Rótulos dão balão em consumidor apresentando alimento saudável quando não é

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Todo mundo minimamente esperto sabe que marketing existe para lhe passar a perna e fazer você comprar o que não quer ou precisa. Ainda mais no caso de alimentos industrializados. Já começa que comida industrializada não é lá essas coisas, mas ninguém aqui tem canteirinho com horta e galinhas criadas no quintal de casa. Aí, a indústria reforça o apelo colocando no rótulo que este o aquele alimento tem 0% de açúcar e 0% de gordura. Ah, sim e nada de sódio, também. Será que estes alimentos possuem qualidade nutricional?

Resposta curta: não. Mas por que?

A drª Lindsey Smith Taillie é professora-assistente do Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública Mundial, na Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill. Ela pesquisou esta pouca vergonha colocarem nos rótulos baixa concentração de certas coisas como se isso fizesse o alimento mais saudável, quando raramente refletem a qualidade nutricional dos respectivos alimentos.

O trabalho da drª Taillie mostra como os departamentos reguladores dos Estados Unidos consideram saudável um alimento baseado em como sua rotulagem é apresentada, e os manés caem na conversa mole dos fabricantes. No Brasil, que tem uma das melhores agências de vigilância sanitária do mundo (sim, isso mesmo que você leu), tal coisa também engana, pois é difícil definir o que é alimento saudável. O consumidor é mané por natureza e vai comprar qualquer coisa com menos sódio porque… bem, falaram que sódio é ruim, então só quero algo sem sódio!

De acordo com Lindsay, em muitos casos, os alimentos que contêm baixo teor de açúcar, baixo teor de gordura ou baixa concentração sal tinham um pior perfil nutricional do que aqueles sem alegações. Isso sem falar na safadeza que alguns produtos reduzem o teor de uma coisa e capricha no outro. Não raro termos comidinha com baixo teor de açúcar mas com sódio excessivo, e tá de boas. É vendido como mais saudável e as pessoas acreditam. Parte disso por não terem prestado atenção nos professores e não terem o hábito de ler rotulo, ou se ler não entende.

Lindsay e seus colaboradores viram que nem só a alegação do rótulo algumas vezes era fraudulenta (não apresentando o “baixo de teor de gordura prometido), como as pessoas eram mais propensas em comprar marcas que exibissem rótulos assim. Em resumo: as empresas são safadas e o povão é burro.

Além disso, havia também uma conexão entre o status socioeconômico e as compras de alimentos. Os pesquisadores descobriram que os lares de alto e médio nível de renda eram mais propensos a comprar alimentos e bebidas com alegações de baixo teor, o que é facilmente explicável quando entendemos que estes alimentos são mais caros e pobre não pode se dar ao luxo de gastar demais só por causa de um rótulo.

A pesquisa foi publicada no periódico Journal of the Academy of Nutrition and Dietetics e pelo visto, a única maneira de ter alimentação saudável, só virando caçador-coletor

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Sobre André Carvalho

και γνωσεσθε την αληθειαν και η αληθεια ελευθερωσει υμας

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  • Narciso

    100 mil reais! microscópios,…material de laboratório,…financiamento de congressos,…. mulheres….e homens pra trabalharem como estagiários.