
O sociólogo italiano Domenico De Masi escreveu um livro chamado “O Ócio Criativo”. Em linhas gerais, a vida seria dividida em três elementos: trabalho, estudo e jogo. Ao se equilibrar estes três, se tem um ócio criativo e o trabalho da pessoa é mais produtivo. Claro, o livro é daqueles cheios de lugares-comuns e que não levam a nada mais que a frase que eu descrevi. O problema é que parece que leram esta baboseira por alto, não entenderam e acharam que a ociosidade deixa a pessoa criativa. Ainda mais em geradores de texto via IA como é o caso do Chato do GePeTo.
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Algumas histórias são incríveis, no sentido de realmente serem difíceis de acreditar. Coisas que escapam qualquer capacidade de encarar como verdadeiras, de tão fantásticas, mas tendo passado décadas em ambiente acadêmico e como professor, eu tenho certeza que esta, pelo menos, é verdadeira. A história de como um homem analfabeto foi sendo aprovado ano após ano, até se formar numa universidade e trabalhar 17 anos como professor.
Nada como o mundo mágico pedagoguiano, em que tudo é lindo e resolvido com umas aulinhas de capoeira, artes manuais ou alguma bobagem que acha que fará crianças convivendo com violência diária e muitas vezes sendo seduzidos por ela. Mas não, o problema da segurança e a boa formação moral já está sendo resolvido agora. As escolas municipais de São Paulo agora terão aula de Criatividade e Empatia no currículo.
Todo ano a revista Nova Escola (uma espécie de Superinteressante Pedagógico, com todos os aspectos negativos que isso possa significar) premia o que ela considera como os 10 melhores educadores do país. Afinal, todo mundo adora professor, certo? SQN! Dando uma olhada na grande vencedora de 2017 eu fiquei impressionado em saber que a distinta professora dá aula de língua morta para o equivalente a um time de futebol.
E a problemática do dia é o colégio catarinense sem-noção (que em se tratando de pedagogos, é pleonasmo), temos a brilhante ação social de uma festa de inclusão. Não, não me incluíram para chegar lá e comer os salgadinhos. No caso, o Colégio Cenecista Pedro Antonio Fayal (
Diz um antigo, e estúpido, adágio que se você não serviu para nada, acabará sendo professor. Não é que não esteja errado, está, a não ser que você coloque pedagogos (desculpem a má palavra) na relação de professores. Os filhotes de Paulo Freire, com seus construtivismos e sócio-interanaputaquepariuismos acham que são mais professores do que os outros, sendo que foram péssimos alunos já no Ensino Médio.
Os anasázis era um grupo de nativos-americanos, que viviam na região sudoeste do atual Estados Unidos da América. os primeiros assentamentos datam de cerca do ano 100 AEC e seu florescimento durou até o início do século XIV, em que eles sumiram misteriosamente. PUF! Ninguém sabe quem eram, não se sabe nem como eles mesmos se chamavam. Os navajos os chamam de Anaasází (“ancestrais de nossos inimigos”), mas outros os chamam de Povos Antigos e, mais tarde, de Pueblos (“aldeia” ou “vila”).
Eu sempre digo, com justa propriedade, que o Brasil odeia ciência, mas a verdade é que eu estou sendo até getil com isso. O Brasil não odeia só ciência e cientistas. Odeia qualquer pessoa com um mínimo de capacidade a mais. No caso de superdotados, então, pior ainda. Na cartilha pollyanística, todos nós somos capazes, todos somos iguais, mesmo os mais lentinhos.
Há algo muito errado no Ensino aqui no Brasil. Nossas crianças saem do colégio sem aprender nada. Passam anos e mais anos estudando língua português, mas saem escrevendo errado. Passam anos fazendo contas, mas não conseguem conferir o troco. São absurdamente ignorantes em História, Geografia, etc etc. Por quê?