Ciência, no Brasil, é uma ópera-bufa. A forma como políticos e a própria sociedade enxergam a ciência mostra o quanto o brasileiro a odeia. Corta-se verba da ciência, reclamam aqui e ali. Se cortarem assistencialismos à igrejas, acontecerá uma hecatombe.
Aí, os pesquisadores descobriram um modo de burlar a falta de verbas: estender a canequinha e pedir diretamente às pessoas.
Mas não acham que estão exagerando, não?

Um monte de gente veio no e-mail encher o saco com esse negócio de “armazenar o vento” por causa do vídeo da Dilma, porque 1) São burras demais para não saberem algo que colégios ensinam; 2) Má vontade de prestar atenção, criando besteiras.
Curiosamente, falaremos sobre uma seita que não é no Brasil (é na Nicarágua), mas que também é formada por imbecis que acham que Jesus está vindo aí, e médico é coisa de gente sem fé. Autodenominada “O corpo místico de Cristo”, aquele monte de Zé Ruelas acham que suas mais de 300 crianças e adolescentes não precisam ir à escola, receber atendimento médico nem nada, já que o Sinhô Jesus dará jeito em tudo.
O Brasil ainda está na Idade Média. Enquanto nós esquecemos cientistas e contratamos índios mágicos para controlar o tempo (sem sucesso), temos pseudociência rolando a torto e a direito, temos também uma população burra, estúpida, iletrada, inculta, imbecil, ignorante e totalmente alienada, que acha que com uns “passes” pode mudar as coisas como um passe de mágica. Médicos estudam anos a fio para saberem menos que uma tiazinha desdentada e analfabeta, que recomenda umas reza aí, mizifio.
No lar dos bravos e terra dos livres, você tem a oportunidade de ser o que quiser, fazer o que quiser, construir seu brilhante futuro, rumo a um horizonte de oportunidades… mas só se você for da cor certa. Ter o sobrenome adequado também pode, ou ajudar bastante, ou ferrar sua vida de vez. Que o diga Ahmed Mohammed.
Diz o mito que a USP é uma das melhores universidades do país. Tão ótima que
O problema nem é chegar na idade adulta. É quando adquirirmos a maestria do cinismo. Eu, de minha parte, já desencanei desse negócio de respeitar as pessoas, principalmente o amor próprio e a dignidade delas. Respeitar necessidades básicas é algo que não existe mais no vocabulário das instituições e colégios não estão excluídos, muitíssimo pelo contrário.
Eu acabei de publicar um artigo, que na verdade é o meu