A civilização moderna não diminuiu a violência, mostra estudo óbvio de antropólogo óbvio.

Eu adoro o puro lampejo do óbvio. Principalmente no tocante ao pessoal de Humanas™, que quando não está sorvendo jirombas por aí, está indo em orgias gay. Isso, em outros países, parece não ser muito diferente. Enquanto não ficam dando vazão às suas taras, pessoal da Antropologia parece se especializar no óbvio, como a pesquisa que diz que a civilização moderna não deixou de ser violenta.

Thank you, Cap’n! That’s your SEXTA INSANA!

A doutora Dean Falk é professora de Antropologia da Universidade Estadual da Flórida, e o dr. Charles Hildebolt, que além de ter nome empolado like a sir ainda é professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington em St. Louis , argumentam que, embora as sociedades modernas tenham um número maior de soldados que morrem em combate, eles representam uma porcentagem menor da população total.

Sabe o que isso significa? Eu não sei. Mas eles encheram tanto a boca para falar isso que deve significar algo, pois não? Tipo: países maiores não tem tantos soldados assim, embora sejam combatentes e… tá. E daí? Daí, não sei. É coisa de Humanas. Não tenta entender, é só para ter paper, mesmo.

Ainda de acordo com a pesquisa, viver em uma sociedade grande e organizada pode aumentar a probabilidade de sobreviver a uma guerra. PUXA! Quer dizer que se eu mandar um destacamento do Exército Brasileiro invadir uma tribo no Xingu, a indiazada lá será aniquilada? COMO EU NUNCA SOUBE DISSO ANTES?

Falk e Hilderbolt ficaram perplexos por sociedades pequenas não serem beligerantes. É praticamente todo mundo irmão, bando de idiotas. Vai criar um exército bem treinado para que? A população da Suécia é de quase 10 milhões de habitantes. Da Finlândia é 5 mil. A população da CIDADE do Rio é de 7 milhões de habitantes. O BOPE toma estes dois países tranquilamente. E se juntar com a ROTA de São Paulo (cuja capital tem 14 milhões de habitantes), dá para catar mais uns 5 países do leste europeu.

Falk, a Capitã Marvel Óbvia diz ainda que os resultados desafiam a ideia tola e que só existe na mente tacanha dos pesquisadores de escrivaninha que, à medida que as nações e as sociedades modernas se desenvolvem, há uma redução na violência e nas mortes de guerra. Se esta MULA soubesse estatística, saberia que com uma população crescente, a probabilidade de aparecer, sei lká, criminosos é muito maior. Por isso, administrar países pequenos é bem mais fácil, ainda mais os mais antigos que já contam com estabilidade social. Quando se tem países maiores, menos homogêneos em termos de culturas e etnias, a probabilidade de vagabundo sair na porrada é muito maior. Morando em Tuvalu, a chance de ter uma vida com alta criminalidade e violência urbana é menor que… bem, que todo mundo.

Ah, mas e os países pequenos na África?

Como eu falei, quando você vive num paisinho pequeno e homogêneo, está tranquilo. O problema da África é a imensa variedade étnica, com zilhões de tribos que são inimigas há séculos, talvez milênios. Não podia dar boa coisa. Daí muitos países acabam tendo sua população migrando para outros países, construindo nações maiores e diversificadas em termos de etnia. Como ninguém quer ir para o Pólo Norte, ser esquimó é facílimo e a probabilidade de ter alguma chusma com o vizinho é praticamente nula, ainda mais que o vizinho mais próximo está há muitos quilômetros dali, em algum iceberg que se desprendeu e saiu navegando pros mares do sul ou coisa que o valha

Valeu, pessoal. Obrigado por mostrarem para que serve Antropologia: falar o óbvio. Na semana que vem saberemos outra função de antropólogos além de dizer que Antropologia é importante, formando professores de Antropologia, os quais dirão que Antropologia é importante, já que forma professores de Antropologia, os quais dirão que Antropologia…

A “pesquisa” foi publicada no periódico Current Anthropology

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