Padre espanhol radicaliza e reza missa ao som de rock

padre_jony1.jpgMesmo depois da chuva torrencial da semana passada e do caos generalizado, eu pensei que esta bobagem de 2012 é palhaçada. Hoje, ao ver uma noticia, eu liguei pro meu banco pedindo um empréstimo de 2 bilhões de euros (o gerente quase teve uma síncope de tanto rir). Não, não estou exagerando. O padre espanhol Joan Enric Reverté, mais conhecido como Padre Jony, desbundou, deixou os cabelos crescerem, meteu a mão na guitarra e resolveu rezar a missa na base do punk rock. O rito de entrada é um blues e o ofertório chega com uma versão rap do Pai Nosso. Só não foi dito se ele usou o Bonde das Cachorras na hora da Ave Maria, apresentando a Veronica Costa como Nossa (de vocês apenas) Senhora.

Este é um INÍCIO DE SEMANA INSANO! (Os mantenedores do Ceticismo.net aceitam doações para poderem comprar uma passagem de avião para o Himalaia).

Tá, eu sei que o mundo moderno tá aí, mas – pelas calcinhas comestíveis de Afrodite! – tem coisas que até mesmo para a ICAR é absurdo (a não ser quando é uma igreja católica japonesa). O Padre Heavy Metal celebrou a cerimônia da semana passada em homenagem a padroeira da cidade de Tortosa, a Nossa Senhora da Consolação, ou Virgem da Cinta (sim, eu também tive a imagem mental de Maria usando cinta-liga, meia 3/4 e salto alto. Vou pro inferno!). O padre discípulo de Keith Richards orquestrou um show com guitarras e baixos elétricos, bateria, teclado, iluminação colorida e vídeos. Isso, no meu tempo, tinha outro nome (e normalmente, acompanhado de moçoilas semi-desnudas). De qualquer forma, o padre não radicalizou muito. As músicas não eram do Iron Maiden, mas sim versões roqueiras de clássicos do cancioneiro católico, como O Pescador de Homens, que ficaria mais adequado a um show do Village People.

A muvucada ficou eufórica com as interpretações do Pai Nosso e Aleluia em rap. O próximo convidado será o Monsenhor Eminem e o bispo 50 Cent. Abaixo, podemos curtir um pouco do som.

Tá, eu sei que isso não é Metal. Dêem um tempo.

padre_jony.jpgPadre Jony disse à BBC Brasil que o objetivo de missas como esta é aproximar os jovens da igreja, “porque eles também têm inquietações espirituais e não encontram os canais adequados”. Qualquer semelhança com Mudança de Hábito é mera coincidência. Se você é um desocupado tuiteiro, poderá seguir o padre. Eu gostei muito da imagem de fundo. Principalmente por certos detalhes.Vejam só se vocês percebem (cliquem para ampliar).

Como todos nós, mortais, temos instâncias superiores, o Padre do Metal deve pedir ayuda di Dio. Mas, se este estiver muito ocupado, pode falar diretamente com seu representante aqui na Terra:

papa_ozzy.jpg

Ozzy é meu pastor, e o Metal não me faltará.
Em turnês do Rolling Stones ele me faz vibrar.
Conduz-me junto aos solos de Keith Richards,
restaura as forças com tequila.
Pelos caminhos de Dio ele me leva,
por louvor ao seu som.

Ainda que eu atravesse o vale escuro, ouvindo pagode e axé
nada temerei, pois Iron Maiden está comigo.
O som de Jimmy Hendrix é o meu amparo.

Preparais para mim a mesa à vista da Hanna Montana.
Derramais o perfume de suas músicas sobre minha cabeça,
e transborda minha minha alma com acordes perfeitos.
A vossa guitarra e a bateria hão de seguir-me
por todos os dias de minha vida.
E habitarei na casa de Queen por longos dias.

5 comentários em “Padre espanhol radicaliza e reza missa ao som de rock

  1. ICAR? Insanidade? Rock?
    Que tal essa:


    Igreja absolve os Beatles de “blasfêmia” e “satanismo”
    DA REPORTAGEM LOCAL

    A Igreja Católica ofereceu seu perdão à blasfêmia e aos excessos dos anos de sexo, drogas e rock and roll protagonizados pela banda que um dia se autointitulou “mais popular do que Jesus Cristo”: os Beatles.
    Em artigo publicado na primeira página do “Observatório Romano” deste fim de semana, o diário oficial do Vaticano celebra o legado do quarteto e oferece a absolvição completa. “Tudo isso ficou no passado”, diz o texto.
    A publicação ocorre 40 anos após o término da banda e relativiza interpretações antigas de que os Beatles disseminavam “mensagens misteriosas, que poderiam até mesmo serem consideradas como satânicas”.
    O texto avalia que o abuso de substâncias e o estilo de vida “desinibido” que acompanhou a carreira do grupo poderia não ser o melhor exemplo para os jovens da época, mas também não pode ser considerado o pior.
    Folha de São Paulo, 13-4-2010.

    Pôxa, como eles são bonzinhos. :roll:

  2. Depois de ver um bando de evangélicos no culto orando ao som de Audioslave, essa não foi difícil de acreditar.

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