Impeça gaivotas de roubarem a sua comida: fique de olho nelas

E dando voltas pelos caminhos e Nosso Senhor Hades, deparo-me com algo que fatalmente concorrerá ao prêmio IgNobel. Este prêmio premia (Irc! Construção bosta! Mas vai essa, mesmo) pesquisas sérias, porém inusitadas. Inúteis? Talvez, mas nem por isso deixou de seguir rigor científico (diferente de você, Tedson!).

Pense que você está calmamente comendo um lanchinho perto do cais. Aí chega aquele monte de gaivotas, doidas para filar o seu lanche. Você iria fazer o que? Gritar “xê”? Sair de perto? Usar um lança-chamas (o mais divertido até agora)? Nada disso. Segundo uma pesquisa, basta você ficar encarando a gaivota.

A drª Madeleine Goumas é pesquisadora da Universidade de Exeter, apesar que a página pessoal dela estar mais que desatualizada. Gumas se interessou em estudar gaivotas e o comportamento delas com seres humanos. Motivo: gaivotas adoram petiscos que seres humanos também adoram.

Não sei por que motivo Goumas resolveu fazer experimentos. Tédio, talvez? Vai saber! O que acontece que ela resolveu dar uma de Leônidas e colocou 19 gaivotas em cidades litorâneas da Cornualha sob teste. Um dos colaboradores (o estagiário, óbvio!) colocou um saco de batatas fritas no chão e se agachou atrás dele, a cerca de um metro e meio de distância. Quando uma gaivota se aproximou das lindas e saborosas batatinhas, o estagiário acionou um cronômetro e olhou para a gaivota ou olhou em outra direção.

Sim, a tarefa do prego era ficar encarando uma gaivota. O que não se faz para ganhar pontos extras e créditos na disciplina?

Quando estavam sendo observadas, apenas 26% das gaivotas bicavam as batatas. As que estavam sendo observadas, demoraram cerca de 20 segundos a mais para fazê-lo, isso quando efetivamente bicavam ao invés de ficar encarando de volta, mesmerizadas. Motivo para isso? Não se sabe. Eu nem sabia que se podia hipnotizar gaivotas!

Então, FikaDika: Quando você estiver próximo ao cais, sente-se de costas para uma parede, de forma a não ser surpreendido por trás (o sentido fica ao seu critério) e assim que uma gaivota aparecer, dê aquela olhada de Clint Eastwood pra ela. E se você quiser saber mais, aproveita que a pesquisa publicada na Biology Letters está aberta.

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