É uma coisa interessante que existe em nós, animais vertebrados. Nosso genoma não foi repetido uma vez, mas muitas e muitas vezes. Achava-se que o excesso de genes acaba sendo descartado e perdido para todo o sempre, mas parece que não é bem assim, como mostra a pesquisa de Aoife McLysaght do Trinity College em Dublin, Irlanda.
À guiza de informação, Aoife (pronuncia-se “Áife”) é uma moça muito bonita, como todos os irlandeses costumamos ser. Mas não precisam acreditar em mim. A página dela pode ser acessada AQUI.
Sua pesquisa começou a investigar por que tantos genes duplicados foram retidos. Uma delas diz respeito à idéia de como a duplicação afeta a atividade de alguns genes. Para testar essa idéia, milady McLysaght e seu colega Takashi Makino (já notaram que sempre tem um japonês na equipe? E o que um japonês está fazendo na Irlanda, for God sake?) partiram para identificar, no genoma humano, genes que não tenham ganho ou perdido cópias desde os eventos de duplicação anterior, isto é, trechos onde genes estão ali, paradinhos, sem sofrer nenhuma alteração, mediante o histórico genético familiar e/ou da espécie. Como é comum perder ou ganhar genes, muitos de nós têm uma, duas ou três cópias de alguns genes por causa das sucessivas reproduções ao longo de nosso histórico fam,iliar. Istosignifica dizer que se papai tem um determinado gene, ele pode ter adquirido de seu pai, e este de seu pai. Com o tempo, teremos uma árvore genealógica onde genes estarão se somando, pois nosso histórico familiar dpende de vários casamentos e/ou reproduoes (uma coisa não significa outra, vocês sabem…). Assim, ao dosar determinados genes, os pesquisadores podem ver quais mantiveram-se praticamente como “únicos” enquanto que genes apareceram repetidamente, ao longo da “fita” do DNA.
A bela colleen e o tosco samurai constataram que o cromossomo 21 não apresenta grandes quantidades de cópias de seus genes. Isso é interessante, pois se um par de genescodificam determinada proteína, uma grande quantidade de genes iguais codificariam uma quantidade imensa dessa mesma proteína, acarretando em uma espécie de “intoxicação”, mas tal não acontece no cromossomo 21. Este cromossomo foi estudado, por causa de uma doença chamada Síndrome de Down, que é acarretada pela trissomia do cromossomo nº21, isto é, ao invés de ter apenas 2 cromossomos 21, os afetados pela Sindrome de Down possuem 3 cromossomos. Uma terceira cópia de qualquer outro cromossomo é letal, já que uma pessoa recebe 1,5 vezes a dose de TODOS os genes contidos nele, mandando o equilíbrio bioquímico pelos ares, pois haverá um aiumento de toda a “fábrica” de proteínas e enzimas através desses cromossomos. Como o 21 não possui grandes quantidades de genes repetidos, pessoas com Down conseguem viver mais tempo (mas não muito mais).
Fico absimado com a perfeição da Natureza! Como o tal “Designer Inteligente” sabia que haveria pessoas com Síndrome de Down, propiciou que estas sobrevivessem mais, não dando a elas uma imensa carga genética igual num cromossomo. Fico realmente agradecido de saber que somos muito bem planejados e devemnos agradecer à tal força mística que nos projetou com tanta perfeição assim.
Fonte: New Scientist

[OFF] Não faço nenhuma crítica direta a qualquer matéria, eu somente exponho meu ponto de vista. Não estou querendo ensinar ninguém é obvio que sei que o andré sabe o que é perfeição e tudo mais, minha relação será sempre impessoal, somente com o caráter de contribuir com este maravilhoso local.
[ON]
somente o acaso, determina as aberrações e os rumos da natureza. Não existe a perfeição, e sim a evolução, que permitiu este estado de coisas, e um mundo extraordinário, rico e livre de qualquer interferência.
o acaso é o deus de qualquer deus que se crie. (Antonio Sanches Parra)
A observação tem modificados conceitos e mudando rumos e alterando modelos, poderá tudo isso ser modificado no futuro, mas nada supera o prazer da descoberta.
Obrigado André pela excelente matéria. E poder reduzir um pouco a minha ignorância.
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