A Itália sempre foi um paÃs meio doido, onde prefeitos completamente malucos criam leis insanas. Lá, até pouquÃssimo tempo, era considerado quintal do Vaticano, o qual mandava e desmandava. A Itália só conseguiu sua independência polÃtica no inÃcio do século XX, relegando o Império do mal a um cubÃculo territorial, mas de grande dinheiro e poder, não só temporal, mas polÃtico também.
Os stormtroopers católicos nunca engoliram o fato de terem perdido a última lembrança do Império Romano, parando às suas janelas que descortinam para Roma, e não perdem as oportunidades de mandar e desmandar num lugar que não está mais sob o seu julgo. Nem Roma e muito menos o resto do mundo. Assim, eles quase tiveram uma apoplexia nervosa quando a Corte Europeia de Direitos Humanos decretou que lugar de instrumentos de tortura não ficam bem como adorno e ordenaram a retirada de todos os crucifixos das escolas.
Zero-dois, passa a 12!
Hoje é dia do professor. Aquela figura que todos dizem que é importante, mas que é vilipendiado, exorcizado, desprestigiado, ridicularizado, odiado, pisado, xingado, ofendido, mas que um simples “puxa, professor, agora eu entendi” compensa tudo.
Podemos pensar que só o Brasil possui péssimos Ãndices educacionais,
O que significa a expressão “todos são iguais perante à lei”? Ao meu ver, seria de esperar que um Estado proveria condições iguais a todos os seus cidadãos. Não é o caso do Brasil, onde há inúmeros favorecimentos a diversos grupos de pessoas, em detrimento de outras. Mas se os direitos são iguais, por força de lei, então temos algo que não deveria haver num sistema de leis: contradições.
Quando desci do avião, uma pessoa me esperava, tendo nas mãos um papel com o meu nome. Era o motorista que os organizadores da conferência de cientistas na TV amavelmente haviam me providenciado. “Permite que lhe faça uma pergunta?” ele disse, enquanto esperávamos minha bagagem. “Não dá confusão você ter o mesmo nome do daquele cientista?” Eu não entendi. Estaria ele me gozando? “Sou eu o cientista”, respondi. Ele sorriu: “Desculpe. Pensei que você tinha o mesmo problema que eu”. Estendeu a mão e se apresentou: “Meu nome é William F. Buckley”. O nome era muito parecido com o de um polêmico entrevistador de televisão. Já no carro, me confessou que estava encantado por saber que eu era “aquele cientista” e indagou se havia algum inconveniente em que me fizesse algumas perguntas sobre ciência; mas não foi sobre ciência sobre o que falamos.



