Supercomputação pode emular mais de 500 bilhões de neurônios. Quero uma aspirina

3 anos de pesquisa são muita coisa e nada ao mesmo tempo. Pensamos que que a Ciência caminha a passos lentos, e até não estaríamos errados ao pensarmos que modelos cosmológicos começaram nos tempos de filósofos pré-socráticos, para depois os pós-socráticos até que seu vizinho resolveu apontar a luneta pro céu, já que a vizinha estava com frio e fechou as cortinas. Mas também a Ciência é rápida. Desde a confirmação da existência do átomo por Albert Einstein, analisando o movimento browniano até uma bomba atômica cair em Hiroshima demorou cerca de 40 anos.

Em 2009, a IBM anunciou um progresso significativo para a criação de um sistema de computador que simula e emula as habilidades do cérebro; mas parece que eles resolveram desdenhar a ignorância e partiram logo para a boçalidade em termos tecnológicos, criando um sistema capaz de emular muitos BILHÕES de nossos queridos neurônios.Sim, pode começar as piadinhas sobre o Skynet, exterminadores ou mesmo o Bender. Eu aguardo.

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Ciência Brasileira FTW! Neurociência vale menos que homeopatia

Ciência no Brasil é tratada como piada. E de mau gosto. Eu canso de postar notícias aqui e já nem ia mais colocar links pro que eu já escrevi, mas isso tem que ser lembrado e relembrado. Desde a tristeza que aconteceu no Instituto Vital Brasil até a ignomínia do despejo do Instituto de Arqueologia Brasileira, Ciência é tratada como lixo.

A palhaçada agora foi a recusa de financiamento por parte do CNPq para o trabalho da drª Suzana Herculano-Houzel, minha neurocientista favorita.

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Vovó, por que seu cérebro e tão grande?

Uma das coisas que fez os seres humanos serem seres humanos é o tamanho do cérebro. Esta coisa grande, esponjosa e que consome 20% de toda a nossa energia fez a diferença no final das contas. Mas, como essa coisa que muitos insistem em não usar direito conseguiu esse tamanhão todo.

A chave parece estar em como nos relacionamos com outros membros de nossa sociedade.

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Encontrado o mais velho fóssil com cérebro

Fósseis são algo difícil de obter. Quanto mais velho, mais problemático de termos algo completo sobre um ser vivo que pisou por aqui há milhares de anos. Cacos são aproveitados para tirar o máximo de informação e mesmo assim muito se perde, mas o que se encontra é algo maravilhoso. Outra coisa difícil é encontrar vestígios de órgãos internos e muito, mas muito raro encontrar um cérebro, mas os pesquisadores conseguiram algo melhor: o mais antigo fóssil com cérebro já encontrado.

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Veneno de cobra pode ser origem de novos analgésicos

Acredite em mim quando eu falo: você não gostaria de encontrar uma mamba-negra pela frente… nem pelos lados e muito menos por trás. Aquela criatura infernal – mais conhecida pelos cientistas como Dendroaspis polylepis – é simplesmente uma das cobras mais peçonhentas do mundo. Só não digo que é má feito o pica-pau porque não rimaria.

No entanto, cientistas pesquisam o ser infernal como sendo algo promissor na produção de analgésicos, mas sem os desagradáveis efeitos colaterais.

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As tentações que os olhos vêem e o cérebro pira

Disse Oscar Wilde que ele resistia a tudo, menos às tentações. O que a bee inglesa não sabia direito era o que acontecia no cérebro, aquela coisa que todos têm e 90% não sabe pra que serve. Agora, cientistas se voltam para estudar o que acontece no interior do cérebro quando duas informações contrárias se encontram, jogando na mesa a mais vil de todas as armas: as doces tentações.

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Como condicionar o cérebro durante o sono

Isso é bem pavloviano. Cientistas "adestram" essa gambiarra evolutiva que você tem dentro da cabeça de forma a ter respostas mediante estímulos. Claro, isso não é novidade. Também não é novidade aquela receita milagrosa (e enganadora) que você pode aprender conteúdos durante o sono. Bem, colocar a sua avó recitando Cícero e seu De Profvndis Clamavi ad Te, Domine (sim, eu sei) enquanto você dorme não o fará saber de cor os Lusíadas. Mas segundo uma pesquisa, seu cérebro pode aprender a "responder" de certas maneiras quando estimulado durante o sono.

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Einstein, ilusões e o QI

QI, no caso, não é a abreviatura de Quociente de Inteligência. QI é a abreviação do programa Quite Interesting, veiculado pela BBC Two (mas que já foi ao ar pela BBC One, BBC Four e se der sopa, sai na BBC Marcha Ré. O programa trata-se basicamente de um Game Show, o tipo de coisa que normalmente é chata, mas os convidados normalmente são humoristas, no total de 4, sendo um deles Alan Davies. Os temas são coisas… bem, são interessantes e os comentários mais engraçados ainda. E o que Einstein tem a ver com isso?

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Seu filho tem um QI de corvo?

Não, não estou xingando seu filho. A pergunta acima é baseada no mais puro espírito científico. Corvos, longe de sua má fama como companheiros de bruxos e serem espiões de Sarumã, o Branco, são espertos e sabem resolver problemas. Num estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Cambridge, comparando a capacidade de resolver problemas de corvos e crianças, vemos que há pouca diferença no modo de pensar de ambos. E isso com o auxílio de um fabulista do século VI antes da Era Comum.

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Médicos devolvem controle parcial das mãos de tetraplégico

Mas obviamente a Ciência não serve pra nada. Ela apenas nos deu armas nucleares, não é? Não é o que um paciente de 71 anos pensa. Ele sofreu uma lesão na medula espinhal após um acidente de carro há quatro anos e este acidente ceifou-lhe grande parte de seus movimentos. Muito mal conseguia mover seus braços, mas nada muito mais que isso. Seu destino estava escrito por um poder invisível e nada poderia reverter isso.

O bom de ser cientista é pouco se importar com o que poderes invisíveis possam querer ou não. Foi o caso dos cirurgiões da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington.

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