Quebrando Ruim Brasil: Catou o celular e foi em cana por tráfico

Hoje é aquele dia religioso de meter a porrada em Jesus, descansar em casa e sofrer reprimendas porque comeu um bom bife (não necessariamente nesta ordem). Eu estava pronto para curtir o saboroso nada quando me vem a notícia de algo que aconteceu no primeiro de abril, que você juraria ser mentira, mas como eu conheço a estupidez das pessoas, tenho certeza que foi exatamente assim: mãe de mãos leves cata um celular e a cadeia de eventos leva a prisão de traficantes (a saber, o filho dela).

Curtindo a felicidade do feriado em casa enquanto outros estão em cana, esta é a sua SEXTA INSANA!

O caso aconteceu em Uberlândia, o que já me deixou surpreso por saber que tem gente morando lá… Ah, não. É varginha que só tem ET. Bem, que se dane, é tudo terreno do Rio de Janeiro que ainda não foi conquistado.

Ainda.

Uma senhora de 66 anos, aparentemente com os reflexos de uma preguiça dopada, resolveu que o celular de um médico de 78 anos, deixado no consultório, era “por engano” dela (aham!). Pegou ele (o celular, não o médico. Ou pegou o médico também, não entrarei nesses detalhes), levou pra casa, e o aparelho, claro, foi rastreado, já que o médico era displicente, mas não burro. Os Meganhas à Pururuca foram até a casa da tia, bateram à porta da residência no bairro Morada Nova. A boa senhora, com a cara mais lavada do Triângulo Mineiro, abriu a porta, admitiu o “engano” e ainda deixou os policiais entrarem.

Agora começa a parte realmente divertida.

Dentro da casa, os narizes dos meganhas, acostumados a apreciar o aroma de uns queijim, começaram a coçar com um cheiro familiar. Seguiram o rastro até os fundos e encontraram o que parecia um estúdio de YouTube para maconheiros: iluminação especial, ventilação profissional, ar-condicionado e uns 20 pés de maconha bem cuidados, plantados em vasos como se fossem orquídeas de madame.

Enquanto os policiais faziam o inventário do Jardim do Éden canábico, chega o filho, 38 anos, e faz o que todo criminoso brilhante faria: assume imediatamente que a plantação é dele. Detalhe poético: o rapaz já tinha sido preso pelo mesmo motivo em dezembro de 2025. Ou seja, nem seis meses se passaram e ele já estava de volta ao negócio… e à cadeia. Talento não se discute.

A mãe e o filho foram levados, a droga apreendida, o celular recuperado. Final feliz para a polícia, final de telenovela barata para a família.

Moral da história (porque toda tragédia brasileira precisa de uma): se você vai ser criminoso, pelo menos não seja burro a ponto de deixar a própria mãe te entregar de bandeja. E se for burro assim, pelo menos não plante a evidência no quintal de casa como se fosse manjericão para o macarrão.


Fonte: Itatiaia

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