O "Efeito Cheerleader" foi cunhado pelo personagem Barney Stinson, da sitcom "How I met your mother". É uma expressão muito legal e uma sitcom que deve ser excelente, mas que meus neurônios se recusaram a ver (a bem da verdade, não gosto de sitcoms, por insistirem em colocar disco de risadas, duvidando que eu seja inteligente o suficiente para entender quando devo rir). De acordo com o personagem, cheerleaders só parecem ser bonitas porque estão em um grupo, mas se fôssemos examinar uma a uma, veríamos os defeitos de cada uma delas. Será verdade?
A ciência diz: "sim, é verdade."
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Você pode ser malvado, ruim, pérfido e cruel. Pode chutar a bunda de velhinhas e beber um litro de vodka de uma vez. Mas você nunca – NUNCA – serão tão macho quanto o Rato-gafanhoto, um roedor da família Cricetidae, gênero Onychomys , que entre várias espécies, temos o Onychomys torridus, cujo tamanho não passa de 12,5 centímetros.
Boa parte das publicações de divulgação científica ou aquilo que costumam chamar de jornalismo científico brasileiro (e cada vez que eu leio isso tenho vontade de rir) se refere ao termo "fóssil vivo", quando falam de espécies que ainda vivem hoje, sem nenhum parente direto, mantendo as mesmas características genéticas de milhões de anos.
Uma das minhas preocupações em escrever um artigo é checar as referências, pesquisando o nome do cientista e a instituição onde ele trabalha. Passei a sempre colocar o link para a página pessoal do pesquisador e até já troquei twits com uma arqueóloga e e-mails com pesquisadores brasileiros, como
Todos nós sabemos que os malditos evolucionistas-darwinistas-ateístas estão errados e que Evolução é algo criado para nos desviar dos caminhos de Nosso Senhor. Infelizmente, esses evolucionistas são tão convincentes que convenceram até mesmo a Natureza. Em um relatório do CDC, o Centro de Controle de Doenças, de Atlanta, os números não são nada animadores, quando o índice de doenças que resistentes aos atuais antibióticos não para de crescer.
Tigres são lindos, maravilhosos e praticamente um Exterminador vivendo na selva. Aquela coisa foi feita para duas coisas: 1) Matar; 2) Devorar o que matou. Disso, todo mundo sabe, inclusive quem viu de perto, mas teve pouca chance de explicar às pessoas em maiores detalhes, já que fragmentos de ossos, músculos e demais tecidos não falam.
Uma das historinhas mais divertidas da Bíblia é quando Salomão apartou briga de lavadeiras que estavam indo nas vias de fato para saber de quem era o filho. O rei jogou um migué que ia cortar a criança ao meio e dar a metade para cada uma. Uma disse "tamos aí", enquanto que a outra (de cabelo cheio de laquê e com a cara cheia de maquiagem) diz que Jacó Caldero de Almeida Santiado devia ser entregue à outra. Salomão estufou o peito que nem pombo, afiou os bigodes e ajustou seu pince-nez dizendo "minha filha, o filho és teu". É uma história babaca, pois se fosse verdade, as duas continuariam a disputa e mãe de verdade lutaria até à morte. Assim são as mitologias.
A mulher no leito do hospital está em seus últimos momentos. Ela chega ao fim, totalmente anônima. É apenas mais uma mulher negra e ninguém dá bola para mais uma mulher negra enferma, pois estamos falando dos Estados Unidos na década de 1950. Mas aquela mulher será especial e todos os cientistas a conhecerão. Ela ajudará a milhões de pesquisas no mundo todo, terá participação ativa na descoberta de remédios, vacinas e até mesmo no programa espacial. Aquela mulher que dentro de poucos minutos encontrará os braços da morte será a responsável por muitos abraçarem a vida, pois suas células viveram por décadas e mais décadas, pois Henrietta Lacks não é nem foi um personagem de quadrinhos, mas suas células são imortais.
Este país é tão vergonhoso que pesquisa científica agora é feita literalmente com o pires na mão. Pessoas com brios e um tanto de vergonha jamais pedem dinheiro às pessoas para resolver seus problemas. Cientista quer porque quer saber das coisas e aí, amiguinho, o brio que se dane, dá essa grana aqui para que possamos trabalhar; como foi o caso de uma pesquisadora que pediu dinheiro pra galera para poder fazer sua pesquisa. O pior, digo, MELHOR é que conseguiu!
Estamos acostumados a pensar nos seres vivos de uma forma geral como animais e plantas. Quando muito, pensamos em vírus, bactérias e fungos, mas de uma maneira isolada, como se fôssemos entidades biológicas únicas, mas não é isso que acontece. Cada um de nós, seres vivos, é um verdadeiro viveiro abrigando toda sorte de "coisa".