão humana.

Aí eu pergunto: ok. O que se faz então? A pesquisa não tem resposta, pois não lhe fizeram esta pergunta.

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Pesquisa mostra que soja causa probleminhas no cérebro. Isso explica seu amigo vegan

Não há natureba que se preze que não enalteça as maravilhas da soja. Soja é excelente e, assim como o grafeno, serve pra tudo. Soja é uma maravilha culinária que substitui a carne, aquela coisa odiosa pros vegans, que criam múltiplas receitas usando soja para criar comida que se pareça com carne, pois, comida vegan é tão horrível que nem vegan gosta.

Obviamente, aqui é Ceticismo.net e se você é leitor assíduo já está esperando pela revoiravolta. Bem, aqui vai ela: uma nova pesquisa mostra que o óleo de soja não apenas leva à obesidade e ao diabetes, mas também pode afetar condições neurológicas como autismo, doença de Alzheimer, ansiedade e depressão.

Sim, você está rindo que eu sei. Ou está espumando de raiva, já correndo para me dizer que quem come carne vai morrer de diabetes e obesidade.

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Pesquisa demonstra ligação do uso de maconha com casos de câncer. Thank you, Darwin!

A todo momento, imprensa corre para noticiar novas maravilhas dos “medicamentos à base de maconha”, que não necessariamente é da Canabis sativa, e sim outras espécies, daquelas sem altas concentrações de tetrahidrocanabinol, também conhecido como THC (a molécula que deixa doidão), de preferência focando em substâncias específicas, como as do grupo canabdiol. Não, fumar o jererê não lhe fará mais saudável, e agora vem aquela pesquisa que vão esbravejar dizendo que é financiada pela Big Pharma (a Big Pharma que pesquisa os canabdióis, tão amados pelo pessoal que odeia a Big Pharma).

Uma recente pesquisa identificou o mecanismo molecular ativado pela presença de THC na corrente sanguínea que acelera o crescimento do câncer e HPV.

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Pesquisa não diz que envelhecimento prejudica idosos, mas diga isso para a universidade

Assessoria de imprensa é uma coisa triste em todos os lugares, mesmo em universidades e órgãos não-governamentais. A gente vai ler uma informação e dá de cara como algo que envelhecimento afeta a saúde de pessoas mais velhas, e em outro lado dizendo que isso é preconceito. Eu fico confuso.

Por sorte, a pesquisa não é esta insânia; trata-se de uma revisão sistemática do impacto do envelhecimento, o qual, segundo a pesquisa, influencia na saúde das pessoas com um impacto que vem sendo subestimado.

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Desenvolvida máquina que conserta fígados (não o seu, seu bebum!)

Transplante de órgãos é uma das maiores conquistas da ciência médica. Se seu coração, fígado, rins, pulmões, medula etc. estão com problemas, um transplante pode ser a solução, e muitas vezes esta solução é uma questão de vida ou morte. O problema é que nem sempre há órgãos disponíveis para transplante.

De tudo e por tudo, o Brasil é uma referência em transplantes, sendo o segundo país em número de transplantes por ano, ficando atrás apenas dos EUA, enquanto seu amigo ancap retardado (desculpe o pleonasmo) acha um absurdo o país pagar por transplantes, achando que cada um deveria pagar pelo seu. No caso de fígados, por exemplo, em 2018 foram realizados 2182 transplantes (dados do Registro Brasileiro de Transplantes). É um número alto, mas a necessidade estimada também é alta: 5192 transplantes. Mais da metade não foi atendido. Deveria haver uma forma de ajudar as pessoas com lesões nos fígados a viverem mais, de preferência reparando os fígados. Não seria o máximo? Bem, pesquisadores do Hospital Universitário de Zurique conseguiram.

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O futuro da exploração do Sistema Solar

Como se dá a exploração do Espaço? O que podemos esperar para daqui por diante? Estamos há muito numa nova aventura. Antes, singramos os mares, hoje, avançamos por entre planetas, satélites, cometas e asteroides. Quando chegaremos pessoalmente nesses lugares e colocaremos os nossos pés?

Essas são perguntas que cientistas, pessoal técnico, astronautas e especialistas de várias áreas estão ansiosos em responder.

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Micro-organismos comem microplásticos e produzem ácidos graxos. Onde está a sua Greta, agora?

Num esquete do George Carlin, ele argumenta que o planeta gosta de plásticos como uma de suas criações, seus bebês. Não apenas isso, plásticos responderiam a um grande questionamento filosófico:

– Por que estamos aqui?

Nossa brutal arrogância acha que estamos destruindo o planeta, sendo que o planeta está muito bem, obrigado. Nós que estamos ferrados, mas estamos de certa forma, dando uma mãozinha devolvendo à Mãe Natureza microplásticos. Acha que não? Bem, então diga isso aos pesquisadores que rastrearam o carbono oriundo de plásticos e descobriram que ele foi utilizado para a formação de ácidos graxos benéficos, ômega-3 e ômega-6 por micróbios originários dos lagos húmicos. In your face, Greta!

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Pesquisadores criam detector de vírus portátil (ou quase)

Para mim, uma das coisas mais fascinantemente ficcionais eram os tricorders médicos. Tipo. O dr. MacCoy passava o saleiro (sim, aquilo era um saleiro que a produção achou bem futurista para ser usado como algum dispositivo do século XXIII) e o tricorder lia o que a pessoa tinha. A não ser se estivesse usando roupa vermelha. Neste caso, já partia pro “He is dead, Jim”, a fim de economizar tempo de filmagem.

Mas já pensou se tivéssemos um treco para ajudar médicos a não só mandar um “é virose, como já dizer qual vírus sem-vergonha está por detrás a infecção? Bem, é isso o que estão desenvolvendo. Sim, usa nanotubos. Nanotubos é a moda agora. Senta e aceite!

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Como o cérebro decide meter o focinho no pó

A todo momento estamos tomando decisões, ainda que inconscientemente. Pegamos o controle remoto para colocar no nosso programa favorito, e existe um longo processo neurológico para isso. Até mesmo o momento de decidirmos qual pé nós colocamos no chinelo primeiro é um processo de decisão.

Não apenas isso, esta tomada de decisão é feita de uma maneira semelhante ao que faz uma pessoa ser dependente química. É praticamente o mesmo processo bioquímico no cérebro. Sabemos que tudo é uma questão de qual região do cérebro é responsável por isso. O problema é saber qual região é essa, e é exatamente isso que pesquisadores se debruçam para saber.

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