Mimizentos criam regrinhas para o carnaval. Foliões mandaram a Cláudia sentar lá

Começou o carnaval, e existem dois tipos de pessoas: os infelizes, toscos, fracassados, antissociais e misantropos e aqueles que não estão lendo este artigo e muito menos escrevendo artigos para blogs. Em tempos politicamente insanos, não se pode mais sair pro carnaval antes de saber as regras. O problema que brasileiro não lê nem manual de instruções da TV, quanto mais manuais de conduta.

Em Belo Horizonte, o Conselho Municipal de Igualdade Racial, um órgão ligado à Prefeitura, divulgou uma cartilhinha com recomendações aos foliões. Uma delas é que se vestir de índio é feio, magoa e deixa o Papa Capim triste. Vocês já podem imaginar o que aconteceu.

Sim, isso mesmo: os que não sabiam, não deram pela coisa. Os que sabiam, cagaram e andaram e foram pular carnaval vestidos de índio. Enquanto isso, índios não estão se importando, mas tem gente reclamando, como uma pseudoindia que teve ataquinho de pelanca “buááá, o zé ali está com o cocar do meu povo. Buáááá.

A índia:


Ela está com os óculos escuros do meu povo. Buáááá


Uma típica roupa pataxó

Será que usar roupa de homem branco é apropriação cultural? Deveria. Aliás, o pessoal começou a apontar isso. A índia trancou o Instagram e mandou:


Aquela força da Aldeia da Faria Lima.

Não, minha filha. Não precisa ser bolsominion para te pegar sendo índia só quando interessa, banca a tristinha por causa de um tio com cocar, mas faz vista grossa pra Alessandra Negrini, que jogou migué que estava em defesa dos índios, quando só estava com fantasia para aguçar fantasias.

Enquanto isso, o que diz o cacique Raoni? Bem, Raoni, aquele branco europeu piroco opressor dá a maior força, já que, segundo ele, se índios usam roupas de homens brancos, por que o branco não poderia se fantasiar de índio? Já devem ter um bando de aborrecente cancelando o Raoni, e o beiçudo está muito preocupado com isso.

Mas, afinal, qual o problema de se fantasiar de índio?

Na verdade, nenhum, mas o pessoal ofendido profissional acha errado. Sabe o que os foliões acham? Bem, ninguém se importa, na mesma medida que o Vaticano está pouco se fodendo se você vai sair no Bloco das Carmelitas. Tudo bem que temos que Rei Momo tem que ser magro, mas aí vão alegar gordofobia e outras fobias.

No final, é um bando de frescos loucos por um biscoito, de uma forma de ganhar atenção e like. O tipo de coisa que poderia ser resolvido com um antidepressivo e um tapão no pé da orelha.

Eu me ofereço para fornecer o segundo, se for o caso.

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