Das algas ao combustível em menos de 1 hora

Em 1979, estreou um seriado chamado Salvage 1 (em português ficou como Operação Resgate). O seriado – que só teve 20 episódios – era sobre um dono de ferro-velho que teve a magnífica ideia de construir um foguete e mandá-lo à Lua para recolher o lixo espacial de lá, trazê-lo para a Terra e vendê-lo. Para isso, ele contratou um ex-astronauta e uma cientista especializada em combustíveis.

Em um dos episódios, havia um imenso problema de combustíveis e a cientista meio que inventou um meio de produzir petróleo para extrair de poços esgotados. Na época, isso era ficção, mas os engenheiros de hoje estão acelerando o que a Natureza demorou milhões de anos: transformar algas em óleo cru.

O óleo cru é, digamos assim, a parte mais líquida do petróleo. É uma mistura de hidrocarbonetos com cadeia longa o suficiente para serem líquidos à temperatura ambiente. Há ainda os hidrocarbonetos de cadeias curtas – como o metano, por exemplo – que são gasosas e de cadeia bem longa que darão origem a graxas, asfalto etc.

O metano, o famoso “gás natural” não nos interessa muito neste artigo, e também não estamos falando de besuntar nada; logo, graxas estão de fora. Boas informações sobre o petróleo podem ser encontradas nesta página do Instituto de Química de São Carlos, enquanto a Internet da década de 1990 pediu o design de volta.

O dr. Douglas Elliot é um homem abençoado pelos deuses com a sabedoria de Salomão, a força de Hércules, a resistência de Atlas, o poder de Zeus, a coragem de Aquiles e a velocidade de Mercúrio, sem dar gritinho cada vez vê um relâmpago. Como químico, ele é pesquisador da Pacific Northwest National Laboratory, com foto de tiozão prestes a sequestrar o seu cachorro para saber se ele é resistente a ácido sulfúrico fumegante.

Em seu trabalho, Douglas Adams, digo, Douglas Elliot e seus vassalos estudam a produção de biocombustíveis renováveis ??a partir de algas, sem solventes químicos em até uma hora. CÉUS! EU QUERO FAZER TAMBÉM!

Os pesquisadores usaram um sistema de calor e pressão, e se se aumenta a pressão, pode-se fornecer mais calor, como qualquer cozinheira cozinhando feijão numa panela de pressão sabe. Só que químicos adoramos nomes chiques, então, o que você de “panela de pressão”, nós chamamos de “autoclave”; e é nessa autoclave que as algas se transformarão, num processo similar ao que aconteceu na Natureza nestes longos bilhões de anos, mas em escala laboratorial.

O processo nem precisa que as algas sejam secas antes. Sem a secagem das algas, temos uma enorme economia de energia, com outros benefícios como a eliminação de solventes químicos do processo de produção e a capacidade de reciclar o "lixo", subprodutos contendo fósforo, gás combustível e outras substâncias à base de potássio e nitrogênio, materiais que podem ser reciclados para produzir mais algas.

A Genifuel Corp tem trabalhado em estreita colaboração com a equipe de Elliott desde 2008, licenciando a tecnologia. Elliot e seus colaboradores estão refinando o processo de refinação do óleo, para dentro em breve termos um combustível barato e de fácil produção. A pesquisa foi publicada no periódico Algal Research

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