
– Jim…
– Eu sei, Spock, eu sei!
Imaginem que, no atual ritmo, baleias estão caminhando para extinção. Um exemplo seriam as baleias jubarte. Essas gigantes do gênero Megaptera (o mesmo gênero da baleia azul, o maior de todos os seres vivos ainda dando um rolê por aí) são… bem… grandes, né? Além de serem famosas pelo seu canto e sua capacidade de migrar por uma distância de 25 mil quilômetros por ano. A caça comercial de baleias reduziu drasticamente os números de baleias. Os Estados Unidos listaram todas as baleias jubarte como ameaçadas de extinção sob o Ato de Conservação de Espécies Ameaçadas em 1970, e depois sob o Ato de Espécies Ameaçadas em 1973. Atualmente, a população estimada é de cerca de 80.000 espécimes.
Não seria legal poder dar uma olhadinha nelas lá, lá do alto? Tipo, uma nave klingon? Não? Bem, não importa, senhores. Nós temos a tecnologia.
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A definição de espécie biológica é dada quando dois indivíduos conseguem procriar, gerando prole fértil. O jumento pode cruzar com uma égua, mas o filhote será um burro ou uma mula (há quem diga que pedagogos também, mas não ofendamos o jumento e a égua). Tanto o burro quanto a mula não são férteis, isto é, eles não procriam, não fazem outros filhotinhos. Mas e no caso dos primatas? Bem, finalmente conseguiram documentar o cruzamento entre duas espécies de macacos na Tanzânia, gerando descendentes híbridos. Não que isso fosse novidade, mas finalmente pegaram os dois safadeenhos no flagra.
Eu aprendi muitas coisas com Jurassic Park. A primeira delas é que pessoal de Exatas sempre tem razão, ainda mais quando o Matemático-Mosca falou que trazer espécies extintas de volta à vida pode não ser lá uma boa ideia. Deve ser por isso que quando vejo a notícia de cientistas querendo clonar espécies que já foram para vala evolutiva porque… bem, a única explicação aceitável é que, sei lá, seria muito maneiro?
Cientistas da Universidade de Hiroshima estão radiantes com o que encontraram. Foi identificada uma nova espécie de parasita que infecta um peixe de água doce invasivo na ilha subtropical de Okinawa, no Japão. Ou seja, o invasor que invade outro invasor tem 100 anos de perdão. Isso é muito legal! Além de me ajudar a fazer trocadilhos impróprios, nos ajuda a entender como parasitas saem parasitando por aí, indo parar em outros lugares que normalmente não deveriam estar lá.
As baleias-francas são baleias, mas nem por isso são aquelas mal-educadas que quando você pede a opinião, ela chapa logo na sua cara que você está gorda ou careca ou que seu chefe ficará com o bônus da empresa, enquanto você continuará trabalhando feito uma mula. Pertencentes à família Balenidae (não ria), as baleias-francas, algumas espécies, como a Eubalaena glacialis e a Eubalaena japonica, estão em risco de extinção. Fora a ação predatória humana, um outro motivo tem para que estes animais sejam facilmente caçados: os olhos.
Estamos no ano de 2050. Bactérias matam a cada 3 segundos. Os antibióticos pouco conseguem fazer, já que, em contrapartida, novas cepas aparecem, e já nascem resistentes a eles. a Ciência luta bravamente, mas parece que estamos perdendo a guerra. Era uma briga tão selvagem que o Reino Unido tinha um órgão que respondia diretamente ao Primeiro-Ministro e era responsável por estudar resistência microbiana, o Review on Antimicrobial Resistance. Seus relatórios alertavam sobre o uso disseminado e irresponsável de antibióticos. Pensávamos que eles eram nossos amigos, mas não. Até mesmo desinfetantes eram inimigos silenciosos.
Vamos ser honestos: larga maioria das pessoas não gostam de predadores no mundo animal. Costumam vê-los como seres ruins, vilões de desenho animado, criaturas maléficas que devoram bichinhos bonitinhos como o Bambi. Isso levou a uma caçada sem precedentes de lobos, pumas, leões etc. habitats foram destruídos e muitas dessas espécies “malvadinhas” correm risco de extinção.
Vikings foram o povo mais badass que eu conheço. Com eles não tinha essa de ser mais ou menos bonzinho pra te ferrar depois, eles já partiam pra porrada. Só que como grandes navegadores, seria inevitável uma troca, ainda que não tenha sido essa sua intenção. Entre elas estava uma família de camundongos, que acabaram sendo os pais de muitas espécies de roedores caseiros que, se dermos sopa, se mudam para nossas casas sem pagar aluguel.