QI, no caso, não é a abreviatura de Quociente de Inteligência. QI é a abreviação do programa Quite Interesting, veiculado pela BBC Two (mas que já foi ao ar pela BBC One, BBC Four e se der sopa, sai na BBC Marcha Ré. O programa trata-se basicamente de um Game Show, o tipo de coisa que normalmente é chata, mas os convidados normalmente são humoristas, no total de 4, sendo um deles Alan Davies. Os temas são coisas… bem, são interessantes e os comentários mais engraçados ainda. E o que Einstein tem a ver com isso?
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Seu filho tem um QI de corvo?
Não, não estou xingando seu filho. A pergunta acima é baseada no mais puro espírito científico. Corvos, longe de sua má fama como companheiros de bruxos e serem espiões de Sarumã, o Branco, são espertos e sabem resolver problemas. Num estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Cambridge, comparando a capacidade de resolver problemas de corvos e crianças, vemos que há pouca diferença no modo de pensar de ambos. E isso com o auxílio de um fabulista do século VI antes da Era Comum.
Médicos devolvem controle parcial das mãos de tetraplégico
Mas obviamente a Ciência não serve pra nada. Ela apenas nos deu armas nucleares, não é? Não é o que um paciente de 71 anos pensa. Ele sofreu uma lesão na medula espinhal após um acidente de carro há quatro anos e este acidente ceifou-lhe grande parte de seus movimentos. Muito mal conseguia mover seus braços, mas nada muito mais que isso. Seu destino estava escrito por um poder invisível e nada poderia reverter isso.
O bom de ser cientista é pouco se importar com o que poderes invisíveis possam querer ou não. Foi o caso dos cirurgiões da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington.
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Grandes Nomes da Ciência: Phineas Gage
O operário está pronto para entrar para a história. Mas ele não sabe disso. Ele olha o caminho que será feito ali e é muito pouco provável que ele sequer imagine o quanto aquela obra será importante para seu país, bem como um acontecimento fortuito escreverá seu nome em livros de medicina. O homem caminha calmamente até o rochedo de forma um tanto displicente. Em sua mão não há nada mais que um punhado de pólvora e uma barra de ferro. O homem não esboça medo, pois não havia nada a temer, em sua opinião. Mas acontece um acidente e uma explosão faz com que Phineas Gage seja um dos nomes mais conhecidos da neurociência.
Cientistas instalam botão liga-desliga em neurônios de ratos
Os perversos cientistas da Scripps Research Institute resolveram ter a audácia de entender como se forma (e é armazenada) a memória. Para tanto, eles conseguiram meio que "laçar" alguns neurônios dos cérebros de camundongos. A meta é que isso ajude a entender como as memórias se formam e são trabalhadas pelo cérebro, o que poderia ajudar humanos com doenças degenerativas e até mesmo com transtorno de estresse pós-traumático.
O dr. Mark Mayford é professor associado do Departamento de Biologia Celular da Scripps, e liderou a pesquisa que visa entender partes ainda não entendidas de nosso cérebro, esse incompreendido. A referida pesquisa se propõe a entender melhor como é a formação das memórias e o desencadeamento de certos comportamentos. Mas o que isso significa?
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Os segredos da visão estereoscópica
Uma das maravilhas em nossos olhos é perceber o que chamamos de "3 dimensões". O mundo é muito diferente ao se olhar pela janela do que o que vemos na tela de um computador. Até mesmo o cinema em 3D não se compara ao nosso dia-a-dia.
Cientistas procuram entender como acontece (e onde) a chamada "visão em 3D", mais corretamente chamada de visão estereoscópica. Estudando regiões do cérebro de macacos rhesus, os pesquisadores tentam desvendar o que se passa dentro do cérebro de forma que ele consiga perceber o mundo que nós vemos.
Neurônios agora têm controladores de tráfego
Neurônios, como toda criança problemática, às vezes surta e pensa que pode fazer o que quer, como coisa que células conseguem pensar. Eu sei que você pode achar que isso é algum tipo de piadinha, mas não é. Neurônio NÃO PENSA. O "pensamento" nosso de cada momento é formado por um fluxo de elétrons que fica saracoteando de lá pra cá, graças às propriedades físicas e químicas das células em questão. A estrutura do neurônio dependerá muito dos seus vizinhos, pois ele precisará estabelecer ligações sinápticas. Entenderam onde eu quero chegar? Não? Então continuem lendo.
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Como os morcegos “enxergam” o que está em seu caminho?
Se você não fugiu correndo de um colégio e aos berros (ainda mais se foi meu aluno), você sabe que morcegos possuem um sonar nato que o ajuda a se guiar durante o voo. Não que morcegos sejam cegos, mas que de noite é realmente bem difícil poder enxergar. Seu sistema de ecolocalização é o responsável por isso, coisa que toda criança de Ensino Fundamental sabe. O que não se sabia até agora é como é feita esta ecolocalização, isto é, se a intensidade do som emitido pelo filhote do Batman tem alguma influência no modo de voar, desviando dos obstáculos.
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Carinho materno controla ansiedade dos filhotes, mas já se sabia disso
Harry Harlow é chamado pelo pessoalzinho da religião da Nossa Senhora da Alface e os seguidores do Brócolis Sagrado de maníaco, torturador e sádico[1] [2] [3]. Um dos melhores argumentos desse pessoal é dizer que Harlow teria afirmado que não gostava de ratos, macacos e animais em geral. Eu quero saber se aparecesse uma ratazana na casa desse pessoal, se eles chamam para jantar. De qualquer forma, Harlow estava décadas à frente e determinou a importância do cuidado materno no desenvolvimento cognitivo e emocional de suas crias. Hoje, uma pesquisa esmiuça a bioquímica cerebral deste processo.
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Mecânico desenvolve aparelho que ajuda seu filho a aprender a andar
Conformismo é, talvez, a pior das situações. As pessoas sentam e lamentam as vicissitudes, sem fazer nada para tentar corrigir ou mesmo minimizar um problema. Sorte da humanidade que muitos não se dispõem a aceitar as coisas e lamentar-se nos cantos com frases vazias como "coisa do destino", "Deus quis assim", "não posso fazer nada" etc. Muitas vezes, realmente, não se pode fazer nada, mas isso não implica que devamos parar de lutar. Quando podemos, aí é que devemos encarar o problema e tentar solucioná-lo da melhor forma possível.
Foi isso que um mecânico argentino fez quando viu que seu filho tinha problemas para andar e desenvolveu uma máquina que pudesse ajudar ao menino.
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