Cientistas voyeurs fuxicam peladezas de planeta desinibido

A todo momento aparece um exoplaneta dando sopa por aí. É ótimo saber sobre novos mundos e a moderna tecnologia observacional nos diz até do que o planeta é compostos em sua superfície e atmosfera. Mas e quanto ao que tem dentro dele? Sim, porque olhando a Terra de cima, mesmo que de pertinho, não dá pra se ter ideia das suas camadas internas.

CALMA! Sua curiosidade será saciada. O núcleo sobrevivente de um gigante gasoso foi descoberto orbitando uma estrela distante. Um verdadeiro nude de planeta, com um monte de voyeurs interessados.

O dr. David Armstrong é pesquisador do Departamento de Física da Universidade de Warwick, além de trabalhar na detecção e caracterização de exoplanetas com os dados da missão TESS – Transiting Exoplanet Survey Satellite (Satélite de pesquisa em trânsito de exoplanetas). O Braço Marombado e seu pessoal acreditam que seja a primeira vez que o núcleo exposto de um planeta foi observado.

O referido núcleo é bem grandinho, do mesmo tamanho de Netuno. A especulação é que seja um gigante gasoso que despojado de sua atmosfera ou que não conseguiu formar uma durante a sua formação.

Este trambolhão pelado foi apelidado TOI 849 b, e orbita uma estrela como o nosso Sol, estando cerca de aproximadamente 730 anos-luz daqui. É bem longinho, não? Logo ali na esquina em termos de Via Láctea. Agora, dá para ficar espiando desavergonhadamente as peladezas do planeta.

A orbita do peladão é tão perto de sua estrela que um ano dura apenas 18 horas, com uma velocidade quase equiparável a uma Uno com escada disputando corrida com o 474 no Aterro do Flamengo. Não é de se admirar que a temperatura da superfície do Planepelado é de 1800 kelvins.

O sinal de trânsito foi confirmado e refinado usando observações com dez telescópios da Pesquisa de Trânsito de Próxima Geração (NGTS), com base nos dados do Observatório Europeu do Sul no Chile, de onde o Brasil fora gloriosamente expulso por ser caloteiro.

Braço Marombado e eu pessoal determinaram que apesar do seu diâmetro ser cerca do tamanho de Netuno, sua massa é 2-3 vezes maior que Netuno, com todo material muito mais compactado, acarretando num planeta mais denso.

A pesquisa foi publicada na Nature e daí por diante será a parte divertida de entender melhor o que rola por dentro dos planetas bem longe da gente.

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