Pesquisa mostra que todo mundo já sabe: Brasileiro dá mais valor à religião do que à cultura

Uma pesquisa da ONG OXFAM Brasil, que mais parece nome de remédio contra flatulência, fez uma pesquisa que resultou numa coisa que todo mundo já sabe: Brasileiro dá mais valor para religião do que para coisas sem importância como estudo e trabalho. No país que odeia ciência e contratam índios mágicos que dizem controlar o tempo e usa cartas psicografadas como provas em tribunais, não sei por que alguém acharia isso inusitado.

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Eulogia a uma vítima de assassinato

Eis-nos aqui. Era para ser um momento de celebrarmos, ainda com tristeza. Mas não há como. Não é uma morte que veio de causas naturais, a não ser que por “natural” você entenda o descaso patente de uma tribo burra, selvagem e ignorante. Um bando de incultos que não têm apreço pela Cultura. Ninguém pareceu se importar no estado até que as chamas irromperam. Séculos de escritos, documentos e pesquisas estão perdidos. Não adianta sequer imaginar a reconstrução física, pois o valor que lá tinha poderia ser alocado numa choupana que ainda assim seria inestimável. Talvez, numa choupana estivessem mais seguros.

Da minha janela eu vi arderem as estruturas, e vi também as chamas consumirem tudo lá. A sabedoria e cultura de vários povos virou cinza e se perdeu na suave brisa da noite, quando o Inferno parecia consumir tudo, tendo o próprio senhor do submundo decidido pela destruição irrestrita, mas eu bem sei que não foi ele. Foram homens. Simples homens mortais que pouco se importam com cultura e conhecimento, numa irresponsabilidade absurda.

Meus joelhos tremem, minhas pernas fraquejam, meus olhos marejam perante a perda incalculável que jamais poderá ser reposta.

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Pequeno manual dos verbos

Esse post começou com eu desabafando no Twitter minha alegria em aprender a diferenciar duas classes de verbos bem parecidas. O André e o Cogita me pediram mais detalhes, mas não cabe em 140 caracteres…

Então vamos de Livro dos Porquês o/

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Pesquisa estuda como bactérias regulam seu crescimento

Bactérias são criaturas muito legais. Ficam lá, não falam mal de ninguém, só comem, crescem e lhe causam infecções. Além de ser uma sem-vergonha que domina o mundo, as queridas bactérias felizes regulam sua taxa de crescimento individual, isto é, todas as bactérias têm o mesmo tamanho. Como? Por quê? É o que uma nova pesquisa procura entender.

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O que é gramática? (Segunda parte)

Continuando a nossa série de textos sobre estudos da linguagem, hoje vou falar um pouquinho sobre os estudos "tradicionais", ou seja, aqueles relacionados à primeira definição de gramática que eu dei no texto anterior (e se você não leu os textos anteriores, PARE AGORA! e só volte quando ler tudo. É importante seguir o raciocínio.)

Para falar dos estudos tradicionais, vou usar um texto do linguista britânico David Crystal, mais especificamente o segundo capítulo do livro A Linguística. Infelizmente não consegui uma versão digital do livro para linkar aqui (eu tenho um xerox desse texto que usei numa matéria na faculdade, traduzido para o português, aparentemente uma edição portuguesa.).

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O que é gramática? (Primeira parte)

Olá amiguinhos(as)!

Seguindo a nossa pequena série de introdução aos estudos linguísticos, agora que a gente já viu um pequeno panorama dos estudos da linguagem, o que é e como se define língua e o que é fala e escrita, está na hora de embrenhar ainda mais no espinheiro: o que é gramática? (Não é aquela da escola.)

Gramática vem do grego Γραμματικόσ [grammatikós], que significa aquele que sabe ler e escrever. Ou seja, o estudo da linguagem começou como um estudo da escrita, sobretudo da variedade escrita do grego antigo. Os primeiros gramáticos eram estudiosos que se debruçavam sobre a escrita do grego – e se preocupavam em "proteger" a língua das modernidades (é, Aldo Rebelo, não foi você o primeiro a ter a ideia de jerico de que a língua precisa de proteção). O Panini, que eu citei no meu primeiro artigo, também escreveu a gramática do sânscrito com o mesmo objetivo de preservar a língua (nesse caso por motivos religiosos).

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O que é língua?

Nos textos anteriores da nossa pequena série introdutória aos estudos da linguagem, eu saí pela tangente no que diz respeito à definição de língua. Eu disse que língua é o "objeto" de estudo da linguística (aspas porque a coisa é mais complicada que isso; como eu disse na Introdução, a gente recorta várias coisas diferentes dentro do supra-fenômeno língua e cada um desses pedacinhos é o objeto de estudo de uma corrente de estudo diferente) e eu também disse que língua deveria ser mais associado à fala e não à escrita.

Pois, agora, eu vou me embrenhar no espinheiro e falar sobre como é difícil pra caramba definir o que raios é língua.

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Ler desde cedo faz crianças serem mais inteligentes. Me diga a novidade!

Todo mundo quer seus filhos mais inteligentes (a não ser pais burros). A questão é: COMO? Bem, além do fator genética, uma nova pesquisa aponta que pode-se melhorar a inteligência de crianças, colocando-as para ler desde cedo. Quanto mais cedo (e em maior quantidade) as crianças lerem, mais espertas serão.

Mas isso não me convenceu muito.

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As misteriosas luvas-garras peruanas

Há muita coisa que nós não sabemos. Arqueólogos precisam montar cada pecinha de cerâmica mais velha que a sua avozinha para saber o que ela representa (a cerâmica, não a sua avozinha). Cada osso, cada fragmento de madeira, cada pedaço de tecido podem nos dizem muito sobre a civilização local, mas, por vezes, damos de cara com uma parece misteriosa. Algo que nunca se viu antes e tem um formato estranho, jamais visto. Esse é o caso de misteriosas luvas que parecem garras de um urso, encontradas no Peru e datam de 1500 anos. Um pouquinho mais velhas que a sua avozinha.

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Línguas nativas do Brasil estão “entre as mais ameaçadas”

Línguas nativas de tribos indígenas brasileiras estão entre as mais ameaças de extinção, segundo uma classificação feita pela National Geographic Society e o Instituto Living Tongues. Elas estão sendo substituídas pelo espanhol, o português e idiomas indígenas mais fortes na fronteira do Brasil com a Bolívia e o Paraguai, os Andes e a região do chaco, revelaram os pesquisadores. Menos de 20 pessoas falam ofayé, e menos de 50 conseguem se expressar em guató, ambas faladas no Mato Grosso do Sul, próximo ao Paraguai e à Bolívia, para citar um exemplo. A área é considerada de “alto risco” para línguas em risco de extinção, alertaram os pesquisadores. Continuar lendo “Línguas nativas do Brasil estão “entre as mais ameaçadas””