As pessoas são imediatistas e pouco interessadas em detalhes. Amam os produtinhos tecnológicos, mas não querem nem saber como ele foi parar ali. Muitos dos nossos bens de consumo vieram da pesquisa básica, a pesquisa pelo saber, apenas, que foi utilizada para promover a produção de itens com fins mais práticos.
Saber sobre números primos, os segredos do Universo ou mesmo o interior do átomo nos deu tudo o que temos hoje e nos dará ainda mais. A Ciência Pura e a Ciência Aplicada andam juntas. Mas qual a diferença entre elas?
Pensando nisso, toma mais um vídeo, toma!
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Contemplem a tabela periódica. Está tudo lá. Só que de todos os elementos que existem, apenas 92 são encontrados naturalmente. Vai até o Urânio e só, acabou, caput. Daí pra frente só elementos sintetizados, criados, fabricados pelo Homem. O que vem além disso são os chamados “elementos transurânicos”. Um deles é o cúrio, elemento batizado em homenagem ao casal Curie, descoberto em 1944 por Glenn Seaborg, Ralph James, e Albert Ghiorso, por meio de bombardeamento do plutônio com partículas alfa. É um elemento tóxico e muito radioativo. Quem tem cúrio, tem medo.
O mundo da Química continua rodeado de maravilhas. Um mundo mais perto de você do que você pensa, ou sequer gostaria. Sim, a Química, por mais que seja a mais odiada das Ciências, é a que permitiu que você tivesse tudo o que tem hoje. Lide com isso.
O que nos separa das outras espécies é que nós aprendemos a cozinhar direito, e fazemos disso uma diversão, só perdendo pro deleite de saborear a iguaria. Acertar o ponto certo das deliciosas carnes é uma arte, saber como garantir maciez e suculência é algo para iniciados, mas ainda que eu ande pelas trevas do churrasco, não temerei mal algum, pois a Ciência estará comigo.
Você é leitor contumaz do Ceticismo.net, então, já sabe que essa bobagem de “gravidade zero” não existe. Qualquer corpo com massa diferente de zero exerce força gravitacional, e se não a sentimos, é porque ela é muito, muito fraca. Nós nascemos num mundo com aceleração de gravidade em torno de 9,8 m/s2, com muito pouca variação entre o nível do mar e nossos apartamentos. O Espaço é algo alienígena ao nosso conhecimento, principalmente ao fato de naves e a própria estação espacial internacional estarem sob ação de microgravidade, por estarem sempre caindo, caindo, caindo… Fazer diversos experimentos é necessário e, claro, são divertidos.
Eu acho muito interessante ver aparelhos médicos e científicos que nossos avós usavam. Muito fascinante. Me chama muito a atenção a plague mask, junto com um traje característico, como observado aqui ao lado, usado por “médicos” que perambulavam verificando as pessoas que estavam doentes, que podiam estar doentes, que não estavam doentes e poderiam desenvolver a doença. Eles usavam essa imensa máscara com uma espécie de bico curvo e lentes de vidro nos olhos. O bico curvo era enchido com especiarias, menta, canfora, uma esponja embebida em vinagre, pétalas de rosa ou uma mistura disso tudo, para protegê-los dos humores malignos exalados pela doença. A figura tinha profundo impacto psicológico, pois já anunciava a quem visse que havia alguém bem doente ali e era para manter distância.
Existem muitas definições que explicam a diferença entre Ciência e Engenharia. Uma delas é que Ciência se baseia em “Por quê?”, enquanto Engenharia se baseia em “Por que não?”. O meio termo disso é a curiosidade de saber se as coisas são possíveis, para depois observarmos o que acontece daí por diante. isso vai desde colocar um graveto naquele troço laranja quente que apareceu com a queda de um raio numa árvore até atirar nêutrons num núcleo atômico.