Bactérias encontradas na ISS não deveriam estar lá. O que pode dar errado?

Pastor mete o louco e aparece "voando" na pregação
Pediatras colocam cabeça na boca e esperam ela sair (cabeça de Lego!)

Você pode pensar que o ambiente hostil do Espaço não abrigaria formas de vida de qualquer forma. Pros próprios astronautas estarem lá já é um problema. Então, é pouco provável que não haja microorganismos, certo? Bem, se você pensou nisso, você é um idiota, já que quanto mais simples o organismo, maior será a chance dele sobreviver em qualquer lugar. Que o diga extremófilos na beira de um vulcão submarino.

Foram identificadas algumas cepas da bactéria Enterobacter, dando um rolé na Estação Espacial Internacional (ISS). Não é que essa bactéria fará algum mal, mas o problema é que ela não deveria estar ali.

O dr. Kasthuri Venkateswaran é pesquisador sênior do Grupo de Proteção Planetária e do Departamento de Biotecnologia do Laboratório de Propulsão, o JPL de Pasadena. Ele se interessou pelas bactérias encontradas na ISS. Nãoque sejam patogênicas, mas entender como elas estão lá e conseguem sobreviver de boas é algo alarmante para quando der alguma contaminação com uma bactéria boladona.

Venkateswaran e seu pessoal investigaram cinco linhagens de Enterobacter que foram isoladas no banheiro e na plataforma de exercícios na ISS em março de 2015 (sim, tem esse tempo todo. Nem sempre as peswquisas são rapidinhas), como parte de um esforço mais amplo para caracterizar as comunidades bacterianas que vivem em superfícies dentro da ISS. Para identificar as espécies de Enterobacter coletadas no ISS e para mostrar em detalhes a composição genética das cepas individuais, os pesquisadores compararam as cepas do ISS a todos os genomas disponíveis publicamente de 1.291 cepas de Enterobacter coletadas na Terra.

Para estudar quais espécies de bactérias estavam presentes na ISS, Venkateswaran botou os estagiários para fazer testes por vários métodos de forma a caracterizar os genomas daqueles seres inferiores (as bactérias, não os estagiários). Os genomas das cinco cepas de Enterobacter da ISS eram geneticamente mais semelhantes às de três cepas recentemente encontradas na Terra, pertencentes a uma espécie da bactéria, chamada Enterobacter bugandensis, que causou doença em recém-nascidos, que foram internados em três hospitais diferentes (no leste da África, estado de Washington e Colorado).

A comparação dos genomas das cinco cepas de ISS com as três cepas clínicas da Terra permitiu que os autores entendessem melhor se as cepas do ISS apresentavam características de resistência antimicrobiana, se tivessem perfis de genes semelhantes àqueles encontrados em bactérias resistentes a múltiplas drogas conhecidas, bem como identificar genes relacionados à sua capacidade de causar doenças.

DESSA VEZ, as bactérias não eram patogênicas, mas ninguém é criança de achar que será sempre assim. Convém MUITO saber qual a possibilidade de infecção de umas desgracentas como essas.

A pesquisa foi publicada no periódico BMC Microbiology e você poderá ler digrátis

Pastor mete o louco e aparece "voando" na pregação
Pediatras colocam cabeça na boca e esperam ela sair (cabeça de Lego!)

Sobre André Carvalho

και γνωσεσθε την αληθειαν και η αληθεια ελευθερωσει υμας

Quer opinar? Ótimo! Mas leia primeiro a nossa Polí­tica de Comentários, para não reclamar depois. Todos os comentários necessitam aprovação para aparecerem. Não gostou? Só lamento!