Descoberta primeira evidência de cruzamento inter-espécies de macacos

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A definição de espécie biológica é dada quando dois indivíduos conseguem procriar, gerando prole fértil. O jumento pode cruzar com uma égua, mas o filhote será um burro ou uma mula (há quem diga que pedagogos também, mas não ofendamos o jumento e a égua). Tanto o burro quanto a mula não são férteis, isto é, eles não procriam, não fazem outros filhotinhos. Mas e no caso dos primatas? Bem, finalmente conseguiram documentar o cruzamento entre duas espécies de macacos na Tanzânia, gerando descendentes híbridos. Não que isso fosse novidade, mas finalmente pegaram os dois safadeenhos no flagra.

Biólogos são assim: dando uma de voyeur de macaco se divertindo.

A pesquisadora enxerida foi a drª Kate Detwiler, professora assistente do Departamento de Antropologia da Florida Atlantic University (alguns nomes são muito estranhos de se traduzir. Sim, eu sei que nem deveria traduzir, mas estou pouco me importando) foi a primeira a verificar a vidinha sexual dos macacos guenon e checar quem andava pegando quem.

A ideia inicial é que seria meio difícil que as espécies Cercopithecus ascanius e Cercopithecus mitis quisessem uma coisa, um com o outro. Motivo? Deem uma sacada.

Pois é. Eles não têm nada parecido, salvo que são macacos. A tendência esperada é que eles não quisessem saber um do outro, mas o mundo natural está pouco se importando com este detalhe. Aliás, se você olhar pro seu cônjuge e tiver um pouco de noção, também vai querer saber o que sua metade da laranja viu em você

Tanto o C. ascanius e o C. mitis são os únicos guenons da floresta que colonizaram as estreitas florestas ribeirinhas ao longo do Lago Tanganica que caracterizam o Parque Nacional de Gombe, na Tanzânia. Eles coexistem nas mesmas florestas que os chimpanzés e babuínos estudados por dame Jane Goodall. Detwiler identificou os macacos híbridos por suas marcações combinadas de ambas as espécies parentais. Ela estima que cerca de 15% dessa população é composta de híbridos, o que é muito incomum.

Mas como assim determinou? Nosso bom amigo DNA fez o serviço. A saber, o DNA mitocondrial, extraído de forma não invasiva das fezes de 144 indivíduos das espécies relacionadas e seus híbridos.

Sim, isso mesmo. Nada invasivo, tudo pela ciência. Inclusive, fica mexendo em cocô de macaco. Biólogos têm umas taras meio estranhas. Eu não compreendo.

De qualquer forma, mexendo em cocô ou não, foi a primeira vez que conseguiram mostrar que não apenas o DNA está lá, mas também os híbridos. Detwiler usou o DNA mitocondrial porque é mais abundante que o DNA nuclear nas amostras fecais, e só vem da mãe, indicando a espécie materna no par hibridizante.

A pesquisa ainda vai ser publicada no periódico International Journal of Primatology.

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Sobre André Carvalho

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