Vamos direto ao ponto, pois detesto dourar pílulas: Seu cérebro é uma bosta e seus olhos, uma merda. Você pensa que eles são ótimos, mas isso é só porque você só tem eles. Se tivessem coisa melhor, trocariam na mesma hora. Alguns alegam que esses órgão são a prova definitiva de um projetista inteligente. Bem, se isso é o melhor que ele pode fazer, não estou minimamente impressionado.
Você tem todo direito de amar todos os seus órgãos, mas eu sou obrigado a dizer que eles funcionam muito mal. Uma prova disso é que nem um ponto preto você consegue enxergar direito.
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Megafauna é o nome dado aos grandes animais, normalmente mamíferos, que existiram bem depois dos dinossauros. Na verdade, a maioria dos dinossauros nem era gigante, só alguns. O terrível velociraptor era pouco maior que uma galinha gigante. Muitas espécies dessa megafauna se perderam para nunca mais voltar, mas sempre temos seus parentes mais próximos, normalmente, herbívoros, e é por isso que são chamados “megaherbívoros”. Esses animais nos contam muitas histórias, não só sobre si mesmos, como sobre plantas das quais se alimentavam e como isso afetou parte do clima das regiões onde moraram.
Bactérias são um sucesso evolutivo. Demandam poucos recursos, alta taxa de reprodução e mutação e são capazes de resistir às provas determinadas por Darwin. Se uma cai, sempre sobra uma mais forte, que se multiplicará rapidamente, formando novas colônias e prontas para lhe ajudar ou ferrar seu dia de vez.
Se você não mora numa ostra, sabe da descoberta de Proxima Centauri, uma estrela do tipo anã vermelha, que dista da Terra a ridícula distância de 4,22 anos-luz. A luz demora pouco mais de 4 anos para chegar até lá, o que é praticamente a mesma coisa que levantar do sofá e ir ajeitar o quadro pendurado na parede em frente, em termos astronômicos. Essa estrelinha que brilha, brilha, mas ninguém a vê por ser pequenininha, foi descoberta em 1915 por Robert Innes, sem a ajuda de um astrólogo, já que eles nunca conseguem perceber a ação de corpos celestes que não foram descobertos ainda.
Vamos ser honestos: larga maioria das pessoas não gostam de predadores no mundo animal. Costumam vê-los como seres ruins, vilões de desenho animado, criaturas maléficas que devoram bichinhos bonitinhos como o Bambi. Isso levou a uma caçada sem precedentes de lobos, pumas, leões etc. habitats foram destruídos e muitas dessas espécies “malvadinhas” correm risco de extinção.
As pessoas tendem a não perceber um problema, por mais diminuto que pareça. Um caso desses é o desaparecimento de abelhas melíferas, em que um estudo internacional demonstra que o número de colônias já caiu quase 12% em dezembro do ano passado. Entre março a julho de 2015, fez muito frio na Noruega, Escócia, Suécia, Dinamarca e Irlanda, com temperaturas médias variando entre 12,8 e 14,4 °C. Deve-se lembrar que nessa época, é primavera no hemisfério norte, ou seja, fez mais frio do que deveria, e Madrasta Natureza não está preocupada se seres vivem ou morrem.
Desde os primórdios, o Homo sapiens tem que lutar pela a sobrevivência, como qualquer ser vivo. Não somos predadores, somos macacos pelados com pouco mais de 20 mil anos. Não temos garras, não temos presas, não temos dentes afiados, não temos força muscular, não temos nada. Ursos, lobos, pumas, cobras… nós estamos à mercê da Natureza e só conseguimos dominá-la (muito mal) graças ao nosso intelecto, desenvolvendo tecnologia, como um machadão do mal feito de pedra.
Vamos ser honestos: combustíveis fósseis são uma droga, mas é o melhor que temos até agora. A densidade energética compensa os danos, já que as alternativas (que também são poluentes) apesar de serem mais baratas, nem sempre são mais eficientes. Fala-se muito em carros elétricos, o que é lindo se a eletricidade fosse produzida pelo bater de asas de fadinhas e transportada por crinas de unicórnios. O carro a álcool é excelente, apesar de não tão eficiente e mesmo assim causa problemas: emissão de CO2 , embora não tendo os problemas das outras emissões, o gás carbônico já ajuda a causar um belo problema em termos climáticos. 
Bactérias e vírus se estranham desde sempre. Entretanto, nenhuma bactéria anda na moda como os vírus do Zika e do Chikungunya, apesar de ter umas bem piores por aí. Enquanto estes vírus acabam com o dia das pessoas e o médico simplesmente diz que é “virose”, nossa melhor arma pode estar numa daquelas bactérias boazinhas, que podem nos ajudar a combater estes malvados.