Químicos descozinham ovos para curar o câncer

Químicos somos mal compreendidos. Acham que somos loucos e prontos para fazer coisas estranhas nos laboratórios. Todo mundo odeia os químicos. Até o Chris odeia os químicos. Mas nós é que conduzimos o mundo às inovações. Por exemplo, um grupo de químicos descobriu uma forma de "descozinhar" ovos. Maluquice, não é? Inutilidade, certo? Gasto de verba à toa, não é? Então, tenho umas coisinhas  para lhe dizer.

O dr. Gregory Weiss, professor Química e Bioquímica da Universidade da California, mas ele não é daqueles manés que perde tempo lendo livro que ensina como divulgar ciência, explicando que dá pra colocar vídeos no YouTube. Ele e seus colaboradores descobriram uma maneira de "descozinhar" ovos. Maluquice, não? Não, não é.

Essa pesquisa, apesar de você achar que é gasto de dinheiro à toa, com tanta criancinha passando fome, faz sentido. O artigo descreve um dispositivo para "puxar" fora as proteínas emaranhados e permitindo-lhes que se redobrem.

Da fuck did I just read?

Você sabe que proteínas são feitas de aminoácidos, certo? Quanto maior fica a proteína, ela vai dando "voltinhas" em torno de si mesma, ficando emaranhadas. Dependendo desse emaranhamento, seu cabelo pode ser mais liso ou mais encaracolado, até virar um pixaim horroroso. Quando você cozinha um ovo, a clara (que é basicamente albumina, uma proteína), se desnatura. Ela deixa de ser o que é. Quando Weiss e seus cozinheiros colaboradores "desozinham" um ovo, ele quer dizer que refez as estruturas originais das proteínas desnaturadas.

Para recriar a proteína lisozima, depois de fervida, cozida e pronta para serem servidas, Weiss Fu… empregou substâncias à base de ureia para processar o material e liquefazer a substância endurecida, atuando em nível molecular. Depois, vai parar no que eu posso definir como um liquidificador que emprega microfluidos, de forma a agir na molécula da proteína, restaurando-a do jeito que era, com todas as suas estruturas.

Não, gente, a saber, o ovo não está descozido, pois não foi cozido. Foi uma forma do pesquisador falar de forma que o povão pudesse entender. A pesquisa foi publicada no períódico ChemBioChem.

Para vocês, é apenas um ovo cru, de novo. Para a Ciência, isso é uma arma contra casos em que a ação de algumas proteínas em bactérias muitas vezes resulta em proteínas insolúveis e deformadas. Desde infecções até câncer, aqui tempos a chance de ter novos tratamentos médicos.

E tudo começa fervendo água com um ovo de galinha dentro!

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