Cientistas constróem orelha com uma impressora 3D

A onda agora são impressoras 3D. Eu quero uma pra mim. Poderei construir muitas coisas, exceto armas e a Cicarelli na praia, pois senão serei proibido. Eu quero uma impressora 3D, você quer e até sua avó iria querer para poder fazer artesanato. Só que enquanto pensamos besteiras sobre o que poderíamos "imprimir", pesquisadores da Universidade de Princeton tentaram, conseguiram e imprimiram algum um pouco mais prosaico e bem mais complicado e útil: uma orelha (ouvido externo é o cacete!).

O dr. Lawrence Bonassar é professor-assistente do Departamento de Engenharia Biomédica e Engenharia Mecânica e Aeroespacial da Universidade de Cornell. Como lá eles não estão interessados em dissertações sobre funkeiras bundudas, o dr. Bonassar chefia uma pesquisa que pretende reconstruir órgãos. Para tanto, ele usa uma impressora 3D, ele reconstrói orelhas, por exemplo, o que pode ser muito sem graça para você, que TEM as duas orelhas. O diferencial é que Bonassar não usa plástico nem metal, e sim tecido vivo.

De início, um scanner 3D mapeia a região, como sua cabeça, por exemplo. Os dados são convertidos em um modelo computadorizado de toda a superfície e de lá ele extrai o mapeamento da orelha. Então, ele usa uma impressora 3D usando tecido vivo, vivinho, para que possa reconstruir, camada por camada, uma nova orelhinha vivinha da silva, podendo ser implantada em caso de extirpação da região. Sem problemas de rejeição, nem problemas daquilo cair. Abaixo, um vídeo de Lawrence explicando a bagaça.

Só isso já seria muita coisa, mas cientistas não sossegam. O dr. Michael McAlpine também é professor-assistente de Engenharia Mecânica e Aeroespacial, mas na Universidade de Princeton. Como todo bom engenheiro, Mike acha que se algo não pode ser melhorado é porque está quebrado de vez. E se está quebrado de vez, ele projeta algo melhor ainda. É mais ou menos seguindo esta linha que ele e seus colaboradores projetaram uma orelha, mas não é uma orelha comum. Eles tem como reconstrui-la melhor, mais potente; eles têm a tecnologia!

Também usando a tecnologia das impressoras 3D, Mike e seus companheiro criaram uma zoreia funcional que pode "ouvir" as frequências de rádio muito além do alcance da capacidade humana normal; uma espécie de Orelha de Thundera, um orelhão biônico, que eu não chego a dizer que pega melhor o sinal que a TIM, pois até uma pedra capta sinal melhor que a referida empresa.

O principal objetivo dos pesquisadores era explorar um método eficiente e versátil de fusão eletrônica com tecidos, usando nanopartículas e células cultivadas em laboratório. Isto significa dizer que, simplesmente, McAlpine e seus companheiros  estão combinando circuitos eletrônicos com tecido vivo, o que é muito legal. Afinal, o que poderia sair errado?

Nenhuma tecnologia mais fodástica foi usada e sim uma impressora 3D comum, comprada pela Internet, talvez até no Mercado Livre. Em seguida, eles usaram uma cultura de células para combinar uma pequena antena de bobina com cartilagem, criando o que eles chamam de um "ouvido biônico". A pesquisa foi publicada no periódico Nano Letters.

Sim, é feio, mas é melhor que não ter nenhum. De qualquer forma, a equipe de McAlpine fez vários avanços nos últimos anos envolvendo o uso de sensores médicos pequenos e antenas. Com este projeto, temos o primeiro esforço em criar um órgão totalmente funcional, não apenas por questões estéticas. Ele não só repõe um órgão amputado, mas um que que realmente voltou a funcionar. pode não ser como o nosso ouvido 100%, mas nem mesmo uma perna mecânica é tão eficiente quanto a original, que teve 3 bilhões de anos de desenvolvimento.

Os sinais sonoros são captados pelo circuito e então transformados em sinais elétricos, como qualquer nervo faz. Estes sinais elétricos podem ser conectados às terminações nervosas do paciente e voilà! O atual sistema recebe ondas de rádio, mas McAlpine diz que sua equipe pretende incorporar outros materiais, tais como sensores eletrônicos sensíveis à pressão, para permitir que a orelha possa registrar sons acústicos.

Como último comentário:


Fonte: Pai da Criança

2 comentários em “Cientistas constróem orelha com uma impressora 3D

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