NASA encontra vestígios de vida e moléculas complexas sem ter achado vestígios de vida ou moléculas complexas

Eu parei de escrever sobre os grandes pronunciamentos da NASA. É frustrante a NASA chegar e anunciar que fará um grande anúncio, anunciando algo fantástico. Daí todo mundo fica naquela “Woooooo! Descobriram vida. Descobriram um fóssil! Descobriram para onde vai o meu dinheiro de impostos”. Aí ela chega e fala que achou uma pedra esquisita ou deu uns tiros de laser PEW PEW PEW e identificou uns átomos.

Desta vez não foi diferente. A NASA fez aquele mistério. O que foi descoberto? Presença de metano nas rochas. WOOOOOOOOO, SINAL DE VIDA!

Químicos fazem a cara desta imagem de abertura. Continuar lendo “NASA encontra vestígios de vida e moléculas complexas sem ter achado vestígios de vida ou moléculas complexas”

A Chuva que cai no Sol

Em 19 de julho de 2012, Helios, que nas ilhas Hébridas é chamado de Belenos ne nas terras banhadas pelo Egeu é chamado de Apolo, mostrou a sua fúria quando ordenou uma imensa tempestade de plasma extremamente quente. Foi uma senhora Ejeção de Massa Coronal!

O que era mais incomum, no entanto, foi o que aconteceu em seguida. O plasma na vizinha coroa solar foi fotografado resfriando e recuando, um fenômeno conhecido como “chuva coronal”.

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Ejeções de Massa Coronal de uma forma como você nunca viu… EM 3D!!!

O Sol parece tranquilinho (apesar dos muitos milhares e milhões de graus de temperatura, e uma gravidade altíssima em seu interior, oque faz criar novos elementos). Essa aparência é só isso: aparência. O Sol está sempre em atividade, às vezes mais intensa, à vezes, menos intensa. Uma dessas atividades hardcore é a ejeção de massa coronal, que são erupções de plasma hiperaquecido (mesmo para os padrões de um plasma, que é gás ionizado a alta temperatura) de forma abrupta e são cuspidas para fora da coroa solar. Estas ejeções são levadas pelo Espaço, e ajudam a formar o Vento Solar (mas não exclusivamente), e isso pode ser muito legal de se observar, ou muito ruim pois pode afetar nossos satélites, podendo até dar o azar de fritar alguns milhões de dólares em equipamento em órbita.

Agora, pesquisadores da NASA utilizaram a combinação de dados de três satélites para produzir um robusto mapeamento de uma ejeção de massa coronal, modelando em 3D o que está acontecendo lá no Sol.

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Os segredos molhadinhos da Lua

A Lua é fascinante. Foi o primeiro passo que a Humanidade deu para fora da Terra, pois é o único astro celeste no qual efetiva e literalmente pisamos fora daqui. Desde que um proto-planeta deu um porradão na proto-terra, arrancando um pedação daqui e este material acabou se aglomerando e formando a Lua, este astro vem tomando bordoada de todo lado. Seja de micro-meteoros, até cometas. Não apenas isso, a água teve um papel crucial na Lua, e ainda hoje escreve a sua história, como pesquisas atuais demonstram.

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Voyager 1 liga o turbo e vai pra mais longe, mais rápido

A Voyager 1 é uma sonda fantástica. Lançada em 5 de setembro de 1977, está a absurdos 21 bilhões de quilômetros da Terra, ou cerca de 141 vezes a distância entre a Terra e o Sol, viajando a uma velocidade de mais de 60.000 km/h. Alguns dizem que ela já saiu do Sistema Solar e já está no Espaço interestelar, mas isso ainda é discutível. Não se sabe ainda os limites de nossos Sistema. No entanto, ainda podemos comunicar com a Voyager através dessa distância.

Só que os cientistas do projeto fizeram algo um tanto especial (mas muito amado): Eles deram instruções para a Voyager disparar um conjunto de quatro propulsores de trajetória pela primeira vez em 37 anos para determinar sua capacidade de orientação.

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Calibrando os espelhos do Telescópio James Webb

Ajeitar a lente de um óculos é chatinho. polir o espelho do seu banheiro é fácil ou difícil, dependendo da tranqueira que você tenha comprado. Calibrar um microscópio também dá trabalho. Agora, calibrar e focalizar um monstro gigantesco com a mais linda tecnologia óptica para vasculhar o Espaço como o telescópio espacial James Webb realmente é chato, demorado, trabalhoso e tudo com a precisão de algo que faria um fio do seu cabelo algo enorme.

Que tal saber mais um pouco?

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Time Lapse da limpeza de um gigantesco telescópio

O Very Large Telescope array (VLT) é um dos mais avançados sistemas astronômicos do mundo, baseado num sistema óptico que é uma estupidez. Os telescópios possuem pouco mais de 8 metros de diâmetro e quatro telescópios auxiliares móveis com 1,8 metros de diâmetro, podendo ser usados indivualmente ou em grupo, captando uma imensa área do céu, com as imagens processadas e montadas como se fossem uma única, obtida por um aparelho só, formando um “interferômetro” gigante, permitindo que os astrônomos vejam detalhes até 25 vezes mais finos que os telescópios individuais.

Todas as noites, os grandes espelhos do Very Large Telescope estão expostos aos caprichos da atmosfera, clima e cercanias. Seus imensos espelhos gradualmente acumulam poeira e outras sujeiras, emporcalhando o equipamento e fazendo com que seu trabalho fique mais difícil.

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NASA pesquisa como dar um jeito na radiação marciana antes de levar astronautas pra lá

Uma das bobagens mais densamente replicadas é que o Homem não pôde ir à Lua por causa do Cinturão de Van Allen, já que a radiação lá tostaria qualquer um. Obviamente, isso é de uma estupidez galopante e eu explico isso em meu vídeo. Claro, a radiação está lá, mas cientistas são um pouquinho mais espertos que um idiota que cursou um tosco Ensino Médio em colégio público de periferia, mas que se acha esperto porque viu um vídeo no YouTube. E se um vídeo no YouTube prova alguma coisa, o meu também serve como parâmetro e terá que ser aceito.

De qualquer forma, indo para Marte haverá bem mais radiação. Sendo assim, o que a NASA busca é minimizar (ou anular completamente, de preferência) os seus efeitos. Continuar lendo “NASA pesquisa como dar um jeito na radiação marciana antes de levar astronautas pra lá”

Por causa do Hélio, estrela perde as estribeiras e explode

Eu gosto de supernovas. São a prova que a Natureza está pouco se lixando para você ou qualquer ridículo ser vivo, não importando se é um pedaço de proteína em alguma poça d’água ou kryptonianos. Uma supernova manda para a vala um sistema inteiro e muito mais. As grandes emanações de radiação correm por todo o Espaço, a ponto de iluminar uma noite aqui na Terra. Se você estiver no Espaço, sem uma camadinha reforçada de proteção, vai acabar fritando por causa das emanações energéticas.

Uma supernova explode quando uma estrela muito massiva colapsa e implode, esmigalhando átomos, que os faz explodir de forma vilenta, muito violenta. Apocalipticamente violenta. Agora, uma pesquisa indica que há dados mostrando que uma supernova explodiu graças ao hélio. Não o seu vizinho chato que está treinando bateria, mas o elemento químico. Continuar lendo “Por causa do Hélio, estrela perde as estribeiras e explode”

Os segredos ocultos de Titã para formação da vida

Em 2014, eu postei sobre uma teoria que os mares de Titã, o maior satélite natural de Saturno, poderia abrigar vida. longe das maluquices do Daniken, não estamos falando de civilizações avançadas, apenas proteínas que tivessem capacidade de autorreplicação. Isso seria vida, por certo, ou bem o início dela. Titã tem uma atmosfera que é predominantemente nitrogênio (95%) e metano, além de outros pouquíssimos gases

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