Analisando séries e filmes de super-heróis XI

CW: A EBAL televisiva

Eu já falei que cresci lendo os gibis da EBAL. Uma época de ver gente com cueca por cima das calças combatendo o crime, lutando contra ETs malignos e qualquer coisa maléfica. Sem grandes elucubrações filosóficas. Ver gente com roupa coloridona ao estilo Jack Kirby. Uma coisa que a Marvel nunca conseguiu entregar foi uma série decente, ainda mais depois do o Feige chegou no comando. Feige ODEIA TV e muito a contragosto viu o sucesso de Agents of SHIELD. A série da Agente Carter foi excelente, mas foi cancelada. As pessoas não queriam vê-la, queriam o Capitão Pinguim, mas ele tinha entrado numa fria. Sim, é uma piada merda, mas é a MINHA piada merda, e é melhor do que qualquer uma que você faça.

Já a CW pensa diferente. CW é um empreendimento conjunto entre a CBS e a Warner Media. Com isso, fica à disposição dela todo o plantel de personagens da DC. Warner sempre teve séries de super-heróis e não muito longe no passado, tinha lançado Birds of Prey (2002 a 2003) e Smallville (2001 a 2011). CW emplacou no ano seguinte a série Arrow, cujo personagem central é o Arqueiro Verde. O Arqueiro sai matando um monte de bandido fidamãe e segue a fórmula de um policial em seu encalço.

O retorno foi ótimo, e o pessoal queria mais. A CW não é uma cuzona com aquela palhaçada de cavalos mais rápidos. Deu pra galera o que a galera queria: mais super-heróis. Em 2014, foi apresentado o Flash, com o Grant Gustin. Pronto, aventuras de super-heróis agindo feito super-heróis, com super-vilões fazendo o que um super-vilão sempre faz: super-vilanias. Claro, reclamaram (quando não reclamam) dos VFX pobres em relação aos filmes cinematográficos. Mas queriam o que? Gastar o mesmo que Guerra Infinita por episódio? Mermão, quem se importa com VFX quando aparece o Rei-Tubarão

E não só ele. Também tivemos o Gorila Grodd

Eu acho que estou tendo um deja vu

Em 2015, a CBS lança a série da Supergirl. Eu achei… estranho. CBS é emissora de velho, daqueles de camisa de flanela, bermuda até o joelho e meião. Acho que a neta de um dos diretores pediu uma série de menininha. O véio não quis dizer não e mandou os roteiristas se virarem. Novamente, um bando de idiotas reclamou porque… série de meninas.

Sim, cacete… E DAÍ? Um dos desenhos que eu adoro atualmente é o maravilhoso DC Superhero Girls. Sim, um desenho pra meninas que estão descobrindo super-heróis e, melhor ainda, super-heroínas. Eu ADORO este desenho, principalmente quando a Supergirl é arrastada pela orelha por uma amazona e… bem, ela se lembra quem é:

No final do ano de 2016, a série da Supergirl ia ser cancelada. Os fãs encheram tanto o saco que a CW adquiriu os direitos e passou a produzir e transmitir a série, mas terminou em 2020 porque foi cancelada. Um dos motivos foi a baixa audiência. Parecia que a série estava mais interessada em dar lição de moral no espectador ao invés de ser aquilo que sempre foi: uma série de alguém de botas reluzentes e capa, lutando contra o mal.

Outras séries apareceram como Batwoman (que teve sua estrela principal substituída) e o fabuloso Lendas do Amanhã. Séries de super-heróis feitas para quem gosta de super-heróis. Eu não quero saber se a nave não é realista. Guess what: nenhuma nave que viaja no tempo é realista porque… TCHARAAAAAAAAAAAAAAAAAN, não existem naves que viajam no tempo, seus idiotas!

CW criou várias séries, com vários heróis. Gostou tanto da experiência que fez vários crossovers, reunindo os personagens de diversas séries, terminando no maravilhoso Crise nas Infinitas Terras, buscando legados de antigos filmes, antigos atores, os mesmos heróis. É como Vingadores Guerra Infinita e Ultimato? Não, nem queriam ser. Eles queriam agradar ao seu público e conseguiram. Eu fiquei hiperfeliz de poder ter visto meus heróis lutando contra o Anti-Monitor; e o Flash salvando a todos, emocionando-nos e nos fazendo vibrar com a vitória.

Porque isso é entretenimento, é diversão. Se você não quer se divertir, bem, seu psiquiatra aprecia muito o dinheiro que você deixa com ele enquanto não dá jeito nestas suas manias de ver defeitos em tudo.

Warner, muito chegada em séries de heróis, ainda criou em seu canal outras séries com outros heróis…


Ou nem tão heróis assim
.

Já Titãs mostra-se uma série mais adulta, mas hoje não estamos falando de algo como graphic novels. Estamos falando dos velhos gibis que comprávamos economizando moedinhas, correndo pro jornaleiro para saber como o Super-Homem escapará de uma garra mortal, provavelmente com um super-porradão, mas não importa. O que importa é ler seus pensamentos e ver ele dar o super-porradão.

Porque, no final, o mundo é sério demais. Tem horas que a gente só quer alguém que nos salve e salve o mundo… pelo menos, em 40 minutos num episódio de uma série televisiva. O mundo pode voltar a ser o que era depois, mas aquele momento de catarse é só nosso, pois tudo e todos estão a salvo e podemos respirar aliviados, para depois irmos nas redes sociais falarmos de séries que não gostamos, colocando defeitos que não existem. Mas estes são poucos. Fãs mesmo curtem e mantém todos esses heróis vivos, como têm mantido há décadas, fazendo seus nomes irem para o alto e avante!

2 comentários em “Analisando séries e filmes de super-heróis XI

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