Quem fuma maconha tem probleminhas com o esperma

Muitos países estão descriminalizando a maconha, principalmente para uso medicinal. Claro, a maior parte das vezes não é maconha, maconha. O que se libera são os canabinóides, entre eles o famoso tetrahidrocanabinol, mais famoso ainda pela suia sigla: THC. Ok, beleza. O que pesquisadores querem saber é “tá, adolescentes e grávidas podem usar o THC. Mas o que acontece em seguida?

Bem, o que acontece é que, segundo uma pesquisa recente, o THC pode afetar espermatozoides e, possivelmente, as crianças que eles concebem durante os períodos em que estiveram usando a droga. Na versão TL;DR: vai dar ruim pra você e seus descendentes.

O dr. Scott Kollins é professor da Faculdade de Psiquiatria e Ciências Comportamentais na Universidade Duke. Sua pesquisa envolve psicofarmacologia e interseção de TDAH e abuso de substâncias, particularmente o tabagismo e já tinha estudado os efeitos da fumaça do tabaco, pesticidas, retardadores de chamas e até mesmo a obesidade sobre espermatozoides, causando mudanças neles. Agora, a pesquisa atual mostra que o THC também afeta a epigenética, provocando mudanças estruturais e regulatórias no DNA dos espermatozoides.

Herança epigenética é a características de organismos vivos estáveis durante as diversas divisões celulares que não envolvem mudanças na sequência de DNA, embora a informação genética acabe sendo modificada por meio de modificações de cromatina e DNA. Por “mudança no DNA” estamos falando de estrutura, não de sequenciamento genético. Ainda assim, faz uma enorme diferença.

Kollins e seus colaboradores efetuaram experimentos em ratos e um estudo com 24 homens Homo sapiens. O que os pesquisadores descobriram foi que o THC parece ter como alvo genes em duas principais vias celulares e altera a metilação do DNA, um processo essencial para o desenvolvimento normal. Por que o THC causou estas mudanças? Ninguém sabe ao certo. O que futuramente isso vai causar? Ninguém sabe ainda. O que se sabe é que, sim, o uso da maconha afeta os espermatozoides. Sim, o uso da maconha dá uma mexida no DNA das celulinhas reprodutivas.

A pesquisa do dr. Kollins definiu usuários regulares como aqueles que fumaram maconha pelo menos semanalmente nos seis meses anteriores. Seus espermatozoides foram comparados com aqueles que não usaram maconha nos últimos seis meses e não mais do que 10 vezes em suas vidas. O resultado da comparação mostrou que quanto maior a concentração de THC na urina dos homens, mais pronunciadas foram as alterações genéticas em seus espermatozoides.

Pesquisas anteriores tinham estipulado que os usuários do jererê tinham concentrações de espermatozoides inferiores aos não-usuários. A pesquisa da equipe do dr. Kollins comprovou isso. Ou seja, amigo maconheiro, você não só vai morrer até o natal, como seu esperma é aguado.

A pesquisa foi publicada no periódico Epigenetics

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