Stanley Milgram demonstrou de maneira científica que somos um bando de psicopatas. Seu experimento mostra o quanto nós podemos fazer besteira, quando temos alguma figura de autoridade nos induzindo – ou nem tanto – a fazer algo que de outra forma acharíamos reprovável. Seu experimento media a disposição de pessoas em aplicar choques elétricos a outra pessoa, que na verdade era um ator. Nem os gritos (fictícios, mas o examinado não sabia) dissuadiam as pessoas, e elas progrediam. Pior que isso, mulheres se mostraram com maior tendência a aplicar tortura. Clica lá no link acima e leia sobre isso. Eu espero.
Foi? Bem, isso não era para se repetir, não é mesmo? Qualquer um informado sabe desse experimento (0,0000001% da população) e já poderia antecipá-lo e não sucumbir à tendência de agir feito um sádico, certo? Bem, os poloneses não pensam assim.
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Desde que Gronk resolveu brincar de pique-esconde com Klung que jogos são considerados violentos. Deve ser porque Klung se escondeu tão bem que não o encontraram até hoje (nota mental: nunca brincar de pique-esconde perto de um vulcão). Isso estigmatizou jogos e todos eles são tidos como modeladores da psique humana, em que basta matar uns zumbis que você já vira um psicopata, maníaco e assassino. Bem, eu não me tornei um psicopata por causa disso, mas por outros motivos.
Quando eu li “Donos de gatos não têm problemas mentais”, eu pensei algo na linha de “Não, sério? Valeu!”. Coo sempre, ao investigar o que era, vi que era mais uma manchete jornaleirística. Não é que ser dono de um gato faça de você um psicopata. Você é um psicopata, sim, mas por outros motivos.
Eu não sei o que há no mundo. Era para os pais defenderem e protegerem a sua prole, como é visto em todos os animais. O instinto de paternidade e maternidade foi o que nos garantiu sobreviver nos primeiros anos de nossas vidas. Muitas espécies nascem com alguma defesa, mas no geral são vítimas fáceis. Seres humanos, pior ainda. Nossa infância é muito longa em comparação aos outros animais, mesmo primatas.
Como Desmond Morris disse no Macaco Nu, somos um bando de macacos assassinos. Nossa agressividade não é de hoje, vem ao longo dos milhões de anos de evolução biológica, herdada de nossos parentes répteis, até que o córtex cobriu tudo, varrendo essa agressividade para debaixo do tapete de neurônios mais “bonzinhos”… ou nem tanto assim.
Eu ainda sustento que brasileiro odeia ciência, abomina conhecimento, tem um pézinho em uma ditadura e seria capaz de denunciar qualquer vizinho a um sistema autocrático se isso lhe desse vantagens (exemplo de vantagem: se livrar do vizinho com o qual não foi com a cara, mesmo sem motivo).
Acreditar em anjos, demônios, apsaras, deuses, orixás ou que os políticos sabem conduzir os rumos do país parece ser algo meio insano, mas eu defendo que cada um tenha o direito de acreditar no que quiser, desde que esteja em conformidade com as leis,. O problema é esse "em conformidade com as leis", que acaba sendo sempre ignorado. As pessoas acabam fazendo um monte de bobagens, em que levam sua crença pro mundo real, afetando outras pessoas.
Tudo bem, já sabemos que não são cristãos de verdade, não foi um espancamento de verdade, a menina não era de verdade, nada era de verdade, pois cristãos são o exemplo de seguidores de uma religião pura e mansa de coração, como ensinou Jesus, o cara que mandou odiar os pais. Torquemada não me deixa mentir.
Isso mesmo, o Texas, cuja diferença pro Rio de Janeiro é que lá tem menos armas disponíveis. Naquele simpático lugar de cowboys e da Igreja Fundamentalista de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, em que eu penso terminar minha carreira ensinando Evolução nos colégios de lá, houve um concurso de caricaturas de Maomé. Afinal, convenhamos, o que pode ser mais ridículo do que um cara barbado tirando onda que é profeta e ouviu uma ordem diretamente de Deus? Cartas para a redação.