Existem mentiras que são passadas de tempos em tempos e, mesmo todos sabendo ser mentira, ainda repassam. Motivo? Querem acreditar. Uma das mais comuns (e mais perigosas) é que crianças não mentem e todas elas são boazinhas. Não são. Quem é professor ou lida o dia inteiro com várias delas sabe disso. Crianças são a própria essência do ser humano: mesquinhas, ruins, pérfidas e se você der mole acontece contigo o que aconteceu com professora da Bahia (o estado e não a loja).
O que aconteceu com ela? Pouca coisa: seus alunos amados lhe deram um presente: biscoitos (BIS-COI-TOS!!!!!!). Só teve um detalhe desagradável: estavam cheios de chumbinho (sim, esses de matar ratos).
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Ainda existem juízes em Berlim. No Rio de Janeiro, existem deuses, seres divinos que se vangloriam do seu poder para fazer valer suas imposições e passar sobre a Justiça quais rolos compressores. Se você ousar a tratá-los como cidadãos, audácia!, receberão a ira e o ranger de dentes, como sofreu na pele uma agente de trânsito que ousou fazer valer a Lei. Lei essa que é ignorada por quem (na teoria, onde tudo é lindo) existe para fazer com que seja comprida. Então, essa agente de trânsito se negou a aceitar uma carteirada como argumento.
Ser professor não é fácil. Quando não tem gente tentando te bater, matar, esfolar ou xingar – não necessariamente nessa ordem ou pode ser tudo ao mesmo tempo –, ainda tem que lidar com coordenadores insanos, diretores psicóticos e mães de alunos totalmente sem noção.
Estou em dúvida. Eu não sei se fico triste ou alegre. Nossos hermanos (seus! Eu moro em Tuvalu e como o Eduardo Jorge, não tenho nada a ver com isso) resolveram melhorar a Educação fazendo algo primoroso! Pagar melhores salários para professores, exigindo excelência em troca? Não! Ensino em modernas tecnologias e programação? Não! Atualização do currículo? ÓBVIO QUE NÃO, NÉ? A solução foi: acabar com todas as notas baixas. EEEEEEEEEE!!!!!!!!!!
Você provavelmente nunca ouviu falar em
Normalmente, eu presencio reuniões pedagógicas e de pais-e-mestres no lado errado. No mais das vezes, na cadeira penal, onde professores são vítimas de pais enlouquecidos e entregues de bandeja pela coordenação. Hoje foi diferente. Eu, com pai, estava lá para ouvir os professores. Também tive que ouvir outros pais e orientadores. Então, nada mais justo de compartilhar aqui o que eu vi e, assim, entendermos por que a Educação está do jeito que está. Se você me acompanhou pelo Twitter, percebeu um pouco da insanidade em tempo real, inclusive com os trocentos erros de digitação e o corretor ortográfico jogando contra. Mas vamos falar um pouco agora, com as minhas impressões depois do ocorrido.
A bem da verdade, ninguém me desafiou, mas quem se importa com detalhes sem importância? Sendo assim, gravei um vídeo no qual eu faço o desafio do gelo, e isso para que VOCÊS, seus idiotas, tomem vergonha na cara e participem da campanha, doando um pouco do seu rico dinheirinho para a
Saiba, ó Príncipe, que nos anos que antecederam a subida dos Pedagogos ao Poder, e as águas engoliram o Ensino, houve uma era inimaginada. Neste tempo, mensagens sérias para crianças não seriam levadas como uma estocada ou violência moral. Não havia o ECA e Paulo Freire ainda perambulava pelos rincões, fazendo sua propagandola esquerdista. Era a época dos palhaços de circo, antes dos palhaços da política. E um deles era o Carequinha, nome artístico de George Savalla Gomes.
Esse tipo de notícia é corriqueira, infelizmente, mas volta e meia temos que falar sobre ela, ou será mais trivial ainda. Um aluno surtado resolveu que sua professora era apenas um pedaço de carne. E como ela não deve ter dado nota boa pra ele na prova, o vagabundinho foi lá e esfaqueou a professora… 16 vezes!