Guedelon ou projeto “Meu Castelo, Minha Vida”

A vida na Idade Média era uma maravilha, mas só se você fosse nobre, ricaço ou do clero, que seria nobre e ricaço automaticamente. Se você era peão, ferrou, já era, se deu mal, otário. Pessoal curte Idade Média por causa dos castelos, o que, convenhamos, é algo realmente muito maneiro. Eu também queria ter um castelo., daqueles bem fortificados e inexpugnáveis, como é o Vaticano. Pode ser um desses castelos ingleses ou franceses, mesmo. Ainda tem muitos por aí.

Quem deu uma sorte de comprar um terreno com um castelo em ruínas foi Michel Guyot. Tava lá o castelo e ele pensou uma coisa maluca: “E se eu juntar um monte de cabeças e reconstruir o castelo usando técnicas e ferramentas do século XIII?”. Era uma ideia absurda e insana, mas Michel não sabia disso. Por isso, começou o projeto da construção de Guedelon.

A compra do terreno foi efetivada em 1979, com Guyot comprando as ruínas do Château de Saint-Fargeau e começou a restaurá-lo com dinheiro levantado no local. No final de 1995, um estudo realizado pela equipe de Guyot revelou as fundações medievais do que seria um outro castelo que iria ser construído. Assim, ele teve a ideia de construir um castelo totalmente do zero… ou quase do zero, já que aproveitaria aquelas fundações. 

Guyot começou a reunir fundos e especialistas e a abrir negociações com o governo francês para construir um novo castelo. Em 1997, Guyot levantou 400.000 euros junto à União Europeia, governos locais e centrais da França e entidades comerciais, obtendo permissão para construção foi dada pela comuna de Treigny em 25 de julho de 1997. A ideia era que a construção demorasse 25 anos, mas a data teve que ser reagendada para 2030.

Guedelon está sendo construído por carpinteiros, ferreiros, artesãos, pedreiros, artesãos, jardineiros, pastores e construtores em geral usando ferramentas feitas no local, empregando técnicas que não diferem em nada do que nossos antepassados medievais usavam. A cada parte da obra, aprendem mais, principalmente quando examinam as antigas casas e igrejas da vizinhança, num imenso projeto de arqueologia experimental.

Eles têm um canal no You Tube, óbvio.

Projetos como esse têm muito a nos ensinar. Nos ensina história, nos ensina sobre o dia a dia da população comum. Nos ensina como viemos parar aqui, sem ter essas frescuras de gente que fica sentada em sua poltrona pensando qualquer bobagem. Guedelon é a História tomando vida.

E sim, está aberta para visitação. Apenas 10 euros o ingresso e ainda vende uns souvenirs, o que parece pouco mas é com esse dinheiro que eles se mantém, sem precisar de grana externa. Outras informações no próprio site deles

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