Cobra mergulhadora “respira” debaixo d’água para ser assassina mais eficiente

Vocês já devem ter visto a notícia da serpente da banda azul que respira pelo alto da cabeça, certo? Bem, se não leu nada disso, não se preocupe, pois está apenas meio certo (e tudo que está meio certo está meio errado também!). De qualquer forma, o que foi descoberto é que a Hydrophis cyanocinctus, uma cobra marinha venenosa a dar com pau, tem um sistema de vasos complexo no alto do cocuruto da cabeça (cocuruto é qualquer coisa mais elevada, não apenas a cabeça).

O dr. Alessandro Palci é um cientista que fala cobras e lagartos sobre répteis. Ele é pesquisador do Departamento de Ciências Biológicas da Universidade Flinders, na Austrália. Então, Palci resolveu dar uma olha na cabeça da cobra e descobriu que lá é bem vermelhinho graças à irrigação sanguínea. Não apenas isso, essa vascularização é responsável por retirar oxigênio da água e absorvê-lo na corrente sanguínea, facilitando o transporte até o cérebro, que já tá ali perto, mesmo.

Durante a submersão, a H. cyanocinctus aproveita-se de uma rede vascular cefálica modificada capaz de fornecer a essa lindeza peçonhenta um suprimento complementar de oxigênio. Não, ela não depende só disso, mesmo porque, ela é uma cobra e não um peixe, nem está interessada em seu límpido aquário mergulhar, por ser uma cobra mesmo, e não uma metáfora.

A H. cyanocinctus é uma desgracenta altamente venenosa, e vive em águas tropicais do sudeste da Ásia, encontradas principalmente em recifes de coral e em águas quentes do litoral. Estes servos de Nosso Senhor Satã não são totalmente aquáticos, pois precisam subir à tona para respirar qualquer hora dessas, mas a rede vascular é uma mão-na-roda para ficarem mais tempo embaixo d’água.

Não, esta rede vascular não é a mesma coisa que guelras (ou brânquias), como dos peixes, mas nem por isso deixa de funcionar de forma semelhante, numa espécie de evolução convergente, em que duas espécies diferentes possuem algum ponto evolutivo em comum, como por exemplo tubarões e golfinhos terem a mesma morfologia externa, sendo que um é um peixe e o outro um mamífero.

Tá querendo saber mais, né? A pesquisa foi publicada no periódico Royal Society Open Science

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