Antecedendo as comemorações do Dia Internacional da Mulher, família mata moça pelo crime de querer ser mulher

Tik Tok é uma praga, eu sei e admito. Mas não é por causa disso que alguém iria matar uma dessas celebridades desta maldita plataforma. Uma dessas celebridades era Eman Sami Maghdid (notem o tempo verbal). Ela tinha até algumas boas ideias, mas parece que tinha o probleminha de ver a realidade, e essa realidade é morar no Curdistão. Eman teve a brilhante ideia de se converter ao cristianismo e adotar o nome “Maria”. O irmão dela não gostou nada desse negócio de liberdade individual e matou Eman a facadas dois dias antes do Dia Internacional da Mulher, se é que este tipo de data significa alguma coisa lá (aposto que não).

Dando graças a qualquer coisa bem longe da Religião da Paz™, esta é a sua SEXTA INSANA!

O irmão não matou Maria por ela ser ativa nas redes sociais, ter dezenas de milhares de seguidores e promover os direitos e liberdades das mulheres. Ela tinha sido forçada a se casar aos 12 anos, pois menininhas serem forças a se casarem pela própria família é normal. 4 anos depois O HORROR: ela se separou quatro anos depois.

Em domingo, 06/03, Maria perdeu a vida aos 20 anos. Ela se convertera ao Cristianismo e mudou seu nome, e é por este nome que eu a tratarei: Maria. Não que eu acredite em Jesus, mas ela acreditava. Era problema dela, mas na Religião da Paz™, isso é inadmissível, já que o próprio Corão manda passar infiéis a golpe de espada. Maria era ativista, o que juntou a fome da insânia com a vontade de cometer um assassinato.

Maria vinha usando seu nome cristão há algum tempo nas redes sociais e era muito popular entre muitos seguidores, mas o psicótico do irmão dela surtou e deu um fim à vida da moça, já que apostasia é um crime punido com a morte, mas na verdade é puro assassinato.

A família correu para esclarecer que eles não são preconceituosos com outras religiões. Eles até teriam amigos de outras religiões, mas provavelmente foram mortos também. O fato que levou os parentes a matá-la foi por um motivo mais justo: ela queria viver sozinha, ser livre. Eu até entendo que deve ter sido isso mesmo. Como assim uma mulher não ter um dono? Abeçurdo! A família criticou que aquela revolucionária não queria usar o véu islâmico, não queria seguir as tradições islâmicas e ainda se disse CRISTÃ? MAS COMO ASSIM?

O corpo de Maria foi encontrado jogado como lixo como todas as mulheres são tratadas lá, naquela bosta de lugar. Encontraram o corpo amarrado com fita, jogado no acostamento, com muitas facadas. Mas você não viu os órgãos de defesa da mulher aqui falarem um “a”. Nem poderia. Eles defendem os Camelinhos de Alá. Para eles, errado é Israel, o único país do Oriente Médio que tem parada gay, mulheres tem o máximo de liberdade e aborto é permitido por lei, sem ressalvas. Curiosamente, as pautas do pessoal que prefere tanto os Camelinhos de Alá, que tratam mulheres feito lixo e atiram gays amarrados do alto de um prédio para morrerem da pior forma possível. Assim é a vida.

Descanse em paz, Maria Eman Sami Maghdid. Que seu deus a guarde no Reino dos Justos, já que não a protegeu em vida. Que você tenha a recompensa que acreditava, e que os seus assassinos sejam punidos segundo a sua crença, apesar que esta crença selvagem foi a responsável por você ter sido morta.


Fonte: Asia News.

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