O cérebro é o órgão mais estudado e menos compreendido até agora. Sua complexidade, apesar dos avanços em termos de neurociência, supera qualquer coisa que possamos imaginar num organismo vivo. Mas a cada dia estamos entendendo um pouco a mais aquela linda massa esponjosa que 90% das pessoas insistem em não usar direito.
Agora, um projeto propõe um atlas 3D de nosso amigo céLebro de forma que possamos entender melhor esta maravilhosa gambiarra evolutiva, disponível publicamente para os pesquisadores de todo o mundo, sem nenhum custo. É o Big Brother BigBrain.

Eu tenho uma gama imensa de acontecimentos guardados em minha memória. Uma delas é a respeito do concurso de redação que o colégio onde eu estudava propunha. Os alunos cada série de cada segmento tinham que entregar suas composições e esperar o resultado. Fui agraciado 2 vezes com o primeiro lugar. Só não ganhei o terceiro ano consecutivo, pois começaram a reclamar que eu sempre ganhava. Fui considerado hors concours, que no vocabulário de uma criança significa "você foi garfado, loser". Aquilo me deixou bem irritado, pois eu tinha deixado de ganhar o prêmio máximo: um livro.
Ninguém gosta de ver um ente querido com alguma deficiência e muito menos com uma paralisia, e isso vale para os cães, também. Mas nós podemos ajudá-los. Nós temos a tecnologia! Pelo menos, pesquisadores britânicos a têm, e ela utiliza células dos focinhos de nossos amiguinhos quadrúpedes para restabelecer sua capacidade de movimento.
3 anos de pesquisa são muita coisa e nada ao mesmo tempo. Pensamos que que a Ciência caminha a passos lentos, e até não estaríamos errados ao pensarmos que modelos cosmológicos começaram nos tempos de filósofos pré-socráticos, para depois os pós-socráticos até que seu vizinho resolveu apontar a luneta pro céu, já que a vizinha estava com frio e fechou as cortinas. Mas também a Ciência é rápida. Desde a confirmação da existência do átomo por Albert Einstein, analisando o movimento browniano até uma bomba atômica cair em Hiroshima demorou cerca de 40 anos.
Ciência no Brasil é tratada como piada. E de mau gosto. Eu canso de postar notícias aqui e já nem ia mais colocar links pro que eu já escrevi, mas isso tem que ser lembrado e relembrado. Desde
Fósseis são algo difícil de obter. Quanto mais velho, mais problemático de termos algo completo sobre um ser vivo que pisou por aqui há milhares de anos. Cacos são aproveitados para tirar o máximo de informação e mesmo assim muito se perde, mas o que se encontra é algo maravilhoso. Outra coisa difícil é encontrar vestígios de órgãos internos e muito, mas muito raro encontrar um cérebro, mas os pesquisadores conseguiram algo melhor: o mais antigo fóssil com cérebro já encontrado.
Acredite em mim quando eu falo: você não gostaria de encontrar uma mamba-negra pela frente… nem pelos lados e muito menos por trás. Aquela criatura infernal – mais conhecida pelos cientistas como Dendroaspis polylepis – é simplesmente uma das cobras mais peçonhentas do mundo. Só não digo que é má feito o pica-pau porque não rimaria.
Disse Oscar Wilde que ele resistia a tudo, menos às tentações. O que a bee inglesa não sabia direito era o que acontecia no cérebro, aquela coisa que todos têm e 90% não sabe pra que serve. Agora, cientistas se voltam para estudar o que acontece no interior do cérebro quando duas informações contrárias se encontram, jogando na mesa a mais vil de todas as armas: as doces tentações.
Isso é bem pavloviano. Cientistas "adestram" essa gambiarra evolutiva que você tem dentro da cabeça de forma a ter respostas mediante estímulos. Claro, isso não é novidade. Também não é novidade aquela receita milagrosa (e enganadora) que você pode aprender conteúdos durante o sono. Bem, colocar a sua avó recitando Cícero e seu De Profvndis Clamavi ad Te, Domine (sim, eu sei) enquanto você dorme não o fará saber de cor os Lusíadas. Mas segundo uma pesquisa, seu cérebro pode aprender a "responder" de certas maneiras quando estimulado durante o sono.